segunda-feira, 5 de maio de 2014

Pequenas Ficções. Clauder Arcanjo.

Pequenas Ficções CXXXVII

Clauder Arcanjo

Para Nilto Maciel
(In memoriam)

Olhos de salitre

Tempo de espera. Olhos no distante além. Sem sombra de paz. Na mente, em relampejos de clarividência, uma voz esganiçada, brigona. “Não vem. Não vem, é?...”
Novo aguardo. Desta feita, olhar já cansado. Sem naco de sossego. No corpo, em tremores de dúvida, uma ordem gritada, mandona. “Não vem. Não vem, viu?”
Tempo de desespero. Olhos de salitre.

***

(Des)agradável

Nos lábios, o bom-dia mascado e com raios de sanguínea ira. Desagradável.
Meio-dia, à mesa, garfo e faca a picar e cortar a carne dura, em movimentos de quase carnificina. Desagradável.
Na rede, sesta inquieta, o ronco da discórdia, a ruminar as desventuras últimas, em pragas sucessivas. Desagradável.
À noite, na quietude do quarto escuro, a entrega ao coito, em fantasia de devassa: carnal, sanguínea, movida a palavrões e tangida por açoites. Amantissimamente... (des)agradável.


Reflexão Domingueira CCCXI

Não sei se haverá silêncio no reino das palavras com a inopinada partida de Nilto Maciel. Penso que não. No máximo, receio, os vocábulos recolherão seus barulhos de insignificância para o esgoto das páginas, para, enfim, pouco depois, (re)colherem, sob o arpejo mais divino, a mansuetude marota de quem se fez mestre, urdindo o verso mais singular, em meio ao universo carnavalesco do livro das ilusões nunca extintas.

Reflexão Domingueira CCCXII

Baturité nos presenteou com Nilto Maciel; e ele, apesar do Distrito Federal, mesmos em meio às tantas Fortalezas, nunca deixou de se (d)escrever como o mais universal dos provincianos.

Clauder Arcanjo


terça-feira, 29 de abril de 2014

Novo poema de Dilson Ferreira, um poeta desconhecido.

OI, PESSOA AMIGA...

"Criaram nela a glória dos humanos:

Eia, cantai-lhe os dotes singulares,
Louvai seus olhos, aplaudi seus anos,
Queimai-lhe aromas, erigi-lhe altares."

(MANOEL MARIA BARBOSA DU BOCAGE)
- 1765/1805 - PORTUGAL.

F E T I C H E !

Olhou bem nos olhos dela e aí gamou
Aqueles olhos verdes fascinantes
Iguais, ele nunca jamais vira antes
Que o olhar dele tão logo enfeitiçou.

Olhar sorriso em lábios "vermelhantes"
Que ele em alcova delícia imaginou
Libido e frenesi que o prazer criou
Essas loucuras que têm os amantes.

Difícil não inebriar quem a visse
De deixá-lo assim tão enfeitiçado
Às vezes ventura ou pura tolice...

Sonho lindo que se fez acordado
Quando aqueles olhos verdes lhe disse:
-Não, não posso, eu já tenho namorado!

28/04/2014 - D I L S O N - NATAL/RN.

Resposta rápida
Para: DιІšση Ferreira <dilsonfs51@hotmail.com>

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Encontrado um exemplar de livro de Nati Cortez.

Conseguimos um exemplar de A Abelhinha Sonhadora, editado em 1972, pelo Serviço Nacional de Teatro/MEC, então dirigido por Felinto Rodrigues Neto. A peça infantil em dois atos é baseada no conto de Maria Eugênia Maceira Montenegro, "A Abelhinha Zunzum". A intenção é reunir todos os livros de Nati Cortez numa exposição na seção estadual da União Brasileira de Escritores/UBE, atualmente presidida pelo poeta, compositor e professor Roberto Lima, autor da música da peça, conforme registra o livro adquirido na Estante Virtual, Rio de Janeiro, por R$ 13,00.

domingo, 13 de abril de 2014

Papiro que menciona mulher de Jesus não é falsificado.

O papiro que menciona a mulher de Jesus
O papiro que menciona a mulher de Jesus Fotografia © DR

As análises científicas de um papiro muito controverso, no qual é mencionado "a mulher de Jesus", revelaram que este documento é antigo e as suas origens remontam entre o VI e o IX séculos.
Um estudo divulgado na quinta-feira nos Estados Unidos refere que este documento, revelado em 2012 por Karen King, professora de história na Universidade de Harvard Divinity, é quase de certeza um papiro antigo e não uma falsificação feita recentemente.
Este documento, que sugere que Cristo era casado, foi recebido com grande ceticismo no Vaticano e pelos historiadores, que concluíram que provavelmente era uma farsa, citando a sua origem desconhecida, a forma dos carateres das letras e os erros gramaticais.
Trata-se de um fragmento de papiro com 3,8x7,6 cm, no qual estão escritas as frases em língua copta: "Jesus disse-lhes: 'Minha esposa'" e "Ela poderá ser minha discípula".
Estas frases suscitaram o debate em algumas igrejas sobre o celibato dos sacerdotes e o facto de as mulheres poderem exercer o sacerdócio ministerial.
Nenhum evangelho menciona que Jesus foi casado ou tinha discípulos mulheres.
Fonte: dn.pt - Ciência.

sábado, 12 de abril de 2014

A Abelhinha Sonhadora foi encenada em Minas Gerais.

Cópia de foto tirada no Google. "Santo de casa não faz milagres". A peça de Nati Cortez não foi encenada em Natal. Para mais detalhes, clique na foto.

Além do Arco-Íris.

Além do arco-íris
“Meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas...
E o que vejo a cada momento,
É aquilo que nunca antes tinha visto...
Sinto-me nascido a cada momento,
Para a eterna novidade do mundo”
(Fernando Pessoa)

Francisco Edilson Leite Pinto Júnior.
 
Os despertadores são terríveis! Eles têm a difícil missão de nos alertar de que nem todo dia frio, terá um bom lugar para se ler um livro... Cinco horas manhã, de um sábado, e o danado toca de forma estridente: “Levanta-te e anda! levanta-te e anda!”. Bem que ele até quis não dar ouvidos à intimação do despertador, mas a falta de um cartão corporativo do governo para pagar as suas contas, falava mais alto: “Vai trabalhar vagabundo; vai trabalhar criatura!”.
Chovia lá fora! E mesmo o frio adentrando ao quarto, não havia outra alternativa. Teve que se levantar, mas não antes de olhar para o lado. Viu a sua bela esposa dormindo como um anjo. Quis ficar abraçado com ela, mas não tinha mais tempo a não ser de fazer um rápido cálculo de quanto a amava... e o resultado foi: 1008! Era o número de Tensões Pré-Menstruais (TPM) de convivência! Isso sim é que é amor!
Ao chegar ao banheiro, ele constatou que não há frio de rachar que não possa piorar: a resistência do chuveiro tinha queimado na noite anterior. “Mas a vida o que quer da gente não é coragem?!” Pensou... Então, ligou o chuveiro e foi para debaixo dele: “tomara que Heráclito tenha mesmo razão quando disse que o universo é uma dança de opostos, onde cada coisa se transforma em outra: coisas frias esquentam”, pensou ele novamente.
Antes de sair, fez o ritual de sempre: beijou o filho e a esposa amada (1008 vezes de TPM solidária), como se fosse a última vez... Afinal, é tudo tão incerto não é mesmo?! E incerto seria o caminho que o levaria ao hospital, para mais um plantão. Pois, a noite toda de chuva, castigando as ruas já tão castigadas de anos de desgovernos, na sua cidade, fazia com que o seu caminho de sempre, tivesse que ser mudado... E haja alagamentos! - Praguejou ele.
Coitado! Esqueceu-se ele do que certa vez disse o filósofo imperador Marco Aurélio: “Todas as coisas são entremeadas umas às outras; um laço sagrado as une; não há uma coisa sequer que esteja isolada de outra”. Então, se por um lado à mudança de rota o fez percorrer um caminho mais longo; por outro, o permitiu “curar” a sua vista cansada, diagnosticada há tanto tempo, por Oto Lara Resende: “O que nos cerca, o que nós é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio... nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença”.
Mudança de rota; mudança de visão! Que lindo arco-íris, ele percebeu mais adiante. Olhou para o relógio. Ainda restavam alguns minutos para não chegar atrasado ao seu destino. Por isso, parou o carro, pegou o celular e fotografou o arco-íris. E neste momento, teve a “consciência cósmica” de que algum tesouro o esperava para ser descoberto naquele dia. Sim! Ele se lembrou da sabedoria de Epicuro: “Deus introduziu o homem para ser um expectador de seus trabalhos, e não apenas um expectador, mas um intérprete”...
Chegou ao hospital. Passagem do plantão. Ele ouviu atentamente todos os casos, mas um chamou-lhe mais atenção: 33 anos, era a mesma idade em que seu pai tinha quando faleceu. Trinta e três anos era a idade da jovem paciente, portadora de uma neoplasia avançada, cujo fim se aproximava. Ao chegar à beira do seu leito, ele teve uma surpresa. A acompanhante da paciente era sua irmã gêmea idêntica (univitelina). Ali ele percebeu: juntas, lado a lado, vida e morte; A que ficava e a que partia. E neste momento, de repente, não mais do que de repente, ele viu o seu tesouro que estava além do arco-íris... Ele presenciou uma das cenas mais belas vistas nestes 25 anos de profissão. Sim! Existe beleza também na tristeza. Pois, “As mais belas harmonias vêm dos opostos”... Vida e morte!
Ele, temporariamente curado da sua vista cansada, viu algo que ficará eternamente guardado em sua lembrança, pois como dizia Drumonnd: “O eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma força o resgata”... Ele viu a irmã/acompanhante, abrir a sua bolsa, pegar um frasco de creme hidratante e massagear os pés da sua metade que estava morrendo. Massageava e chorava...
Pés... Ele lembrou-se que vem da palavra “podos” em grego, que está relacionado a palavra “paidos”, que significa criança. Ou seja, a irmã/acompanhante - melhor do que muita morfina, ou do que qualquer antibiótico de última geração-, estava cuidando dos pés da sua metade que ia partir. E cuidar dos pés de alguém significa cuidar da criança que está nela... e ninguém retornará ao reino de meu Pai se não voltar a ser criança novamente, não é mesmo?
Pois bem! Ele, diante daquela grande lição de amor, aproximou-se da irmã/acompanhante e perguntou-lhe se poderia fazer alguma coisa por elas duas: a vida e a morte. A resposta foi: “Deixe-me apenas ficar aqui, doutor, junto dela, que o senhor já está fazendo muito por nós duas!”.
Ele tocou no ombro da irmã, ao mesmo tempo em que tocou na mão da paciente. Balançou a cabeça, não apenas como um consentimento, mas sim, como uma reverência àquele momento. Então, dirigiu-se ao quarto de repouso, com a desculpa de que ia pegar o seu estetoscópio, mas na verdade ele queria mesmo era ficar sozinho, para poder deixar as lágrimas escorrerem pelo seu rosto, sem ser visto (bobagem! Homem chora sim!)... e ele chorou, agradecendo a Deus por tudo: pela esposa, pelo filho, pela chuva, pela resistência queimada do chuveiro, pelas ruas alagadas, pela sua profissão e mais ainda por poder, naquele dia, conseguir enxergar além do arco-íris...
P.S. Dedico este texto a neta de Fernando Pessoa, a enfermeira Renata Lima Pessoa (ela sabe o porquê...).
Francisco Edilson Leite Pinto Junior– Professor, médico e escritor.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

"Temos dias que são noites".

BOM DIA IN TROVAS!

     D E T A L H E S . . .

Gosto de café com leite
Quero sonhos e desejos
Porém para o meu deleite
Só amo se tiver beijos!

     A canção sendo suave
     Em melodia envolvente
     Pela voz aguda ou grave
     Acalma a alma da gente!

"I love you" me declarou
Só para qu'eu fosse seu bem
Correspondi com muito ardor
"I love you" dei-lhe também!

     Imagine o céu na terra
     Somente paz, somente amor,
     Nada de ais, nada de guerra,
     Diga que sou um sonhador!

Temos dias que são noites
Tem noite que se faz dia
Mesmo com tantos açoites
Não vou deixar a poesia!

28/09/2013 - D I L S O N - NATAL/RN.

domingo, 23 de março de 2014

Moacir de Lucena - 100 anos.

CONVITE
O Presidente da União Brasileira de Escritores - UBE/RN
– ROBERTO LIMA DE SOUZA e o Presidente da Academia Norte-Rio-
Grandense de Letras – DIÓGENES DA CUNHA LIMA convidam Vossa
Senhoria e família para o Centenário do Escritor Moacir de Lucena
(depoimentos e exposição) a transcorrer no dia 27 de março, às 19h, no
auditório da Academia Norte-Rio-Gradense de Letras – ANL.
Local: ANL - Rua Mipibu, 443 - Petrópolis
Hora: 19h
Data: 27.03.2014 (quinta-feira)

segunda-feira, 17 de março de 2014

Do poeta João Bosco de Araújo.

PRA MEU AMOR MEIO CHEIO DE BLUS E BLUSA AZUL!
João Bosco de Araújo
Jornalista  boscoaraujo@assessorn.com
Foto: Miria Rafela/com exclusividade
 
 
Blusa, blus, azul, numa noite de lua
Cheia de amor por um blus azul de lua cheia!
Leia, lua ‘meia’ por um blus azul de blusa azul
Cheio o copo de lua azul, meio copo de luz e blus!
 
 
 
 
 
 
 
©2014 www.AssessoRN.com | Jornalista Bosco Araújo

Você gosta do BBB e de Pedro Bial?

Cordel que deixou Rede Globo e Pedro Bial indignados
Descrição:
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cid:1.218661223@web113509.mail.gq1.yahoo.com

Antonio Barreto nasceu nas caatingas do sertão baiano, Santa Bárbara/Bahia-Brasil.

Professor, poeta e cordelista. Amante da cultura popular, dos livros, da natureza, da poesia e das pessoas que vieram ao Planeta Azul para evoluir espiritualmente.

Graduado em Letras Vernáculas e pós graduado em Psicopedagogia e Literatura Brasileira.

Seu terceiro livro de poemas, Flores de Umburana, foi publicado em dezembro de 2006 pelo Selo Letras da Bahia.

Vários trabalhos em jornais, revistas e antologias, tendo publicado aproximadamente 100 folhetos de cordel abordando temas ligados à Educação, problemas sociais, futebol, humor e pesquisa, além de vários títulos ainda inéditos.

Antonio Barreto também compõe músicas na temática regional: toadas, xotes e baiões.
Descrição: Descrição: Descrição:
cid:2.218661224@web113509.mail.gq1.yahoo.com
BIG BROTHER BRASIL UM PROGRAMA IMBECIL.
Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.
            
Há muito tempo não vejo
Um programa tão 'fuleiro'
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.
            
Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, 'zé-ninguém'
Um escravo da ilusão.
            
Em frente à televisão
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme 'armadilha'.
            
Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.
            
O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.
            
Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.
            
Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.
            
Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Da muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.
            
Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social

Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério - não banal.
            
Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.
            
A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os "heróis" protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.
            
Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.
            
Talvez haja objetivo
"professor", Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.
            
Isso é um desserviço
Mau exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos "belos" na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.
            
  Se a intenção da Globo
É de nos "emburrecer"
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.
            
A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.
            
E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.
            
E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.
            
E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados

Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.
            
A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.
            
Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.
            
Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?
            
Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal.
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal.
            
FIM

sexta-feira, 14 de março de 2014

"Grande Ponto" será lançada na noite de hoje, 14.



Divulgação


A terceira edição da Revista Grande Ponto será lançada nesta sexta-feira, 14, às 18h, durante as comemorações do Dia Nacional da Poesia, na Pinacoteca do Estado, no Centro Histórico de Natal. A publicação que vem contanto um pouco da História de Natal enfoca vários assuntos importantes da cidade.

Durante décadas escutamos e vimos publicações que o único interesse do governo americano em se instalar em Natal durante a 2ª Grande Guerra Mundial teria sido por causa da localização geográfica da cidade com relação ao continente africano. Não era bem assim. Mércia Carvalho pesquisou e descobriu que os americanos tinham outras opções e Natal foi escolhida porque, somado a essa condição, tinha também salubridade. Ou seja, era uma cidade totalmente saneada desde 1939 e servia de modelo para todo o País. A última guerra de trincheira também contabilizava muitas mortes por doenças...

O Aero Clube, segundo matéria do Jornal A República voltava-se para  “a sociedade de alta distinção e elegância”. Gabriela Siqueira conta um pouco da História desse clube criado em 1928, até hoje em funcionamento no bairro do Tirol, apesar de estar completamente desfigurado com relação a sua arquitetura original.

Rosário
Conheça uma pouco da Igreja do Rosário, da Irmandade dos Negros, pela visão histórica e atual de Luís da Câmara Cascudo, que a descreve no seu livro A História da Cidade do Natal “como pequenina, pobre, com sua torrezinha quadrada, sua imposta no frontão, ao gosto melancólico dos velhos oratórios, e que passa sem registro nas crônicas de outrora...”

Serviço
Revista Grande Ponto
Praça Sete de Setembro, SN, Pinacoteca do Estado
Dia Nacional da Poesia, 14 de março de 2014, ás 18h
Distribuição Gratuita
Patrocínio: Cosern

quinta-feira, 13 de março de 2014

Um jeito de mudar o mundo.

"14/03 - DIA NACIONAL DA POESIA!"
PARABÉNS AMIGOS E AMIGAS POETAS!

JEITO DE MUDAR O MUNDO...

O poeta faz dos versos sua morada
Nela arquiva seus poemas em seleta
Cria nuances pra musa predileta
E rende homenagens à lua amada.

O alicerce da casa do poeta
É a poesia... Virtual! Dedicada
A paz, a vida, a labuta e reservada
Ao cabal amor, sua arma mais secreta.

Cantar, versar, rimar, ação preferida
Desse artista. Pinta arte pra que cative
Os ímpios pelas vitrines desta vida.

A sua casa permanece firme e livre...
Porque se a morte vil lhe roubar a lida,
A saga do poeta nos livros vive!!!

15/10/2009 - D I L S O N - NATAL/RN.
PUBLICADO NO RECANTO DAS LETRAS
Enviado por DILSON POETA em 13/03/2014
Código do texto: T4726788

quarta-feira, 12 de março de 2014

Analfabetizando-se (ou Eu e o Outro) A Roberto Lima, um poema de Ana Maria Cortez Gomes.


Ana Maria Cortez Gomes

Analfabetizando-se (ou Eu e o Outro) A Roberto Lima, um poema de Ana Maria Cortez Gomes.
Não olho o outro
Ele não me ignora
No meu pensamento
O outro está ausente
Eu sou alfabetizado
O outro não
Eu posso elevar a voz
Para o outro responder
Posso comer à vontade
Do que o outro me prepara
Escuto música erudita
Sem compartilhar com o outro
Minha vida está repleta
O amanhã desconhece o outro
O outro sorri
Sem saber o porquê
Se eu sou feliz
O outro será
O outro preenche a minha vida
Na maneira do seu viver
Eu me analfabetizo
Para viver com o outro
O outro se apaga
Para comigo viver
Meu viver com o outro
Dilui-se numa só vida
Juntos viveremos
Do porque não sabemos

domingo, 9 de março de 2014

Porque amo ler.

(Depoimento em forma de poema)

Araceli Sobreira Benevides*

    A palavra que vem do Outro...
    A enorme procura.
    A ânsia de viver outras vidas,
    de não ser eu mesma,
    mas, ao mesmo tempo,
    ser, sem ser a mesma...

    Palavras outras, palavras minhas,
    substanciadas em conteúdos
    devorados, trocados,
    sonhados, re-colhidos...

    Um amor despertado em
    páginas-mundos agitados,
    removidos,
    rememorados,
    transportados para outra esfera,
    que me trazem para o aqui,
    o agora e o porvir, também.

    Enxergar melhor o que em mim é o mesmo,
    o diferente, o disperso, o ausente, o silêncio.
    Em lendo, emergir na voz interna que grita:
    “Corre, vá, mundo afora...”
    Embora esteja presa neste corpo que apenas gira a página.

    Em lendo, transformar-me em tudo.
    Embora os olhos se retraiam, míopes, cansados.
    Outros olhos, não mais perdidos:
    Só brilho, encanto, mito.

    E as palavras?
    Lendo-as, torno-as minhas,
    Recebo-as em pensar, em colheitas fartas,
    Em compartilhar.
    Escrevendo-as, retiro de mim o que me doaram.
    De um jeito entraram,
    de outro jeito saem: fluidas, mágicas, plurais em tom, rimas, canto e coro.

    Lendo-as, relendo-as,
    um amor eterno, juvenil,
    antes mítico, hoje meta.

    Devorar o mundo das letras,
    Sendo voraz nessa fome sem fim: ler, ler, ler!

*Poetisa. Contista. Professora de Língua Portuguesa e Literatura da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Autora do livro “O Chamado – ou um cântico para a liberdade e outras poesias”. Pesquisadora da área de Leitura e Formação Docente.

- Com post na página da autora

quarta-feira, 5 de março de 2014

Versos infelizes.

INVERSÃO DE VALORES
A Lei de Talião, olho por olho dente por dente,
Dizem que é barbárie não agrada muita gente.
Mas impõe ao povo a vergonha e a moralização;
Está certo quem mata no nosso Brasil querido,
Errado é o homem coerente bastante sofrido,
Esta verdade dói, mas, está na administração.

Os Direitos humanos são bem elaborados,
Mas nunca protegem os homens de bem,
Sempre apóiam qualquer homem errado;
E não procuram cuidar do que fica refém,
Se você tiver roubado um milhão ou cem,
Tem imunidade não pode ser prejudicado.

Matar um bandido é crime inafiançável,
Matar um policial; para o bandido é agradável,
O coitado deixa a família sem proteção;
A família do bandido tem direitos humanos,
Direitos do coitado do policial são desumanos,
 Deixa a família a ver navios na amplidão.

A polícia serve apenas para assistir baderna,
Do mascarado ladrão que se entoca em caverna,
Depois de assaltar o banco, o ônibus e se gloriar;
Com armas de grosso calibre amedrontando,
Qualquer um que seja contra ele sai matando,


Se for preso tem auxílio reclusão para se sustentar.

 J. Miguel

Nota: poema enviado por Argemiro Cunha.

E haja felicidades!

VERSOS FELIZES!

Hoje que a paz em meu coração more
Apertos de mãos firmes me ofereça
Pinte a amizade na minha cabeça
Pra mim seja leal, por mim sempre ore!

Agora, com seus abraços me aqueça
Me paparique, me mime, me adore,
Todos os meus sentimentos explore
Dê-me as felicitações que eu mereça!

Na vida de poesia que assim se fez
Quando nasci marquei no meu diário:
"Março", por Deus, o mais abençoado mês!

É só procurar no calendário
Que dia é hoje? Repare... é dia três...
O dia do meu aniversário!!!

03/03/2013 - D I L S O N - NATAL/RN.

PUBLICADO NO RECANTO DAS LETRAS
Enviado por DILSON POETA em 01/03/2014
Código do texto: T4710888

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

27/02/2014 20h39 - Atualizado em 27/02/2014 20h58

Praia tem indícios da passagem do 


autor de 'O Pequeno Príncipe' em SC



Antoine de Saint Exupery visitou local na década de 1920. 
Ruas com nome do escritor e do livro são encontradas no bairro.

Luíza FregapaniDo G1 SC
Zé Perri é o apelido do escritor francês no Campeche (Foto: Reprodução/Zeperri.org)Zé Perri é o apelido do escritor francês no Campeche (Foto: Reprodução/Zeperri.org)
O Bairro Campeche, no Sul da Ilha de Santa Catarina, apresenta diversas referências ao escritor francês Antoine de Saint Exupery, autor do livro 'O Pequeno Príncipe'. De acordo com moradores, há registros históricos da passagem do escritor pelo local, entre a década de 1920 e 1940.
Ilha do Campeche era ponto de referência para pilotos (Foto: Luíza Fregapani/G1 SC)Ilha do Campeche era ponto de referência para
pilotos (Foto: Luíza Fregapani/G1 SC)
A região do Campeche era utilizada como ponto de parada para os pilotos do Aero Postale, correio francês, que tinha Florianópolis na rota de entregas de correspondências entre Paris e Buenos Aires, na Argentina.
"Há registro de pelo menos três passagens de Exupery pelo local. Na região funcionava o Campo da Aviação, onde os pilotos desciam para entregas e para reabastecer o avião. No local, eles ficavam na Casa dos Pilotos. A Ilha era ponto de referência", explica Mônica Cristina Correa, da Fundação Saint Exupery, da Ong Zeperri e Doutora em Língua e Literatura Francesa pela Universidade de São Paulo – USP.
As visitas renderam ao piloto o apelido de Zé Perri. "Houve vários encontros dele com os pescadores, o que criou este personagem. A presença dele foi embelezada por aqueles que conheceram e contaram as histórias por meio da tradição", lembra Mônica. O livro 'O Pequeno Príncipe' é um dos mais traduzidos no mundo, ficando atrás apenas da Bíblia, segundo Mônica. Em 2013 a primeira publicação do livro completou 70 anos.
Avenida Pequeno Príncipe é a principal do bairro (Foto: Luíza Fregapani/G1 SC)Avenida Pequeno Príncipe é a principal do bairro (Foto: Luíza Fregapani/G1 SC)
No bairro há diversos nomes que fazem referência à época. Servidão Saint Exupery, Avenida Pequeno Príncipe e Servidão Aviação Francesa, além de estabelecimentos comerciais, como pousadas, são alguns dos exemplos. "O nome Campeche veio da Ilha, que era utilizada como referência para o pouso. Porém, em francês, este nome parece 'Camp et Pêche', que seria 'Campo da Pesca'. Como era uma vila de pescadores, pode ter acontecido de os franceses trocarem o significado original da palavra", esclarece Mônica.
Além de Exupery, que na época era chefe da Aero Postale na Argentina, centenas de outros franceses passaram pelo local. "É uma região histórica, que viveu os primórdios da aviação. O aeroporto foi instalado no Sul da Ilha porque já havia esta rota anterior de aviação. O Campo foi extinto depois da construção do aeroporto", explica Mônica.
A história de Zé Perri chegou à Fundação Exupery, na França, e, segundo Mônica, impressionou os franceses. "Eles ficaram muito surpresos, porque não conheciam as informações e por meio de arquivos históricos também estão ajudando a montar o contexto. O Campeche é o único lugar fora da França que guarda tantos detalhes históricos do autor", comenta. A história foi retratada no documento 'De Saint Exupery a Zeperri', que traz diversos depoimentos e documentos.
Um projeto, aprovado pelo Ministériio da Cultura, vai restaurar a Casa de Pilotos, onde será construído um Memorial dos pilotos e pescadores. O Campo de Aviação e a casa, que está abandonada, ficam na esquina das Avenidas Campeche e Pequeno Príncipe.
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Exupéry não pousou em Natal, se posou em Santa Catarina em direção a Buenos Aires, vindo da França? Liacir Lucena, phd em física, cientista potiguar diz que é uma questão de lógica.

Questão de Lógica

Se o avião de Saint Exupéry posou em Santa Catarina vindo da França a caminho de Buenos 
Aires, como ele pode ter deixado de pousar em Natal ?

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Date: February 27, 2014 22:51:44 GMT-03:00
To:
Subject: G1 - Praia tem indícios da passagem do autor de 'O Pequeno Príncipe' em SC - notícias em Verão 2014
http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/verao/2014/noticia/2014/02/praia-do-campeche-tem-referencias-da-passagem-de-exupery-pelo-local.html


Sent from my iPadLiacir Lucena vê indícios de passagem do grande escritor e piloto francês Antoine Saint-Exupéry em Natal.Acessem ao link do G.1