sexta-feira, 13 de março de 2015

Ângela Paiva recebe título de sócia benemérita da ALAM de Martins

A reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Ângela Maria Paiva Cruz, receberá nesse sábado, 14, o título de Sócia Benemérita da Academia de Letras e Artes de Martins (ALAM). Esse procedimento ocorre com cidadãos que se destacam nas áreas de atuação da Academia, como educação, cultura, cidadania, literatura e outros.

A cerimônia, a ser presidida pela Presidente da Associação, Taniamá Vieira da Silva Barreto, acontecerá às 20h, no Auditório da Casa de Cultura de Martins, região serrana do Rio Grande do Norte (RN) e marca as comemorações de aniversário da ALAM.

Além da prefeita de Martins, Olga Chaves Fernandes de Queiroz Figueiredo, prestigiam a cerimônia o Presidente da Academia de Cordelistas de Mossoró, Gualter Alencar Couto.

Trajetória de Ângela Paiva

Natural de Martins, ÂNGELA MARIA PAIVA CRUZ é a sexta filha do casal Cecília Augusta de Paiva e Cícero de Paiva Chaves. Casada e mãe de dois filhos (Michelle Paiva Cruz e Anderson Paiva Cruz), escolheu a “arte de ensinar” antes de ingressar na docência superior, por meio da qual há mais de três décadas contribui para a construção de um país, uma região e um Rio Grande do Norte mais justo e desenvolvido.

FORMAÇÃO

Bacharel em Matemática, mestre em Filosofia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e doutora em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), há 32 anos exerce a docência na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Atua, concomitante, no ensino de graduação e de pós; na pesquisa, extensão e na gestão universitária.

Sua formação básica e superior é na educação pública. De 1964 a 1967 cursou os primeiros anos do ensino fundamental na escola rural Grupo Escolar Manoel Lino de Paiva, em Martins, município da Região Oeste do Rio Grande do Norte (RN). O fundamental maior, chamado de ginasial, foi feito no período de 1968-1971 na Escola Estadual Dr. Joaquim Inácio, na mesma cidade. E foi, entre o ensino fundamental e médio, que se descobriu encantada pela Matemática.

Na década de 60 do século XX mudou-se para estudar em Natal, capital potiguar. Cursou o ensino médio na Escola Estadual Winston Churchill e optou pela área de ciências exatas, prestando vestibular em 1974. Ingressou na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) em 1975, para cursar Matemática.  Licenciou-se Bacharel em Matemática em julho de 1980 e em dezembro do mesmo ano recebeu o diploma de Licenciatura em Matemática. Além do mérito estudantil de “melhor aluno da turma” do bacharelado, exerceu a monitoria na graduação.

A DOCÊNCIA

Aprovada em primeiro lugar em concurso público, a partir de 1982 ingressa no magistério superior,  para a área de Metodologia da Ciência e de Lógica, do Campus Santa Cruz da UFRN. Desenvolveu trabalho em diferentes disciplinas no Campus Santa Cruz e no campus central, em Natal. Ângela Paiva tem, portanto, uma formação interdisciplinar e considera “essencial suprir a necessidade permanente de qualificação para o exercício da docência”.

VIDA ACADÊMICA

Em 1991 foi removida para o campus central da UFRN, em Natal, e, enquanto ministrava várias disciplinas no Departamento de Filosofia, articulava, junto aos demais docentes, a criação do Grupo de Estudos Avançados em Lógica e contribuiu para a elaboração do projeto de criação do Programa de Pós- Graduação em Filosofia. Coordenou, à época, a Semana de Filosofia e da Semana de Humanidades da UFRN, assim como bases de pesquisa e  colaborou para seminários sobre Lógica, Epistemologia e Filosofia da Linguagem, entre outros.  Desenvolveu atividades na pós-graduação, publicou obras e, a partir de 2003, Ângela Maria Paiva Cruz envereda pela gestão universitária, assumindo a vice-direção do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA).

Passa, desde então, a se dedicar à alta gestão da UFRN quando, em 2007, assumiu a vice-reitoria em junho de 2007, acumulando a coordenação do Programa de reestruturação da UFRN, o REUNI.  Candidatou-se reitora em 2010 e, eleita, assumiu o mandato em 28/05/2011, permanecendo até 28 de maio de 2015. Reeleita, em novembro de 2014, assumirá maio próximo o seu segundo mandato na UFRN, até meados de 2019.

A homenageada frisa que as atividades na administração universitária sempre estiveram presentes em sua vida, mesmo nos períodos em que ensino, pesquisa e extensão eram prioritárias. “Em quase toda minha vida acadêmica estive participando de colegiados, conselhos e comissões, discutindo, propondo e avaliando as políticas acadêmicas, sempre buscando dar o melhor de mim para contribuir para o desenvolvimento institucional”, declarou Ângela Paiva.

Enquanto reitora modernizou a gestão universitária, por meio de transformações planejadas. Deu continuidade ao crescimento físico da instituição; à expansão da oferta do ensino de graduação e  de pós, implementando os Programas de Interiorização e Internacionalização da UFRN.  Em consequência, a instituição vem colhendo bons resultados acadêmicos e há três anos consecutivos é avaliada pelo MEC, como a melhor instituição pública superior federal no Norte e Nordeste do Brasil. A UFRN também figura como a instituição de ensino superior mais lembrada pelos norte-rio-grandenses, conforme pesquisa de mercado realizada pelo Jornal Tribuna do Norte.





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quarta-feira, 11 de março de 2015

Amanhã, 12, posse de novos sócios na UBE/RN.

C O N V I T E   E S P E C IA L

 

 14 de Março é Dia Nacional da Poesia


A UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORERS – UBE/RN , o  INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE - IHGRN e a ACADEMIA NORTE-RIO-GRANDENSE DE LETRAS-ANL convidam Vossa Excelência/Vossa Senhoria para Sessão Solene  de entrega de Diploma de Sócio Efetivo aos novos associados da UBE-RN. Após o evento haverá um sarau no Largo Desembargador Vicente de Lemos, oportunidade em que será comemorado o DIA DA POESIA. Traga seu poema preferido para recitá-lo.
A data foi criada em homenagem a CASTRO ALVES, poeta brasileiro nascido em 14 de março de 1847, que ficou conhecido como o poeta dos escravos por ter lutado arduamente pela abolição da escravatura no Brasil.
Tomarão posse na União Brasileira de Escritores- UBE/RN os confrades e as confreiras a seguir relacionados na classe dos Sócios Efetivos:
Aline Pereira Gurgel
Carlos Rostand de França Medeiros
Cícero Martins de Macedo Filho
Diulinda Garcia de Medeiros Silva
Dione Maria Caldas Xavier
Eulália Duarte Barros
Gilvânia Machado
Geraldo Ribeiro Tavares
Ion de Andrade
José Ivam Pinheiro
José Evangelista Lopes
José de Castro
Liacir dos Santos Lucena
Luiz Gonzaga Cortez Gomes de Melo
Maria Audenôra das Neves Silva Martins
Moacir de Lucena
Odúlio Botelho Medeiros
 Lucimar Luciano de Oliveira
Rinaldo Claudino de Barros
Tânia Mara Silva de Lima
Thiago Gonzaga dos Santos
_______________________________________________________________________
DATA: 12 de março (quinta-feira)HORA: 18h às 20h - LOCAL: INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RN – IHGRN - Rua da Conceição, 622 – Centro
UBE-RN- Roberto Lima de Souza - Presidente
IHGRN - Valério Mesquita– Presidente
ANL - Diógenes da Cunha Lima- Presidente

sábado, 7 de março de 2015

Música alta pode levar um bilhão de jovens a surdez; saiba como se proteger

  • 6 março 2015
Crédito: OMS
A OMS recomenda não usar fones de ouvido durante mais de uma hora por dia, e a um nível baixo. No volume máximo, o máximo permitido são apenas quatro minutos
O barulho está por toda a parte. Mas a epidemia de ruído dos dias atuais acontece, no entanto, em silêncio. Mais especificamente dentro dos fones de ouvido.
Ninguém está a salvo dela, mas o problema, que já se tornou crônico, afeta particularmente os jovens.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta que 1,1 bilhão de jovens em todo o mundo correm risco de sofrer perda auditiva devido à exposição ao barulho causada por seus hábitos diários.
Nos países desenvolvidos, a situação é tão grave que, de acordo com estimativas, mais de 43 milhões de pessoas, entre 12 e 35 anos, já sofrem de surdez incapacitante.
Em um relatório publicado por ocasião do Dia Internacional do Cuidado Auditivo, comemorado na última terça-feira, 3 de março, a OMS estimou que 50% dessa faixa etária (12 a 35 anos) está exposta a riscos pelo uso excessivo de tocadores de mp3 e smartphones, e 40% pelos níveis de ruído prejudiciais de discotecas e bares.
Mas como saber quando estamos causando danos, talvez irreversíveis, a nossos ouvidos?
Especialistas avaliam que 85 decibéis (dB) até 8 horas é o nível máximo de exposição sem riscos a que um ser humano pode se submeter. Esse período de tempo diminui na medida em que a intensidade do som aumenta.
Não se trata de uma tarefa fácil, especialmente considerando que o volume de dispositivos de áudio pessoais, como tocadores de mp3, pode variar entre 75 dB e 136 dB no nível máximo.
O relatório da OMS recomenda, contudo, que as pessoas usem esses aparelhos não mais do que uma hora por dia e a um volume baixo.
Já em discotecas e bares, os níveis de ruído podem variar entre 104 dB e 112 dB. De acordo com os parâmetros determinados pelo órgão da ONU, permanecer mais de 15 minutos nesses locais não é seguro. O mesmo se aplica em instalações esportivas, onde o nível de ruído oscila entre 80 dB e 117 dB.
Segundo médicos, a exposição a esses ambientes provoca cansaço nas células sensoriais auditivas. O resultado é a perda temporária da audição ou acúfeno (sensação de zumbido no ouvido).
A capacidade auditiva melhora na medida em que as células se recuperam, mas quando "os sons são muito fortes ou a exposição ocorre regularmente ou de forma prolongada, as células sensoriais e outras estruturas podem ser danificadas permanentemente, causando uma perda irreversível da audição", informa a OMS.
Para se ter uma ideia, uma pessoa que ouve 15 minutos de música a 100 dB está exposta a níveis semelhantes de ruído aos níveis enfrentados por um operário que trabalhe oito horas por dia a 85 dB.

Exposição segura ao som

(OMS)
Segundo a OMS, 85 decibéis (dB) até 8 horas é o nível máximo de exposição sem riscos a que um ser humano pode se submeter
Confira o volume máximo de exposição ao som que a OMS considera seguro:
  • 85 dB: nível de ruído no interior de um carro. Tempo máximo seguro: oito horas.
  • 90 dB: cortador de grama. Tempo máximo seguro: Duas horas e 30 minutos.
  • 95 dB: ruído médio de uma motocicleta. Tempo máximo seguro: 47 minutos.
  • 100 dB: buzina de um carro ou metrô. Tempo máximo seguro: 15 minutos.
  • 105 dB: tocador de mp3 no volume máximo. Tempo máximo seguro: Quatro minutos.
No relatório, a OMS também fez algumas recomendações para quem pretende proteger a audição. São elas:
  • Mantenha o volume baixo.
Regule o volume de seu tocador de mp3 para que nunca exceda 60% do volume total. Use tampões de ouvido toda vez que for a um evento onde o ambiente seja extremamente barulhento, como discotecas ou bares.
  • Limite o tempo gasto em atividades barulhentas.
A duração da exposição ao ruído é um dos principais fatores por trás da perda de audição. É aconselhável fazer breves descansos auditivos e limitar a uma hora diária o uso de fones de ouvido.
  • Preste atenção aos níveis seguros de exposição ao ruído.
Use a tecnologia dos smartphones para ajudá-lo a medir os níveis de exposição ao ruído.
  • Preste atenção aos primeiros sinais de perda de audição.
A OMS recomenda procurar imediatamente um médico se houver dificuldades para ouvir sons agudos, como campainha, telefone ou despertador, ou entender a conversa por telefone e até mesmo em ambientes barulhentos.

domingo, 1 de março de 2015

DO QUOTIDIANO  EU FAÇO CRÔNICAS – I
Por Eduardo Gosson(*)
JACINTO, UM HOMEM BOM

Para quem não sabe Jacinto é o meu barbeiro ou melhor dizendo o nosso barbeiro. Ele mora e corta cabelo lá  na Rua Juvino Barreto, próximo  ao restaurante do SESC, quase no lugar onde viveu o poeta Antonio Pinto de Medeiros. Jacinto tem uma particularidade que o distingue: ele corta os cabelos dos nossos homens  de letras e a sua cadeira é mais disputada do que as da Academia  Norte –Rio-Grandense de Letras. Na barbearia do seu Jacinto funciona uma pequena biblioteca de autores potiguares, sem burocracia. Vejamos os escritores que ajeitam o seu visual com Jacinto: Deífilo Gurgel (in memoriam). Tem vários livros autografados pelo nosso poeta e folclorista; Moacyr Cirne (in memoriam) foi uma indicação minha. Encontrei-me com o papa do Poema-Processo em plena Avenida Rio Branco e este me disse que gostaria de cortar o cabelo e aparar a barba com um barbeiro tradicional. Foi e gostou. Nunca mais deixou de ir; Eduardo Gosson, Ubiratan Queiroz, irmão da cineasta Jussara Queiroz, entre outros.
Mas o que mais chama atenção em seu Jacinto são três elementos: simplicidade, humildade e bondade. Quando vou até lá cortar os poucos cabelos que restam não dá mais vontade de ir embora. Seu Jacinto  ao contrário do poema de Luís Carlos Guimarães não é necessariamente funcionário publico, mas tem mulher, filhos (o3) e (05) cinco netos. E também não mora no Edifício Flor das Laranjeiras; seu Jacinto mora em nosso coração!
Viva o povo brasileiro!
(*)Eduardo Gosson é poeta. Presidiu a União Brasileira de Escritores – UBE (2008-2013)


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Jornal da Saudade ainda está a venda em Natal.

Ainda restam exemplares do livro "Jornal da Saudade - Natal do meu tempo de menina", de autoria de Maria Natividade Cortez Gomes (Nati Cortez), na Cooperativa Cultural da UFRN (Campus Natal), na Livraria Câmara Cascudo, na Avenida Rio Branco, Cidade Alta, na revistaria do Nordestão da Av. Roberto Freire. 2895, Capim Macio. Neste local você deve pedir o exemplar pelo título completo do livro e não pelo nome da autora que, segundo a vendedora, é assim que está cadastrada obra. Os exemplares não estão na vitrine, pois a área é exclusiva da editora LP&M e, portanto, não exibe livros de autores potiguares. Os livros de autores do RN estão depositados numa área a mais de 2 metros de altura, uma espécie de sótão elevado, na frente de quem entra na Revistaria Cultural (fone 3217-6197) do supermercado Nordestão,  conferir e adquirir o livro.
Ana Maria, filha da autora, quando autografava os livros na noite do lançamento. Vilmaci Viana, poetisa, ao lado de Ana Maria.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Um norte para o livro brasileiro.

Por Karine Pansa*

Foi muito importante a retomada, em 2014, do Prêmio VivaLeitura, realizado entre 2006 e 2011 e depois interrompido. O seu significado está expresso com clareza no objetivo de estimular e fomentar a leitura e enfatizar a sua decisiva missão no ensino. Por isso, é necessário que os responsáveis por sua realização adotem todas as medidas necessárias para garantir sua periodicidade anual regular. Como se sabe, trata-se de uma iniciativa dos ministérios da Cultura e da Educação e da Organização dos Estados Ibero-americanos para Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), com apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e da Fundação Santillana.

Apesar de respaldado por todos esses órgãos, a importante iniciativa sofreu interrupção por alguns anos. Tal problema mostra que as políticas públicas para o setor precisam contar com bases fortes de sustentação institucional. Daí o significado de se converter em lei o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), do qual o prêmio faz parte, assim como numerosas outras ações e medidas muito relevantes. Projeto de lei nesse sentido, de iniciativa do Executivo Federal, encontra-se em análise na Casa Civil.

 O projeto conta com o consenso das entidades do setor editorial e estabelece um norte para o livro em nosso país. Sua acolhida seria muito boa no Congresso Nacional, considerando as numerosas manifestações espontâneas de apoio e a existência de frentes parlamentares de defesa da leitura. Assim, esperamos que, logo no início do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff e da nova Legislatura federal, o PNLL transforme-se em lei, constituindo-se em poderoso instrumento para o sucesso da meta de transformar o Brasil num país de livros e leitores.

É nesse contexto que comemoramos a retomada do VivaLeitura, cuja cerimônia de entrega realizou-se em Brasília, dia 16 de dezembro último, quando o vencedor em cada categoria ("Bibliotecas Públicas, Privadas e Comunitárias"; "Escolas Públicas e Privadas"; "Promotor de leitura - pessoa física; e "ONGs) recebeu R$ 25 mil. Mais do que o valor em dinheiro, o prêmio é relevante em função das áreas e forças da sociedade que congrega, ou seja, escolas do Ensino Fundamental, academia, bibliotecas e instituições sociais. Tais organizações reúnem grande parte do universo do mercado editorial no Brasil, abrangendo pessoas físicas e jurídicas cujo trabalho é decisivo para o incentivo à leitura.

Na promoção do livro, o prêmio, assim como todas as medidas previstas no PNLL, soma-se às bienais e feiras realizadas em vários estados brasileiros, aos programas de compras do setor público, certames literários e do mercado editorial, como o Jabuti, ao permanente trabalho das editoras, incluindo a descoberta de novos autores, livrarias, distribuidores e creditistas e outras iniciativas focadas no estímulo à leitura. Esse esforço deve ser permanente!

Para a CBL, responsável pelo Jabuti, a Bienal Internacional do Livro de São Paulo e várias outras ações de fomento ao livro, o VivaLeitura 2014, além de seus importantes objetivos, teve um significado singular: a homenagem a Lúcia Jurema Figueirôa, diretora da entidade e gerente de Relações Institucionais da Editora Moderna,  falecida em janeiro de 2014. Em sua retomada, o prêmio teve o nome da brilhante pessoa e profissional, cuja carreira foi um exemplo de dedicação ao estímulo da leitura.

Sem dúvida, homenagem muito pertinente, pois todos os objetivos do prêmio coincidem com os propósitos defendidos e praticados por Lúcia Jurema Figuerôa ao longo de sua vida. Que seu legado imortal torne perenes o PNLL e o VivaLeitura, ao qual ela empresta a força de seu nome.

*Karine Pansa, empresária do setor editorial, é a presidente da CBL (Câmara Brasileira do Livro). Na Folha Online - 19/1/2015.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

QUINTA-FEIRA, 25 DE DEZEMBRO DE 2014


 
Do blog de Carlos Roberto Miranda Gomes.
 

POEMA  SE
 
(Professor Hermógenes)
 

Se, ao final desta existência,
Alguma ansiedade me restar
E conseguir me perturbar;
Se eu me debater aflito
No conflito, na discórdia…

Se ainda ocultar verdades
Para ocultar-me,
Para ofuscar-me com fantasias por mim criadas…

Se restar abatimento e revolta
Pelo que não consegui
Possuir, fazer, dizer e mesmo ser…

Se eu retiver um pouco mais
Do pouco que é necessário
E persistir indiferente ao grande pranto do mundo…
Se algum ressentimento,

Algum ferimento
Impedir-me do imenso alívio
Que é o irrestritamente perdoar,

E, mais ainda,
Se ainda não souber sinceramente orar
Por quem me agrediu e injustiçou…

Se continuar a mediocremente
Denunciar o cisco no olho do outro
Sem conseguir vencer a treva e a trave
Em meu próprio…

Se seguir protestando
Reclamando, contestando,
Exigindo que o mundo mude
Sem qualquer esforço para mudar eu…

Se, indigente da incondicional alegria interior,
Em queixas, ais e lamúrias,
Persistir e buscar consolo, conforto, simpatia
Para a minha ainda imperiosa angústia…

Se, ainda incapaz
para a beatitude das almas santas,
precisar dos prazeres medíocres que o mundo vende…

Se insistir ainda que o mundo silencie
Para que possa embeber-me de silêncio,
Sem saber realizá-lo em mim…

Se minha fortaleza e segurança
São ainda construídas com os materiais
Grosseiros e frágeis
Que o mundo empresta,
E eu neles ainda acredito…

Se, imprudente e cegamente,
Continuar desejando
Adquirir,
Multiplicar,
E reter
Valores, coisas, pessoas, posições, ideologias,
Na ânsia de ser feliz…

Se, ainda presa do grande embuste,
Insistir e persistir iludido
Com a importância que me dou…

Se, ao fim de meus dias,
Continuar
Sem escutar, sem entender, sem atender,
Sem realizar o Cristo, que,
Dentro de mim,
Eu Sou,
Terei me perdido na multidão abortada
Dos perdulários dos divinos talentos,
Os talentos que a Vida
A todos confia,
E serei um fraco a mais,
Um traidor da própria vida,
Da Vida que investe em mim,
Que de mim espera
E que se vê frustrada
Diante de meu fim.

Se tudo isto acontecer
Terei parasitado a Vida
E inutilmente ocupado
O tempo
E o espaço
De Deus.
Terei meramente sido vencido
Pelo fim,
Sem ter atingido a Meta.

 

Professor Hermógenes )
(poema conferido no 
Instituto Hermógenes)


Foto:  Fabio Rocha

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

FAUSTO GOSSON:  TRÊS  NATAIS  SEM VOCÊ
Por Eduardo Gosson:((*)

Meu querido filho:
Já  ouvi dizer  que sou um pai chorão e inconformado, meu  filho. Repetindo JESUS, digo-lhes: -Vocês  não sabem o que dizem! Só quem passa por essa  experiência é que pode avaliar a extensão desta dor! o resto é miudeza  de armarinho.
Não sei  porque DEUS autoriza alguém partir aos vinte e oito anos: quando a vida é bela  e cheia de encantos. O grande escritor francês André  Malrroux escreveu um livro – A CONDIÇÃO HUMANA – que  nos  fala da precariedade da  vida.
Não me venham com discursos de fariseus; é preciso expulsá-los do TEMPLO. São vendilhões que transformam tudo em mercadoria e não sabem a dor de um pai nesta Noite  de Natal. Ó Jerusalém , os sinos dobram para ti.
(*)Poeta.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Muito bom se natal fosse todo dia!

SONETO DE JINGLE BELLS!

Dilson Ferreira.

Neste natal, mais um natal, gente amiga,
Da sua ceia especial mesa farta
Com quem não tem,  o que você tem reparta,
Aos que pedem um pão, um não, nunca diga.

Faça como a "NOITE FELIZ"  da cantiga
Que Jesus pra você bênçãos não descarta
Sendo um Papai Noel que lê qualquer carta
Que a criança pobre um presente consiga.

Feliz natal é tempo de se dar as mãos
Sejam pobres ou ricos, mas todos cristãos
Onde reine festa de paz e alegria.

Eu não sei se você concorda comigo
Minha amiga, amigo meu, por isso digo:
Muito bom se natal fosse todo dia!

12/12/2014 - D I L S O N - NATAL/RN.

sábado, 13 de dezembro de 2014

SONETO DE ACALANTO!
Dilson Ferreira

Abraça-me forte... Conforte-me amor meu...
Diga algo ao meu ouvido que me arrepie
Emoções e pulsações pois em mim crie...
Não há no paraíso humano mais feliz que eu!

Necessito de alguém assim que confie
Nas juras eternas desse amor que nasceu
Sendo você minha amada - eu o amado seu -
Para que seja calor que nunca esfrie!

Tenhamos na relação prazer constante
Um satisfazendo o outro muito e tanto
Até que diga: - meu adorado amante!

Se seu querer é paz e o doce acalanto
Que me faz dormir em vale verdejante,
Por favor amor, nunca quebre esse encanto!

28/09/2010 - D I L S O N - NATAL/RN.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Família Gondim representada por Jaira no maior evento literário de Natal em 2014.

Jaira Gondim, filha do saudoso comerciante natalense Carlos Gondim, enfocado no livro "Natal do meu tempo de menina", compareceu ao lançamento, acompanhada do marido, Marcos Toscano Araújo, "Marcão".


O casal de psicólogos Waldilécio e Emanuelle (neta de Nati Cortez) compareceu com seus filhos Artur e Vitor, Luiz, Levi e Cinthia Larissa.

Natal do meu tempo de menina: marcou o ano literário da capital potiguar.

Luciano Dantas, Ana Maria Gurgel, as irmãs Vilma e Hirtes Tinôco, a arquiteta Aramires França e Patrícia, na frente de Ana Maria Cortez Gomes, que autografou o livro de sua mãe, Nati Cortez, no salão nobre da Academia de Letras do RN, na noite do dia 31 de outubro.

Filhos, netos e bnisnetos de Nati Cortez

O escritor Manoel Onofre de Souza Júnior, desembargador aposentado, reserva moral da magistratura e literatura do RN, prestigiou o evento que marcou a vida literária da capital potengina em 2014. Foram vendidos 212 livros no lançamento.
Fotos de Fernando Queiroz -94587587

Natal do meu tempo de menina.




Flagrantes do lançamento do livro "Jornal da Saudade - Natal do meu tempo de menina", de Nati Cortez, realizado na noite de 31.10.2014, na Academia de Letras do RN. Os autógrafos foram assinados pela professora Ana Maria Cortez Gomes, filha da autora. Figuras ilustres prestigiaram o lançamento, como se vê na 3ª foto: Luiz Cortez, Amaro Lima, Aramires França, Rejane Montenegro Cortez, Lúcia Beltão e Hebe Marinho. Vilmaci Viana, poetisa e escritora também brilhou na festa, assim como Carlos Moura Dantas e sua esposa, que vieram do Rio de Janeiro ( 1ª foto). Fotos de Fernando Cardoso.

domingo, 23 de novembro de 2014

SONETO DE FRENESI!
Dilson Ferreira.


Teu beijo de amora é qual doce em calda
Que faz tua boca mais desejável
Teu jeito de amar a mim adorável
Onde teu colo m'ia libido espalda.

Ah, se esse instante fosse interminável!
Amar assim sincero ninguém malda
Porque quando o corpo o clímax desfralda
O que vem depois é inexplicável.

Sinto, o quanto sentes essa sensação...
Pois quem ama quer pr'outro o que quer pra si...
O amor é para a vida a melhor razão...

E no vai e vem de intenso frenesi
Entre êxtases do pulsante coração
Se eu morrer, nunca vou saber que morri!

22/11/2014 - D I L S O N - NATAL/RN.
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.

terça-feira, 18 de novembro de 2014


De volta pro aconchego

Publicação: 2014-11-18 00:00:00 | Comentários: 0Tribuna do Norte



Yuno Silva, repórter.
Cintia Lopes, editora.

“Isso não procede. Li em algum lugar, mas essa possibilidade não existe”, garantiu Isaura Rosado ao ser perguntada se haveria possibilidade de manter-se à frente da Fundação José Augusto na próxima gestão Estadual. “Ainda não pensei no que fazer depois, tenho outras causas importantes como meus três netos (um deles recém-nascido)”, emendou a secretária Extraordinária de Cultura do Estado. Em entrevista exclusiva para a equipe do VIVER, concedida na última sexta-feira na Fundação José Augusto, Isaura admitiu a vontade de “ir para casa” e de “abraçar a causa da Cultura Popular”; para ela um dos “caminhos naturais para o RN se tornar referência nacional”.
Elisa ElsieSecretária Extraordinária da Cultura durante os últimos quatro anos, Isaura Rosado se prepara para deixar a pasta e “voltar para casa”Secretária Extraordinária da Cultura durante os últimos quatro anos, Isaura Rosado se prepara para deixar a pasta e “voltar para casa”

Hoje, amanhã e próxima quinta-feira (20), Isaura e sua equipe promovem o seminário “Rodas de Conversas: Revisitando Ações Culturais” para debater e avaliar publicamente as ações desenvolvidas pela Fundação José Augusto e Secult/RN. Os encontros são abertos ao público, principalmente para artistas, produtores e demais envolvidos na área cultural, e acontecem no Salão Nobre do Teatro Alberto Maranhão sempre a partir das 15h, na Ribeira. Foram elencados seis eixos temáticos para conduzir o seminário: Gestão Social, Política de Apoio às Artes Visuais, Artes Cênicas, Editais, Museus e Acervos e Bibliotecas, Livros e Leitura. Ao final será produzido um relatório final da atual gestão. A secretária informou que a equipe de transição do governo eleito ainda não procurou a FJA.

A TRIBUNA DO NORTE conversou longamente com Isaura Rosado sobre vários temas que estarão em pauta ao longo desta semana, confira:

Aproveitando o assunto Cultura Popular, esse é/seria o setor que mais recebeu atenção durante sua gestão?
Tivemos uma concentração de atividades na área, que não aparece por que é um setor sem muita visibilidade: lançamos 20 editais para o segmento (incluindo incentivos para circo, Carnaval e ciclo junino), publicamos dez livros (Deífilo Gurgel, mamulengos de Dadi, Fandango de Canguaretama, plantas medicinais). Arrumamos a Casa dos Milagres (no Centro de Turismo), incentivamos o Museu do Vaqueiro (através da Lei Câmara Cascudo); o Agosto da Alegria, o Mérito Deífilo Gurgel, fizemos duas chamada de RPV (patrimônio vivo) para novos mestres receberam ajuda financeira.

Mas os grupos continuam reclamando que falta incentivo, oportunidades para se apresentar, os mestres estão morrendo, a nova geração não se interessa...
Sempre dá pra fazer melhor, ter mais dinheiro, ser mais inventivo. Quatro anos é pouco tempo para mudarmos alguma coisa dentro do sistema público. É sempre uma coisa muito frustrante, gastamos muita energia para conseguir realizar alguma coisa. Se tivesse dinheiro tinha transformado o RN em referência nacional em Cultura Popular, tive muita vontade de fazer isso.

E o Agosto da Alegria?
O primeiro ano deu muito certo, o segundo foi mais difícil, no terceiro praticamente não houve por conta do problema da seca e no quarto, o Governo sem dinheiro, não aconteceu.

A efetivação da Secretaria Estadual de Cultura não aconteceu por que motivo?
Por que não se criou o Sistema (Estadual de Cultura). Demos alguns passos, mas não concluímos: aderimos ao Sistema Nacional e elaboramos o Plano Estadual de Cultura que está na Assembleia Legislativa para votação. Fizemos o Fundo Estadual de Cultura, regulamentamos os Sistemas de Museus e de Bandas de Música, revisamos o Sistema de Biblioteca que já tínhamos. Então demos alguma colaboração.

Mas a Secult/RN não é mais um elo dentro do Sistema? Uma coisa não depende da outra para acontecer. Da mesma forma que o Fundo Estadual de Cultura foi criado.
É. Acho que a própria proximidade minha do Governo limitou um pouco, até por que na minha família essas questões contam.

E quanto ao Fundo Estadual de Cultura (FEC), o que precisa ser reajustado para que funcione de forma plena?
Olha, apesar da boa vontade da governadora Rosalba Ciarlini e da nossa gestão, ele funcionou com muitos poucos recursos. Alcançamos, talvez, uns R$ 4 ou R$ 5 milhões apenas e na própria lei houve um erro ao não se definir um valor fixo: na redação ficou até 2%, como manda a constituição, não estipulamos um valor mínimo. Acredito que as correções serão encaminhadas na próxima gestão.

E sobre o RN Criativo, o que aconteceu que acabou não decolando?
Estava com muitas expectativas com relação ao RN Criativo, e que desse muito certo, pois os profissionais que foram contratados são os melhores do Estado: são pessoas autônomas, responsáveis pelos projetos mais vitoriosos na Cultura do RN, mas quando a iniciativa privada se abraça com a coisa pública as vezes não fica muito satisfeita e acho que isso prejudicou bastante.

Onde entra a iniciativa privada no RN Criativo?
É que todas as pessoas contratadas são da iniciativa privada. São vitoriosas enquanto iniciativa privada, inclusive com apoio das leis de incentivo.

Mas a equipe abriu mão dessa atuação privada para se dedicar ao projeto...
Pois é, mas a velocidade e a forma com que o serviço público funciona não dá as respostas que a iniciativa privada precisa, e isso desagrada. É preciso muita paciência para estar no serviço público.

Faltou a contrapartida do Governo do RN (cerca de R$ 250 mil) para liberar a segunda parcela de recursos do MinC (R$ 850 mil)?
No momento, para o pagamento dos salários, não faltou. Os salários da equipe são todos de responsabilidade do Ministério. O Governo deve uma pequena contrapartida, mas não é específica para isso (pagamento dos salários). Tentamos negociar com o MinC, para que pudessem adiantar a parte deles e postergassem a nossa, mas não deram resposta.

Entrando no assunto obras: a reforma da Biblioteca Câmara Cascudo parou, o Museu da Rampa (obra de responsabilidade da pasta de Turismo com gestão da FJA)...
Vamos começar pelas concluídas: conseguimos concluir o Teatro Adjuto Dias (em Caicó), o Teatro de Assu através da Lei Câmara Cascudo, a Cidade da Criança foi concluída. Quanto a Biblioteca, o Ministério da Cultura está com muitas dificuldades, inclusive financeiras. No começo deste mês estive em Brasília, tentei ser atendida quatro vezes no MinC (pelo setor que controla repasse de verbas de convênios) e o coordenador que se chama Germano Ladeira não pôde me atender, estava doente. Agora ele está de férias, viajando, e quando voltar daqui uns dez dias vou ao Ministério novamente, mas não tenho expectativas nem esperanças. O Museu da Rampa foi engancho burocrático para ajustes no projeto de restauração.

Expectativas de retomar as obras de reforma na Biblioteca ainda este ano?
Não tenho expectativas nem sequer de ser recebida (no MinC), e agora com a saída de Marta Suplicy complica muito mais.

Falando em ações, alguns grupos ainda não receberam o edital Prêmio RN Junino...
É verdade, mas vamos pagar agora em novembro.

Como avalia a Orquestra Sinfônica?
Deu muito certo. Estava parada um ano, um ano meio, uma confusão muito grande. Acho que Linus (o novo maestro) deu uma nova coloração nova, eles não se tornaram uma organização social, mas exercitaram a captação de recursos externos, e o problema que eles tinham de falta de músico solucionamos com estagiários e está fluindo.

O Governo pretende completar a Orquestra com servidores públicos?
Esse entendimento não existe mais, a visão de dançarinos ou músicos como funcionários públicos é ultrapassada. No mundo todo trabalham com contratos temporários que podem ser ou não renovados.

A Fundação José Augusto tem em torno de 400 servidores na ativa, mas precisa de muitos cargos comissionados para funcionar. Como torná-la mais eficiente?
Boa parte está prestes a se aposentar, receberam o Plano de Cargos e Salários, muitos nem e-mail têm, não acompanharam a tecnologia. Espero que a Fundação possa ressurgir na próxima gestão como Secretaria e com novos servidores, os que quiserem ficar. Precisa renovar as pessoas e o próprio espaço físico onde a Fundação funciona. Sei que tem muita gente com vontade de ir para casa como eu.

Balanço de 4 anos
45 Editais lançados para todas as áreas, que totalizam cerca de R$ 5 milhões
7 Milhões de investimentos em obras
6,6 Milhões aprovados pelo Programa RN Sustentável (a ser investido), sendo R$ 1,9 milhão para instalar o planetário (na Cidade da Criança); R$ 2,5 milhões para o Teatro Lauro Monte Filho, em Mossoró; R$ 390 mil para o Museu Café Filho; R$ 380 mil do Memorial Câmara Cascudo (recuperação da estrutura física); R$ 840 mil da Biblioteca; R$ 650 mil para equipamentos.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

O próximo encontro de Escritores do RN homenageará o ex-prefeito Djalma Maranhão.

O VII Encontro Potiguar de Escritores, em 2015, já  está sendo idealizado para ser estruturado 100 % diferente do último, realizado de 29 a 31 de outubro de 2014. E os homenageados serão Djalma Maranhão, ex-prefeito de Natal, e o poeta Jorge Fernandes. Djalma Maranhão será homenageado numa mesa de debates sobre a sua participação e incentivo à cultura e artes populares. Já o poeta Jorge Fernandes, o poeta maior na história da poesia potiguar, também será debatido por um grupo de escritores e poetas do RN, cujos nomes serão escolhidos pela sócios da UBE/RN. Como, onde e quando será realizado o próximo encontro dos escritores da seção estadual da União Brasileira de Escritores está sendo planejado por Roberto Lima de Souza que, no momento oportuno, anunciará a todos os sócios da UBE local, de forma aberta e democrática, com a participação decisória e executiva.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Lançamento do ano:

Pesquisador e folclorista Gutenberg Costa, lança livro de crônicas, artigos e notas de viagens pelo RN e resto do país, em 06 de Novembro próximo.

Por Adriana Brasil- Assessoria e Divulgação Cultural.

   Diversas crônicas e artigos publicados em jornais do RN e outras tantas inéditas estão reunidas na obra: “Cultura Popular: Vivências e Anotações de um Pesquisador Folclorista”, do escritor natalense Gutenberg Costa. O coquetel de lançamento será dia 06 de novembro, às 18h, no Instituto Câmara Cascudo, casarão em que morou parte da vida o mestre folclorista Luís da Câmara Cascudo (1898-1986), em Natal.
   O livro de 235 páginas, todo ilustrado com xilogravuras de renomados artistas do Nordeste, editado em coedição da editora 8/UBE, é fruto de um longo apanhado das vivências e viagens do pesquisador. Anotações de agenda e entrevistas com inúmeros folcloristas, poetas populares, artistas populares, grupos folclóricos e situações engraçadas vividas ao longo de 30 anos de atuação em pesquisas sobre a cultura popular no Nordeste e resto do Brasil. Aqui no RN, o autor não esqueceu de seus mestres, Gumercindo Saraiva, Veríssimo de Melo, Deífilo Gurgel, Padre Zé Luiz,  Celso da Silveira, entre outros. Também não deixou de fora de sua obra, os saudosos amigos envolvidos com a nossa cultura popular: Chico Traíra, Luiz Campos, Zé Saldanha, Severino Guedes, Cornélio Campina, Renato Caldas, entre outros. O mesmo destaca ainda os pregoeiros de rua, os apelidos e nomes estranhos de pessoas que encontrou em viagens pelo RN, como também frases em para choques de caminhões, avisos de fiados em botecos e perfis de dezenas de tipos populares encontrados nas diversas cidades do RN. 

AUTOR: Em seus trabalhos, Gutenberg Costa, sempre retrata o cordel, expressões vocabulares, a culinária, a medicina popular, a religiosidade, o cangaço, apelidos, e os tipos populares. “Nasci em 1959, pobre e teimoso. Me criei na feira do Alecrim e disso eu não poderia fugir. Minha obra vai ao encontro de tudo o que já vivi. Não deixa de ser um livro de quase memórias, como classificou esse gênero, o sábio escritor Carlos Heitor Cony”, revelou  Gutenberg Costa.
Gutenberg é pedagogo, bacharel em direito e pós- graduado em Educação Ambiental (UFRN), com vários cursos em folclore e história. Participou como conferencista em inúmeros congressos e seminários de cultura popular/folclore, representando o RN. O mesmo atualmente é membro do Instituto Histórico e Geográfico do RN e preside a Comissão Norte Rio Grandense de Folclore. E como escritor já publicou mais de vinte livros. Alguns títulos: “Profetas do Nordeste” (1994), “A Presença de Câmara Cascudo na Literatura de Cordel” (1998), “Natal: Personagens Populares” (1999), “Dicionário Papa-jerimum de Apelidos” (2001) e “Dicionário de Cordelistas do RN” (2004).

OBRA: “Cultura Popular: vivências e anotações de um pesquisador folclorista”. Apresentação do folclorista potiguar Severino Vicente. Comentário de orelhas, do folclorista mineiro Ulisses Passareli. Contra capa comentário das educadoras e filhas do escritor, Elaynne e Sarah. 235 páginas. Editora 8. 

LANÇAMENTO: Local: Instituto Câmara Cascudo/Ludovicus - Avenida Câmara Cascudo, 377 - Cidade Alta. Hora: 18h do dia 06 de novembro de 2014, com um coquetel regional oferecido ao público presente. Haverá apresentações artistas de forrozeiro a mamulengueiro.
 
CONTATO COM O AUTOR: gutenbergcosta@bol.com.br - 84 – 94273363 / 98784493.