sábado, 24 de agosto de 2013

Afinal, o que é a verdade?

A verdade verdadeira

“Tudo que eu não invento é falso...”
(Manoel de Barros - Poeta)

Ser escritor tem dessas coisas, de repente, do nada, aparece na nossa frente uma cena, uma imagem, uma história... Em certa manhã, Hegel, filósofo alemão, entra na sala de aula carregando uma caixa de sapato debaixo do braço. E antes mesmo de algum aluno lhe perguntar espantado: “Professor, o que é isso?!”, ele logo explica: “Eis a VERDADE, caros alunos! E de onde vocês estiverem nesta sala, no máximo conseguirão enxergar apenas três lados dela. Portanto, acreditem: vocês nunca serão capazes de vê-la por inteiro!”.
Agora fica fácil de saber o porquê de a verdade vir da origem de três palavras: Aletheia, Veritas e Emunah... E acredito até que cada uma delas tenta explicar um dos lados das três meias-verdades que enxergamos... Assim, para os gregos antigos, a verdade era algo sempre relacionado com a visão, afinal Aletheia significava: não escondido, não oculto... mas, o danado é que se a verdade vem dos olhos, Saint-exupéry a nega dizendo: “Só se enxerga bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”. E como enxergar a verdade, se quase sempre temos um coração de pedra, ou pior: nem coração temos?!...
Ah! Vamos, então, tentar buscar a verdade através da palavra latina Veritas que significa: rigor ou exatidão entre o relatado e o ocorrido?! Ilusão passageira, não é mesmo?!  Pois logo vem Cristo para desmentir os latinos quando afirma: “O mal é o que sai da boca do homem”. E ele tem razão. Pesquisa, cientificamente comprovada, relata que a cada 10 minutos, o homem mente três vezes... é claro que este trabalho não incluiu ninguém de Brasília... e eu nem quero saber de fazer o cálculo de quanto eu já menti desde que nasci. Por isso, discordo totalmente de Shakespeare que dizia: “A brevidade é alma da inteligência”. Não! A brevidade é a alma da honestidade, pois quanto menos eu falar, menos mentira eu vou di zer... O silêncio é mesmo a sabedoria dos sábios! (Ou seria: a sabedoria dos honestos?!).
Resta-nos agora recorrermos aos filhos de Israel para encontrarmos a verdade, através da palavra Emunah que significa: fé, confiança... Assim, a verdade é aquilo que eu acredito. Mas, o danado é que nem todo mundo torce pelo Atlético Mineiro, para ficar o dia todo: “Eu acredito! Eu acredito!”. E existem até alguns mineiros que não levam mesmo fé na sua crença. E aqui na nossa cidade temos um exemplo claro disso, que é o Deputado Fernando Mineiro, do PT: se ele - e o seu partido- tivessem botado fé na sua candidatura, o Prefeito de Natal, hoje, seria outro...
Mas mesmo o Emunah - não sendo 100% fiel à verdade -, eu (não sendo mineiro, e sim potiguar) acredito que existe um lado que Hegel poderia ter explorado mais: o lado de dentro da caixa... No filme Don Juan DeMarco, uma das passagens mais interessantes é quando o psiquiatra, interpretado por Marlon Brando, pergunta a freira e mãe de Don Juan: “A senhora traiu mesmo o seu marido?!”. E a resposta foi: “Doutor, a verdade está dentro do senhor!”.
Pois é caro leitor, acredite: a verdade é o que está dentro de cada um! Por isso, vou agora dizer as minhas verdades verdadeiras. E como eu sei que “as verdades são como as rosas e têm espinhos”, espero que ninguém fique chateado ou ferido com elas, já que elas são só as minhas, apenas as minhas verdades... Ah! E é através delas que eu consigo me libertar: “Conhecereis a verdade e a verdade vós libertará!”...
A minha primeira verdade verdadeira é que eu tenho sempre que acusar os políticos por tudo de ruim que me acontecer. Afinal, no dia da eleição, eles não entram comigo na cabine de votação, pegam o meu dedo à força e me obrigam a confirmar sempre e sempre o voto neles?! Não é assim?! Pois então, nada mais justo, deles pagarem o pato...
A minha segunda verdade verdadeira é que eu tenho mesmo de ser contra a vinda de médicos estrangeiros para o nosso país, afinal, vai que dá certo a medicina preventiva e aí como é que eu vou justificar a minha revolta pela falta de dinheiro na saúde?! Afinal, precisamos de mais e mais dinheiro, que se “perderão” nas licitações da compra de mais e mais ambulâncias para transferirmos mais e mais dos nossos doentes do interior, para os corredores abarrotados dos hospitais da capital... Aliás, por falar em ambulâncias, estão faltando sim, elas no Serviço de Atendimento Móvel às Urgências (SAMU). Pois, pelos meus modestos cálculos, deveríamos ter pelo menos uma ambulância em cada rua, ou melhor: uma ambulância em cada casa, pois assim, eu e meus amigos ficaríamos mais tranquilos para enchermos a cara de álcool, e depois dirigirmos as nossas motos a 1000 km/hora, para nos arrebentarmos no primeiro poste que encontrássemos pela frente... Afinal saúde não é um direito de TODOS e um DEVER do estado?! Por que não todos não pagarem a conta, minha e dos meus colegas, por esta irresponsabilidade solidária?!
A minha terceira verdade verdadeira é que estão faltando sim, leitos de UTI em todas as cidades. Acho até que deveríamos construir dois leitos de UTI por cada casa. Afinal, eu não tenho que colocar, MESMO SEM NENHUMA INDICAÇÃO, os meus pais para morrerem lá?! Já que eu não dei assistência a eles durante a vida toda, porque eu vou ficar cuidando deles na hora da sua morte?! Se, estão faltando leitos de UTI para os que verdadeiramente precisam: isso não é problema meu, pois saúde é um direito de TODOS e um DEVER do estado... e todos tem o dever de pagar pela minha saúde mental: o que os olhos não veem, o coração não sente, não é mesmo?!
A minha quarta verdade verdadeira é que, quando eu reprovar um aluno, a culpa será sempre dele: não estudou; não prestou atenção a aula... assim, ninguém vai descobrir que eu não fui capaz de estimulá-lo, que eu não fui capaz de ensiná-lo nada de significativo, nada de útil para mudar a vida dele e nem de ninguém da sua comunidade, pois eu só sei “ensinar” o que eu aprendi durante a minha pós graduação: A influência da formação das nuvens no humor dos gafanhotos da Malásia... Bem caro leitor, não preciso mais continuar dizendo as minhas verdades verdadeiras, pois vocês já perceberam que eu adoro mesmo é ver sempre o cisco no olho do meu vi zinho...
P.s. Espero que, em 10 minutos, vocês consigam ler este artigo, afinal preciso ficar só com três mentiras... Mas, se eu mentir muito caro leitor, nem vou ficar com tanto remorso, pois Mario Quintana já dizia: “A mentira é só uma verdade que se esqueceu de acontecer”, não é mesmo?!

Francisco Edilson Leite Pinto Junior– Professor, médico e escritor.

domingo, 18 de agosto de 2013

Relembrando os tempos dos discos voadores. Nós é que éramos voadores...

[AssessoRN.com] Extraterrestres ou apenas meros espiões do pé roxo? 

   

18 de agosto de 2013 10:24

Documento da CIA reconhece "Área 51" mas não cita extraterrestres
 
Da Agência Lusa
 
Documentos da Agência Central de Inteligência (CIA) confirmam a existência da base militar secreta “Área 51”, em Nevada, Estados Unidos, nos anos 1950 mas não se referem a existência de extraterrestres ou objetos voadores não identificados (ovni).
 
Os documentos dos serviços de informações dos Estados Unidos, agora desclassificados, foram obtidos pela Universidade George Washington e incluem pela primeira vez uma referência oficial sobre o local criado sob as ordens do presidente Dwight Eisenhower, em plena Guerra Fria.
 
O secretismo sobre o local conhecido como “Área 51” deu origem a teorias que indicavam que se encontravam escondidos no local extraterrestres e restos de ovni, tendo sido na realidade uma base de treino para os aviões espião U-2.
 
Os documentos da CIA revelam o programa de concessão e aperfeiçoamento dos aviões espiões dos Estados Unidos numa altura em que o presidente Eisenhower aprovou o uso do Deserto de Nevada para as experiências e testes do avião militar U-2, que tinha uma grande autonomia e a capacidade de voar a grandes altitudes, evitando o radar ou qualquer meio de detecção.
 
Ao longo das décadas, a existência da “Área 51” deixou de ser um segredo mas o fato da administração norte-americana nunca ter reconhecido a existência da base militar utilizada para experiências aeronáuticas com aparelhos nunca vistos à época deu origem a uma série de teorias, entre as quais as que referiam o contato com tecnologia extraterrestre.
 
Uma das mais famosas lendas relacionadas com o local – o Caso Roswell – defendia que os restos de uma nave extraterrestre que teria caído em Roswell, no Novo México, em julho de 1947 tinham sido transportados para a “Área 51”.
 
Outro relato que faz parte da coleção de teorias da conspiração relacionadas com o local dava conta de experiências sobre tolerância à radiação efetuadas em prisioneiros de guerra japoneses, utilizados como cobaias humanas, durante a Segunda Guerra Mundial, antes do lançamento das bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki, no Japão, em agosto de 1945.
 
Uma grande parte do material divulgado pela Universidade George Washington já era conhecida dos investigadores. No entanto, segundo a universidade, o “fato mais notável” é que pela primeira vez o nome “Área 51” é utilizado em documentação oficial.
 
Em abril de 1955, os militares que planeavam a construção de um avião espião sobrevoaram o Deserto de Nevada em busca de um local para os testes secretos e escolheram uma zona do deserto de sal que, segundo os documentos agora tornados públicos, tinha o nome Groom Lake.
 
A mesma zona foi utilizada durante a Segunda Guerra Mundial como área de armazéns da artilharia aérea e foi, então, escolhida como local de provas dos aviões espiões U-2 e para o treino dos respectivos pilotos e tripulações.
 
Os primeiros testes com os U-2 aconteceram em agosto de 1955 e no mesmo local realizaram-se ensaios com outros aparelhos como o A-12 e o D-21. Os aviões espiões U-2 tinham como objetivo vigiar a União Soviética e os países satélites de Moscou. Apesar da passagem dos anos, a área no Deserto de Nevada continua vedada e o espaço aéreo fechado a aeronaves civis.
 
Os documentos da CIA agora divulgados incluem numerosas referências à “Área 51”, um mapa e os nomes de todos os pilotos das missões U-2, com datas e rotas dos voos sobre a ex-União Soviética. O material também faz referência a operações U-2 sobre a Índia entre 1962 e 1967 e a missões de sobrevoo da China em 1962. [Fonte: Agência Brasil]


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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Faleceu hoje, em Currais Novos, a mulher que foi o elo de ligação entre os Pegado Cortez, do litoral sul, com os Gomes, do seridó potiguar. Maria Anísia Cortez Gomes era cunhada de Maria Natividade Cortez Gomes.

Caríssimos (as)



As famílias Cortez Gomes e Simonetti Gomes estão de luto desde a manhã de hoje, 9, com os falecimentos de Maria Anísia Cortez Gomes (Tia Pepita), 92, viúva de Olavo Dantas Cortez, de Currais Novos/RN, e de João Batista Simonetti, 79, irmão de Salete Simonetti, de Assu/RN, viúva de Cleando Cortez Gomes. Maria Anísia faleceu em sua residência, em Currais Novos, de onde sairá o féretro às 10 horas de amanhã, sábado, para sepultamento no cemitério local.  Pepita, como era conhecida, deixou 11 filhos,  nasceu no sítio Liberdade, de propriedade de José Gomes de Melo Júnior  e Ana Dantas Cortez Gomes, seus pais. Antonio Dantas Cortez, o curraisnovense que fugiu de casa e foi padrasto de Raul Cortez, o célebre ator de teatro e da rede Globo de Televisão, era tio de Maria Anísia Cortez Gomes.
Tia Pepita foi o elo de ligação dos Pegado Cortez, do litoral sul  com os Cortez Gomes, do seridó potiguar, após casar com Olavo Dantas Cortez, em 1948. Olavo era neto Maria Senhorinha Dantas Cortez, que em 1890 enviuvou de Manoel Pegado Cortez Júnior, de Arês/RN.
João Batista Simonetti faleceu em São Paulo/SP, vítima de parada cardíaca e será sepultado na capital paulistana, amanhã, 10. Deixou viúva Lilian Saldanha Simonetti e quatro filhos. Era aposentado do Banco do Brasil e pertenceu ao Lions Clube.





domingo, 4 de agosto de 2013

Eduardo Vilar lança livro sobre o médico Joaquim Luz.

Foto convite/Divulgação

O jornalista e escritor José Eduardo Vilar Cunha lança no próximo dia 14, a partir das 18h, na Academia Norte-rio-grandense de Letras, o seu quarto livro: "Joaquim Luz - Memórias", que versa sobre o professor e médico sanitarista Joaquim Luz Cunha, com prefácio do jurista Jurandir Navarro e apresentação do médico Olímpio Maciel.

O conteúdo apresenta a reconhecida atuação do biografado como fundador da UFRN e das faculdades de Farmácia e Medicina, destacando o exercício da profissão médica como obstetra e ginecologista.

O livro tem o apoio da União Brasileira de Escritores (UBE-RN) e durante o lançamento será oferecido um coquetel aos convidados.

Por divulgação 


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 8/03/2013 10:02:00 PM

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Eduardo Gosson no lançamento do livro de Nati Cortez.

sábado, 27 de julho de 2013

O FFooonteMARIBONDO AMOROSO - lançamento do livro da escritora Natí Cortez - "in memórian"


"O PRESIDENTE DA UBE/RN EDUARDO GOSSON FEZ UM RICO DEPOIMENTO SOBRE A HOMENAGEADA E SUAS OBRAS. ELE ORGANIZOU TUDO, OS FAMILIARES JÁ ENCONTRARAM A SOLENIDADE PRONTA E O DIA DO ESCRITOR, EM 25-07, FOI UM MOMENTO ILUMINADO E FESTIVO, COM UM "MARIBONDO AMOROSO" CRIADO POR NATI CORTEZ"(LÚCIA HELENA PEREIRA).

A UBE/RN,- União Brasileira de Escritores do Rio Grande do Norte, através do Presidente poeta e escritor Eduardo Gosson, realizou  dia 25 mais um  evento em prol da preservação da memória literária potiguar. O lançamento do livro O MARIBONDO AMOROSO da escritora  Nati Cortez (in memorian). O livro  infantil é uma peça teatral e tem o prefácio do escritor Carlos Roberto de Miranda Gomes e a orelha do escritor Eduardo Gosson. O evento teve  o cerimonial da escritora Lúcia Helena Pereira e foi muito prestigiado pelos amigos, escritores e familiares dessa respeitável dama da literatura Norte-Rio-Grandense.
Parabéns Eduardo por preservar nossa identidade cultural!
 Luis e Francisco Cortez
autografaram com muito orgulho o livro da mãe Nati Cortez

 familiares exibem a importante obra da literatura infantil potiguar


Os netos recepcionaram os convidados

Escritora Rosa Regis- Presidente da Academia Norte-Rio-Grandense de Cordel
 recebe o autógrafo do nosso amigo querido Luis Cortez.
Escritor Diógenes da Cunha Lima
Presidente da Academia Norte-Rio-Grandense  de Letras
e a escritora Flauzineide Moura

Escritora Zelma Furtado
 Presidente da Academia Feminina de Letras recebe o autógrafo
dos filhos da patrona Nati Cortez

Meu amigo Luis Cortez  e seu irmão Francisco me
deram a honra do autógrafo




escritores presentes ao evento
Fotos e textos de Vilmaci Viana.

Família Ramalho Cortez no lançamento de O Maribondo Amoroso.

 A família de Ewerton Dantas Cortez e Genura Ramalho Cortez (in memorian) compareceu ao lançamento do livro de Nati Cortez. Na foto, quando Francisco de Assis, filho da autora, autografava um exemplar, estão Iêdis (da direita p/ a esquerda), Iúris, Isis, Ióris, Iéris e esposa, Bereca e Yáris (vestido azul), a escritoras Rosa Régis e Vilmaci Viana, além de Luiz Gonzaga e João Maria Cortez Gomes de Melo



Escritora Rosa Régis, presidente da Academia Feminina de Letras do RN e o escritor Luiz Gonzaga Cortez,filho da autora. Atrás, sempre sorridente a advogada de renome internacional Yáris Cortez e seus irmãos e irmãs.


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Livro de Nati Cortez e a solenidade na Academia de Letras.

 As fotos de Fernando Queiroz são alguns momentos da solenidade do lançamento da 2ª edição de "O Maribondo Amoroso", de Maria Natividade Cortez Gomes (Nati Cortez), na noite do dia 25 de julho passado, no salão nobre da Academia de Letras do Rio Grande do Norte. Na primeira foto, o médico e poeta assuense Paulo Alfredo Simonetti Gomes, neto de Nati. Ao centro, o poeta Eduardo Antonio Gosson, presidente da seção estadual da União Brasileira de Escritores, quando, após saudar os convidados e familiares da autora que contagiaram o seleto auditório, fez um histórico da vida literária de Nati Cortez. À direita, o casal de psicólogos Emanuelle e Valdilécio, com os dois filhos bisnetos de Nati Cortez.
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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Uma poema de Ana Maria Cortez.

SALVANDO A MESÓCLISE
(Direitos reservados à autora ANA CORTEZ). *

I
Quem sabe ver-nos-emos qualquer dia desse ; 
Dir-lhes-emos o quanto eles poder-nos-iam fazer falta
Far-lhes-emos uma grande homenagem
Encontrá-los-ei com amigos de longa data.

II
Quem sabe pensando em ti saborá-los-ei
Dos prazeres da vida e dela mostrar-te-ei o sublime
Ficar-nos-á o tempo, contemplá-lo-emos!
Admirar-te-íamos e tu mostrar-nos-ias a alegria.

III
Você descrever-me-á os tempos idos
Lembrar-me-á as antigas canções
Levá-lo-ei e levar-me-á a outras destinações
Por caminhos suaves segui-lo-ei.

*Ana Maria Cortez é filha de Maria Natividade Cortez Gomes (Nati Cortez), autora da peça de teatro infantil "O Maribondo Amoroso", que será lançado na noite de hoje, 25,na Academia de Letras (Rua Mipibú, 443, Petrópolis, em Natal/RN.

sábado, 20 de julho de 2013

O Maribondo Amoroso será lançado no dia 25.

O marimbondo amoroso

Peça teatral de Nati Cortez, pioneira da literatura infantil no RN, será relançada em livro na próxima quinta-feira

21:06 18 de Julho de 2013
 
Redação
DO NOVO JORNAL - Edição de 19.07.2013.
A União Brasileira de Escritores (UBE/RN) vai lançar na próxima quinta-feira (25), Dia do Escritor, a segunda edição do livro “O marimbondo amoroso”, de Nati Cortez, pioneira da literatura infantil no Rio Grande do Norte. A autora faleceu em 1989, aos 75 anos, e a publicação deste livro inicia uma série de homenagens ao centenário dela que transcorrerá em setembro do próximo ano.

originário de uma peça teatral, o livro conta a estória de um maribondo, cujo nome é Amoroso, que se apaixona por uma abelhinha. O romance, que contraria a vontade da abelha rainha e do rei marimbondo, ainda sofre mais um revés: como são de espécies diferentes, ele machuca a fêmea com seu ferrão. Como prova de amor, Amoroso retira o seu ferrão e se torna um abelhão para conseguir viver junto da amada. Enfim, os dois se casam e vão morar juntos na colmeia, mostrando aos jovens leitores que o amor faz maravilhas quando une os corações.

Um dos 24 filhos de Nati Cortez, João Maria, 68, conta que a mãe escrevia desde os 14 anos de idade, mas o gosto pelas peças infantis surgiu somente após o nascimento dos primeiros netos, na década de 60. Durante sua trajetória, publicou peças como Diálogo das Estrelas (1971) e Abelhinha Sonhadora (1973). Suas principais obras, no entanto, foram O Mistério dos Discos Voadores (1976), A Guerra dos Planetas, Natal do meu tempo de menina; O Curumim Amazônico e O Maribondo Amaroso (1980).

João Maria conta que há muitos textos da mãe que nunca foram publicados e são guardados como lembrança na casa da família. Boa parte deste arquivo, segundo ele, é de poesias e contos, predominando entre estes últimos a temática da ufologia, assunto que a autora pesquisava e tinha interesse especial.

A iniciativa para a republicação do livro aconteceu em outubro de 2012, durante o V Encontro Potiguar de Escritores, promovido UBE/RN, na Academia Norte-RioGrandense de Letras, quando a autora teve seu nome inserido na Coleção Nati Cortez (Infanto-Juvenil) destinada às crianças e jovens.

Com boa parte da família vive em diversos estados, como Rio de Janeiro (RJ), onde Nati passou a infância, Brasília (DF) e Ceará, os filhos estão querendo reunir os parentes durante o lançamento do livro em Natal. “Após a sua morte houve até homenagens internacionais, feitas por amigos de Moçambique e Angola. E com esta (homenagem), de sua terra, não há como não ficar orgulhoso”, afirmou João Maria, resumindo o sentimento dos descendentes de Nati Cortez.

O presidente da UBE, Eduardo Gosson, explica que o livro faz parte de uma série de publicações realizadas em homenagem a autores potiguares desde o ano passado, conforme plano editorial estebelecido pela instituição. Atualmente, a UEB conta com cinco coleções: a Antônio Pinto de Medeiros, sobre poesia; Bartolomeu Correia de Melo, prosa; Enélio petrovich, história e memória do Rio Grande do Norte; a coleção Deífilo Gurgel, dedicado ao folclore e a coleção Nati Cortez, voltada para a literatura infantil.

Para Gosson, a publicação da obra vem em boa hora, pois é uma preocupação da entidade incentivar a leitura das crianças. “O marimbondo amoroso” é o primeiro título da UBE destinado a esse público. “A coleção Nati Cortez está surgindo na hora certa, tanto para que as crianças comecem a ler desde cedo como para resgatar uma autora que, por sua importância, não pode ser esquecida”, afirmou.

No ano passado, segundo o presidente da UBE, foram reeditadas pela nove obras. E até julho de 2013, pelo menos quatro livros foram publicados. A previsão é de que o número suba para oito até o final deste ano.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

UBE/RN lança mais um livro de Nati Cortez.


Caríssimos (as).

No dia 25 de julho, 5ª feira, às 18 horas, haverá o lançamento do livro de Nati Cortez, "O Maribondo Amoroso", uma peça da pioneira do teatro infantil no Rio Grande do Norte. A publicação é da UBE potiguar, em parceria com a família da autora. O lançamento será no auditório da Academia de Letras do RN, na rua Mipibu, 443, Petrópolis "O Maribondo Amoroso" da escritora Nati Cortez (in memorian) é o vol. 01 da Coleção Nati Cortez (infanto-juventil), selo editorial Nave da Palavra. Prefácio do professor Carlos Roberto Miranda Gomes.

Contamos com sua presença.

Cordialmente

A Família de Maria Natividade Cortez Gomes.
 













sexta-feira, 5 de julho de 2013

UBE/RN se reune dia 25 e lança 2ª edição de livro de Nati Cortez.

    CONVITE   

                                                        O presidente da União Brasileira de Escritores - UBE/RN  convida Vossa Senhoria e família para  o lançamento do livro O MARIBONDO AMOROSO da Escritora NATI CORTEZ (in memoriam),vol. 01, da Coleção Nati Cortez(Infanto-Juvenil), selo editorial Nave da Palavra.
Data: 25.07.2013 (quinta-feira)  - Hora: 18h - Local:  Academia Norte-rio-Grandense de Letras à rua Mipibu, 443 - Petrópolis
              Eduardo Antonio Gosson
                          Presidente  da UBE/RN
Maria Natividade Cortez Gomes.
Família cogita lançar "Abelhinha Sonhadora", em 2014, ano do seu centenário de nascimento.Foto: arquivo da família.

  

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Leonardo Boff opina sobre os protestos no Brasil.



Estou fora do pais, na Europa a trabalho e constato o grande interesse que todas as mídias aqui conferem às manifestações no Brasil. 

Há bons especialistas na Alemanha e França que emitem juízos pertinentes. Todos concordam nisso, no caráter social das manifestações, longe dos interesses da política convencional. É o... triunfo dos novos meios e congregação que são as mídias sociais.

O grupo da libertação e a Igreja da libertação sempre avivaram a memória antiga do ideal da democracia,presente, nas primeiras comunidades cristãs até o século segundo pelo menos.Repetia-se o refrão clássico:"o que interessa a todos, deve poder ser discutido e decidido por todos". E isso
funcionava até para a eleição dos bispos e do Papa. Depois se perdeu esse ideal nas nunca foi totalmente esquecido. O ideal democrático de ir além da democracia delegatícia ou representativa e chegar à democracia participativa, de baixo para cima, envolvendo o maior número possível de pessoas, sempre esteve presente no ideário dos movimentos sociais, das comunidades de base,dos Sem Terra e de outros. Mas nos faltavam os instrumentos para implementar efetivamente essa democracia universal, popular e participativa. Eis que esse instrumento nos foi dado pelas várias mídias sociais. Elas são sociais, abertas a todos. Todos agora tem um meio de manifestar sua opinião, agregar pessoas que assumem a mesma causa e promover o poder das ruas e das praças. O sistema dominante ocupou todos os espaços. Só ficaram as ruas e as praças que por sua natureza são de todos e do povo. Agora surgiram a rua e a praça virtuais, criadas pelas midias sociais.

O velho sonho democrático segundo o qual o que interessa a todos, todos tem direito de opinar e contribuir para alcançar um objetivo comum, pode em fim ganhar forma.
Tais redes sociais podem desbancar ditaduras como no Norte da Africa, enfrentar regimes repressivos como na Turquia e agora mostram no Brasil que são os veículos adequados de reivindicações sociais, sempre feitas e quase sempre postergadas ou negadas: transporte de qualidade, saúde, educação, segurança, saneamento básico. São causas que tem a ver com a vida comezinha, cotidiana e comum à maioria dos mortais. Portando, coisas da Política em maiúsculo.

Nutro a convicção de que a partir de agora se poderá refundar o Brasil a partir de onde sempre deveria ter começado, a partir do povo mesmo que já encostou nos limites do Brasil feito para as elites. Estas costumavam fazer
políticas pobres para os pobres e ricas para os ricos. Essa lógica deve mudar daqui para frente. Ai dos políticos que não mantiverem uma relação orgânica com o povo. Estes merecem ser varridos da praça e das ruas.
Escreveu-me um amigo que elaborou uma das interpretações do Brasil mais originais e consistentes, o Brasil como grande feitoria e empresa do Capital
Mundial, Luiz Gonzaga de Souza Lima. Permito-me citá-lo:

"Acho que o povo esbarrou nos limites da formação social empresarial, nos limites da organização social para os negócios. Esbarrou nos limites da Empresa Brasil.
E os ultrapassou. Quer ser sociedade, quer outras prioridades sociais, quer outra forma de ser Brasil, quer uma sociedade de humanos, coisa diversa da sociedade dos negócios. É a Refundação em movimento".

Creio que este autor captou o sentido profundo e para muitos ainda escondido das atuais manifestações multitudinárias que estão ocorrendo no Brasil.
Anuncia-se um parto novo. Devemos fazer tudo para que não seja abortado por aqueles daqui e de lá de fora que querem recolonizar o Brasil e condená-lo a ser apenas um fornecedor de commodities para os países centrais que
alimentam ainda uma visão colonial do mundo, cegos para os processos que nos conduzirão fatalmente à uma nova consciência planetária e a exigência de uma governança global. Problemas globais exigem soluções globais. Soluções
globais pressupõem estruturas globais de implementação e orientação. O Brasil pode ser um dos primeiros nos quais esse inédito viável pode começar a sua marcha de realização. Dai ser importante não permitirmos que o
movimento seja desvirtuado. 
Música nova exige um ouvido novo.
Todos são convocados a pensar este novo, dar-lhe sustentabilidade e faze-lo frutificar num Brasil mais integrado, mais saudável, mais educado e melhor servido em
suas necessidades básicas.

Leonardo Boff - Munique > Paris 24/06/2013

domingo, 23 de junho de 2013

RELEASE  DO LIVRO DO PICADEIRO AO CÉU: O RISO NA OBRA DE ARIANO SUSSUANA
AUTOR:  PAULO CALDAS NETO
DATA: 27 DE JUNHO DE 2013
HORA: 18      h
LOCAL: LIVRARIA NOBEL EM FRENTE AO HOSPITAL WALFREDO GURGEL
EDITORA: NAVE DA PALAVRA DA UBE/RN
R$ 40,00
Coleção Deífilo Gurgel (ENSAIO), vol. 2,
“Dividido em duas partes, a obra apresenta na primeira a essência do riso em Suassuna e as suas relações estéticas, remetendo a teóricos da notoriedade de Henri Bergson, Jolles, Sigmund Freud e Vladímir Propp. Em um segundo momento, Paulo Caldas foca seu estudo na teoria do pensador russo Mikhail Bakhtin, relacionando o riso suassuniano com os folguedos populares. Fechando o livro, o autor examina a importância do tema em questão – o riso em Suassuna – para a cultura brasileira, refletindo sobre seu papel no contexto sociocultural do país.”

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Azymuth lança SOMBRAS no dia 20.

Amigos da Cultura do RN,


  A Azymuth convida você para o lançamento do livro ...Sombras... do autor Américo Macêdo (1877-1948).

  Publicado originalmente em 1945 com prefácio de Luís da Câmara Cascudo. Trata-se de uma edição fac-        similar; com introdução e notas de Wandyr Villar.


  Local e data do lançamento

  Dia 20/06/2013 (quinta-feira) as 18hs. Cooperativa Cultural UFRN - Centro de Convivência.

  Valor e Formas de Pagamento

  R$ 27,00 - Pagamento em dinheiro, cartões de crédito e débito. Parte das vendas ajudará o Hospital Infantil     Varela Santiago.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Mensagem da irmã Ana Maria.


não consigo REGISTRAR minha mensagem no blog.poetisa......
Li hoje no blog uma mensagem de Bosco Araujo
Se você quiser registrar minha mensagem no meu lugar a mensagem é ESTA AQUI:

......mas é uma pena não ver mais ao vivo essa casa onde "EU" e muitos outros nascemos e convivemos com uma vizinhança que se mudaram ou não existe mais.
“ (.......)
OS GESTOS QUE JÁ NÃO SE VÊEM
OS SONS QUE JÁ NÃO SE OUVEM
É O SILÊNCIO DE QUEM ESCREVE”

“A POESIA É UMA HISTÓRIA PARA CONTAR”  (pp. 19-22)  Ana Maria Cortez

domingo, 9 de junho de 2013

Demolição do casarão.







Parece que a aviação de Israel atuou aqui...  Mas é o resultado da demolição do casarão comprado por Manuel Genésio Cortez Gomes, em 1938, na rua Felipe Camarão, 453, Cidade Alta, em Natal, onde Maria Natividade Cortez Gomes e o seu marido construíram uma família com 9 homens e 8 mulheres.

domingo, 2 de junho de 2013

MORRE JOÃO COTA, CONTADOR DE HISTÓRIAS NISIAFLORESTENSE

Por Redação, do Nísia Digital.
Luto de mt dor pra mimFaleceu por volta das 10h deste domingo (2) o Sr. João Cota, contador de história de Nísia Floresta. Ele sofreu um infarto no final da tarde de ontem, foi socorrido e levado para o hospital Deoclécio Marques, na cidade de Parnamirim. Aos 95 anos de idade, João não resistiu e a sua família informou a sua morte na manhã de hoje. O corpo será velado no centro de velórios, localizado no Centro da cidade, e o sepultamento está marcado para às 8h, de amanhã, no cemitério municipal.
A professora Rejane de Souza enviou ao Nísia Digital um texto de autoria de Fernando Alves Pereira, Graduado em Educação Física, Letras e Direio/Especialista em Direito Processual Civil, Mestre e Doutor em Estudos da Linguagem (Literatura comparada), que é intitulado “João Coto – Caboclo forte das bandas de Papary. Confira a seguir:
João Cota, um caboclo forte
Das bandas de Papari
Que nasceu iluminado
Pela estrela de Davi
Trabalhou desde menino
Sem nunca enjeitar dureza,
Cresceu aprendendo a ler
No livro da Natureza
A escola era o roçado
Seu pai foi o professor
A caneta era a enxada
Muito cedo se formou
Nas veredas dessas brenhas
Pela vida madrugou
Topou com almas penadas
Mas nunca se amedrontou
Enfrentou o “Batatão”
Como seu pai lhe ensinou
Amostrou-lhe a chama acesa
E o bicho desencantou
Viu “Mãe d’água” ao meio dia
“Bebê chorão” meia noite
Viu também cabra safado
Querendo lhe dar açoite
Mas desaforo pra casa
João Cota nunca levou
Na ponta de sua faca
Até alma se borrou:
Uma noite ele passava
Na frente dum cemitério
Uma alma disfarçada
Veio lhe dizer impropério
Sacou de sua peixeira
Em menos de um segundo:
- Maldita, repita o dito
Pr’eu te mandar pro profundo!-
A alma tremeu de medo
Vendo tal disposição
Gritou aflita: – meu Deus!
Não me mate não, João! -
- Então se diz quem tú és!
E o que diabo quer de mim!
Porque se não mato mesmo!
Porque comigo é assim!-
A alma disse:
- eu não sou alma não João
Só queria dar-te um susto
Mas vi que és macho mesmo
Caboclo forte e robusto.-
Nos folguedos populares
João Cota se divertiu
Foi Gajeiro e foi Mateus
Do folclore do Brasil
Namorou tantas pastoras
Que chega a se rir quando diz
Mas foi com dona Geralda
Que João Cota foi feliz
Amor à primeira vista
Pra nunca mais se acabar
Bebeu água sem ter sede
Mode um beijo lhe roubar
Com seu Pai João aprendeu
O valor de trabalhar
Com sua mãe aprendeu
Como é que se deve amar
Com Geralda ele é feliz
Pra’s estórias nos contar
E felizes serão pra sempre
Enquanto a vida durar
Vejam só como é certeira!
A volta que o mundo dá
Pois na roda desta vida
João foi pra lá veio pra cá
Enjeitado na Escola
Amargou intensas dores
E hoje aqui nesta roda
Dá aula a professores.