quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Notícias literárias da coluna de Woden Madruga.

Altamiro

Chora a música brasileira com a morte, ontem no Rio de Janeiro, do flautista Altamiro Carrilho, das maiores expressões da música popular brasileira, um dos deuses do Chorinho. Tinha 87 anos. Deixou um acervo fantástico: 200 composições registradas em mais de cem discos.

Arte

A partir de hoje está aberta ao público, na Galeria Newton Navarro, da Fundação José Augusto, a exposição de uma parte da coleção particular de Arte Popular do marchand e professor de artes Antônio Marques. Vai até o dia 6 de setembro. É programa de muito bom gosto.

Geofísica

Boa notícia: o Curso de Geofísica da UFRN foi avaliada com a  nota máxima, 5, pelo Ministério de Educação.

Poesia

Amanhã na Livraria da Cooperativa da UFRN, coisa das 10h30, haverá o lançamento do livro Áspero Silêncio, do poeta Carlos Jales, natalense radicado em João Pessoa onde é professor da Universidade Federal da Paraíba.

Destaco do livro, o poema “Poética”:

“Disseram-me que a / Poesia é inútil. / Olhei pela janela e / vi um beija-flor. / Pensei: um beija-flor / é inútil, um beija-flor / é muito inútil, um / Beija-flor é completa-/Mente inútil.
Fonte: Tribuna do Norte.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Relembrando Nati Cortez.

Cientistas anunciam um dos maiores conjuntos de galáxias já descobertos
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EFE De Washington, nos Estados Unidos

A Nasa (Agência Espacial Americana) anunciou nesta quarta-feira  (15) o descobrimento de um aglomerado de galáxias apelidado "Fênix", pela constelação na qual se encontra, e que segundo os pesquisadores é um dos maiores e mais ativos objetos descobertos até agora no universo.

Imagens do mês (agosto/2012)

Foto 41 de 41 - Nasa divulga imagem da Fênix (à esquerda), conglomerado de galáxias recém-descoberto que fica cerca de 5,7 bilhões de anos-luz da Terra. A composição artística (à direita) mostra o centro da estrutura rodeado por gases quentes e brilhantes Nasa

Michael McDonald, do Instituto Tecnológico de Massachusetts em Cambridge, destacou em conferência telefônica que se trata de um objeto único que contém "a maior taxa de formação de estrelas jamais vista no centro de um conjunto de galáxias".

O descobrimento foi possível pelas observações do observatório de raios-X Chandra, da Nasa, o Telescópio da Fundação Nacional de Ciências do Polo Sul e outros oito observatórios internacionais.

O aglomerado de galáxias, localizado a 5,7 bilhões de anos luz da Terra, pode levar os astrônomos a repensar a forma destas estruturas colossais e das galáxias. McDonald informou que a superestrutura é também o maior produtor de raios-X de qualquer grupo conhecido e um dos mais sólidos.

Além disso, segundo os dados colhidos, a velocidade de esfriamento de gás quente nas regiões centrais do agrupamento é a maior já observada, o que pode fornecer informação sobre como se formam as galáxias.

"Apesar da galáxia central da maioria dos grupos ter estado inativa durante bilhões de anos, a galáxia central nesse grupo parece ter voltado à vida com uma nova explosão de formação estelar", explica McDonald, principal autor de um artigo que será publicado no número desta semana da revista britânica Nature.

Como outros aglomerados de galáxias, "Fênix" contém uma enorme reserva de gás quente, que por sua vez tem mais matéria que todas as galáxias do conjunto combinadas, detectaram com o observatório de raios-X Chandra.

O gás quente emite grande quantidade de raios-X, esfriando rapidamente o centro do aglomerado, o que provoca um fluxo de gás para o interior e a formação de um grande número de estrelas, o que não é muito habitual.

Os astrônomos acham que o buraco negro supermaciço que costuma ser encontrado na galáxia central destes conjuntos bombeia energia ao sistema, o que evita que um esfriamento do gás ocasione uma explosão de formação de estrelas.

No entanto, no caso de "Fênix", os jatos de energia desprendidos do buraco negro gigante da galáxia central não são suficientemente potentes para prevenir o esfriamento, daí o grande nível de atividade.

Os dados de Chandra e também das observações em outras longitudes de onda, apontam que o buraco negro supermaciço está crescendo muito rapidamente, cerca de 60 vezes a massa do Sol a cada ano.

Uma taxa que os cientistas acham "insustentável", segundo Bradford Benson da Universidade de Chicago e co-autor do estudo, já que o buraco negro é muito grande, com uma massa de aproximadamente 20 bilhões de vezes a massa do Sol.

"Esse ritmo de crescimento não pode durar mais de 100 milhões de anos. Caso contrário, a galáxia e o buraco negro voltariam muito maiores que seus pares no universo próximo", aponta Bradford.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Diógenes prefacia livro "O Mundo de Lili"

 https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEicQDuuOKoz8LUyZbaQJljUopKuEvjD-uFEj8yGnOf9FeFTV9I5Ng1AaYEc0pY3wwGY0RUQBG36aybJbLvQSGwnDaSyIOejXX9vVYeOqBsJncfwLCYBC2VlUUzBVSK6IuMWdutRbd8pY4M/s1600/capalivro.jpg

 O lançamento do livro “O Mundo de Lili para Gente Grande”, da escritora e jornalista Carminha Soares, será nesta terça-feira (14), a partir das 19h, na área verde do SESC-Centro, em Natal-RN. A autora tem uma dedicação sagrada ao estudo e à prática da inclusão social como direito universal dos seres humanos, e, a partir de sua tese de doutorado, escreveu sobre a exclusão que se estabelece nos jogos paralímpicos, a partir do imaginário da pequena Lili.
Na semana em que o mundo se despede da Olimpíada de Londres e se prepara para o início de mais uma Paralimpíada, o livro se propõe a causar no leitor uma aproximação com a magia do desporto olímpico e paralímpico, fazendo-o, ao mesmo tempo, refletir sobre a distância social instituída na temporalidade histórica desses dois momentos. A autora defende que as duas competições deveriam ser realizadas ao mesmo tempo.
O livro tem prefácio do advogado e escritor Diógenes da Cunha Lima e será distribuído de forma gratuita e autografado, com o desejo da autora em disseminar esse olhar de inclusão social através do desporto. A obra também será publicada em inglês e disponibilizada em formato audiobook, ampliando, assim, o leque de leitores e o acesso ao livro por pessoas com deficiência visual.
O lançamento contará com a  presença dos músicos Ticiano Damore e Diogo Guanabara.
PARALÍMPÍCO OU PARAOLÍMPICO?
A expressão "paralímpico" é a nova denominação do movimento paradesportivo nacional desde fins de novembro de 2011. A mudança segue determinação do Comitê Paralímpico Internacional (IPC) - que propôs a alteração ao Brasil. Até novembro de 2011, o Brasil era o único país do mundo que resistia na denominação anterior.
As entidades ligadas ao CPB têm, desde novembro, um prazo de 18 meses para, gradualmente, se adaptar e adequar à mudança de nome.
O próprio CPB - que vem se adaptando ao novo termo - defende uma mudança natural e gradual.
SERVIÇO
Lançamento do Livro “O Mundo de Lili para Gente Grande”
Data: 14 de agosto de 2012
Hora: 19h
Local: Área Verde do SESC Centro. (Rua Coronel Bezerra, nº33. Cidade Alta)
Com informações da Assessoria de Imprensa


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN em 8/13/2012 11:12:00 PM

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Jomar comenta o livro de Assis Câmara.


jPJomar Morais*
Jornalista jomar.morais@supercabo.com.br
Ao deliciar-me com a leitura da segunda edição de “Destino de Pássaros e Outros Destinos”, do poeta Francisco de Assis Câmara, fui provocado pela seção mais singela do livro, aquela em que o autor compõe versos inspirados em provérbios, os ditados populares repletos de sabedoria prática que no passado eram recurso pedagógico dos pais na transmissão de valores e crenças aos filhos. Se você, leitor, tem mais de 40 anos certamente aprendeu em casa que “é melhor andar só do que mal acompanhado” e, talvez, ainda repita entre amigos as velhas máximas da vovó: “De esmola grande o cego desconfia”, “Boa romaria faz quem em sua casa está em paz”…
Os provérbios têm quase a idade do homo sapiens. Muitos dos que chegaram a nós surgiram na antiguidade, forjados no anonimato para sintetizar o conhecimento que resulta da experiência humana em diferentes culturas. Até a Bíblia lhes concede um lugar de relevo em seu livro “Provérbios”. Em seu formato simples, curto e direto, os ditados populares nos levam ao ponto, estabelecendo juízos que refletem arquétipos universais, princípios éticos e também o imaginário coletivo de cada nação e cada cultura, com a sua carga de preconceitos e chauvinismo.
Provérbios expressam conhecimentos comuns e não necessariamente a verdade. Mas, embora isso pareça extemporâneo, penso que nos dias atuais eles poderiam cumprir uma função terapêutica e preventiva – inerente ao poder da palavra -, curando transtornos e obsessões que atazanam nossas vidas ricas de barulho e carentes de sentido. Reproduzidos por pais ou receitados por psicólogos e médicos, funcionariam como pílulas sem efeitos colaterais sobre os tecidos da alma que constituem o caráter e os sentimentos.
Aqui, algumas indicações:
“A palavra é de prata, o silêncio é de ouro”. Recomendado para os que padecem do mal da loquacidade, incapazes de ouvir o próximo e observarem a si mesmos.
“Águas passadas não movem moinhos”. Indicado para os saudosistas patológicos e os que se ataram a seus psicanalistas.
“Não se faz uma omelete sem quebrar os ovos”. Perfeito para vanguardeiros que repetem a rotina dos próprios pais.
“Não há rosas sem espinhos”. Prescrito para os que se perderam na busca da felicidade vendida.
“De grão em grão a galinha enche o papo”. Receitado para os que desconhecem o valor do trabalho, sufocados na ansiedade por resultados.
“Quem compra o que não pode, vende o que não quer”. Exato para inscritos no Serasa, compradores compulsivos e os incapazes de planejar.
“São bambas as pernas do coxo, e o provérbio na boca dos insensatos” (Provérbios, 26:7). Ideal para gurus fabricados e muitos autores de autoajuda.
*Texto publicado na coluna do jornalista no NOVO JORNAL e em seu portal Planeta Jota

A impressionante e misteriosa questão dos OVNIS.

PPor Flávio Rezende*

Tenho uma relação bem saudável com o assunto objetos voadores não identificados. Confesso que tempos atrás, consumia literatura sobre o assunto, admirava meu irmão Fernandinho que curtia o tema junto a amigos, numa espécie de ufologia esotérica, participei e, ainda gosto do Grupo Atlan, que associa a volta de Jesus em naves extraterrestres e, pessoalmente tenho relatos nesta área.
Por volta dos meus 20 anos, era um rapaz ativo, escrevia muito, participava de tudo, um vulcão em termos de movimentação e interesses. Tudo quanto é assunto eu jogava meu olhar, tendo lido a respeito de pirâmides, avatares indianos, cristais, macrobiótica, vegetarianismo, religiões em geral, tive incursões pela Ordem Rosacruz e solicitei material de diversas ordens místicas.
Neste mesmo tempo, vendia salada de frutas nas praias, produzia jornais alternativos e, juntava dinheiro para curtir o Brasil, sempre de ônibus. Numa dessas viagens, próximo à cidade de Ilhéus (BA), todos nós que estávamos no carro que seguia com destino ao Rio de Janeiro, percebemos no céu um objeto que realizava manobras radicais, indo de um lugar a outro em segundos. Avistamos alguns outros carros parados no acostamento e nos reunimos ao grupo. Ficamos então observando e, saímos convencidos de que era um disco voador.
Ainda nesta fase de muita busca, fui bater com amigos em Fortaleza. De lá, turbinados por coisas não muito recomendáveis e, já devidamente superadas, fomos bater em Canoa Quebrada. Foi uma daquelas noites em que viramos, animados por mulheres e conversando aceleradamente sobre os mais variados assuntos.
Cansados de tanto auê decidimos seguir para as dunas, de onde iríamos ver o nascer do sol de camarote. Um pouco antes de a luz clarear a vida mundana, surgiu no céu ainda escuro, um objeto igualmente estranho, realizando manobras tão malucas quanto nossas mentes potencializadas.
Devido ao momento maluco-beleza em que estávamos não tenho como saber até que ponto havia um disco no céu ou, se era uma alucinação coletiva, induzida por um primeiro e seguida, pelos demais.
Bem, de lá para cá, o assunto foi cedendo lugar para outros, uma vez que vivemos muito de fases. Hoje, gosto de assistir relatos na TV, mas, não compro mais livros e nem assino mais a UFO.
A minha grande questão hoje é, depois de tantos e tantos anos de estudos, observações, relatos, imagens e mil coisas, em todas as partes do mundo, vindas de pessoas muitas vezes confiáveis, de todas as idades, religiões, que não ganham nada com isso, muito pelo contrário, às vezes ficam expostas ao ridículo, como é que com tanta coisa dita, escrita e relatada, ainda não temos certeza que os discos voadores realmente existem?
O tempo passa e não podemos dizer como dois mais dois são quatro que eles realmente estão por ai, como pode que depois de tantas aparições eles não cheguem ao ponto de ocupar uma cadeia mundial de TV e anunciar abertamente e definitivamente que também existem neste vasto universo em expansão?
Se diante de tantos casos, acredito que milhões de casos diversos, se um só, unzinho apenas for verdade, então eles existem, então por qual motivo esses caras não chegam de vez para nos fazer companhia, compartilhar conhecimento, aumentar a família?
Eis mais um grande mistério ao qual estamos mergulhados. Some-se a ele o mistério sobre nossa origem e destino, o tal de onde viemos e para onde vamos que, a despeito de muitas explicações, ainda não tem uma resposta final e aceita por todos.
E assim caminha a humanidade, dividida em continentes, hemisférios, países, estados, cidades, municípios, bairros, ruas, casas, quartos, camas e, com pessoas igualmente divididas em times, religiões, interesses, partidos, mas, juntas num só dilema, o de não saber com certeza absoluta, grandes enigmas que persistem apesar de escrituras maias, incas, astecas, católicas, hindus, judias, espíritas, místicas...
*É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (escritorflaviorezende@gmail.
com)


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN em 8/08/2012 08:12:00 AM

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Você gosta de bons poemas? Então, mais um para você ler e refletir.


Ser em versos

É buscar as palavras
Amigas e inimigas
Análogas e antagônicas
É o tão conhecido ser
Ou não ser.

É esse esquecimento
Que renasce
Numa palavra
Num dizer.

É fazer de conta
Que tudo chega
Nem se sabe de onde
Para poder crer.

Ser em versos
É buscar a poesia
Com tão poucas letras
Para situá-las sem mal
Num mundo ideal.

Ser em versos
È viver em busca

- Como um ente Supremo
- Que imagina ter no final

da vida o valor total.

Autora: Ana Maria Cortez.
Paris - Julho/2012.







terça-feira, 24 de julho de 2012

Relembrando Nati Cortez.

Estamos recebendo as primeiras colaborações para ampliação do acervo cultural e informativo da poetisa Maria Natividade Cortez Gomes (1914-1989). O primeiro filho a repassar fotos, recortes e páginas de jornais e cópias de composições impressas foio mano Francisco de Assis, que se encontra em Natal desde o último final de semana. Bom e histórico material que será conhecido na exposição que a UBE/RN pretende montar um Natal em homenagem a poetisa e escritora natalense que será nome da Coleção de Literatura Infanto-Juvenil Potiguar. Nati Cortez foi a pioneira em literatura infanto-juvenil do Nordeste, segundo a professora e pesquisa Sônia Othon.
Acervo da família.

domingo, 22 de julho de 2012

Regresso, poema de Ana Maria Cortez.


Regresso

Fiquei com o gosto de pinha
de abacate
de banana prata
de cajá                         
de manga
de jaca
e de caju na boca.

Fiquei com vontade
De ficar mais
Para conversar mais
Nas calçadas
Das bodegas abertas.

Ver as ruas
Os pássaros
Em desordem
Na ordem que escolhem
Na hora
Do beija-flor
Na flor de fora

Ver o passar
Dos meninos na rua
Com a cor do solar
Sem sola
Nas ruas desertas.

Mas o tempo é assim
Por vezes nos escolhe
E nos surpreende
Sem aviso
Sem nada
Esperando voltar.






                       

Regresso, poema de Ana Maria Cortez.


Regresso

Fiquei com o gosto de pinha
de abacate
de banana prata
de cajá                         
de manga
de jaca
e de caju na boca.

Fiquei com vontade
De ficar mais
Para conversar mais
Nas calçadas
Das bodegas abertas.

Ver as ruas
Os pássaros
Em desordem
Na ordem que escolhem
Na hora
Do beija-flor
Na flor de fora

Ver o passar
Dos meninos na rua
Com a cor do solar
Sem sola
Nas ruas desertas.

Mas o tempo é assim
Por vezes nos escolhe
E nos surpreende
Sem aviso
Sem nada
Esperando voltar.