| ||||||||
Espaço para as publicações de Maria Natividade Cortez Gomes e da cidade onde nasceu e faleceu, além de notícias e artigos sobre os bairros da Ribeira, Rocas e do seu entorno.
sábado, 9 de agosto de 2014
UBE/RN faz 50 anos em prol da cultura.
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Surpreendentes leitores
Publicação: 06 de Agosto de 2014 às 00:00 | Comentários: 0Ficar a pé tem me trazido ótimas surpresas. Primeiro, foi um moço dono de um bibliotáxi. Ele pendura uma sacola com livros atrás do seu assento e explica: “Quem se interessar pode ir lendo enquanto chegamos ao destino. Aliás, tenho um sonho: publicar um livro com histórias de passageiros. Sou doido por livro”. Disse que tem graduação, mas que não conseguiria se adaptar a um trabalho numa sala fechada. “Gosto de falar com as pessoas, de movimento, e trabalhar como taxista me realiza”. É cadastrado no Easy Taxi e acho que se chama José. Acrescento um sobrenome por minha conta: José Gentil Amante dos Livros e Feliz da Silva.
Há dois dias conheci outro leitor, do qual jamais desconfiaria: o senhor Alberto, mecânico de uma revenda de automóveis em Natal. Ele percebeu que havia um livro (“Amrik”, de Ana Miranda, que recomendo) no carro que deixei lá para um ajuste. Quando foi me explicar alguma coisa ligada a um certo sensor, aproveitou para me abordar: a senhora gosta de ler, não é? Mal respondi, ele foi relatando sua história de leitor. Contou que, bem jovem, foi para Belo Horizonte tentar um trabalho e se hospedou na residência de uma parenta. Para seu espanto, havia caixas e mais caixas de livros na sala da casa. A parenta explicou: “Meu marido mandou imprimir 3 mil exemplares do livro de poesia que ele escreveu, agora está tudo aí encalhado”. Alberto empolgou-se, ofereceu-se para ir com o poeta às escolas. O plano: o poeta leria alguns poemas para os alunos e deixaria lá um número x de exemplares para venda a preço simpático, depois retornariam para conferir o resultado. Aos cuidados desse brilhante assessor e companheiro, o autor acabou esgotando a edição! Daí para a frente, Alberto tornou-se leitor de autores como Nietzsche e Balzac, e aprecia muito Jorge Amado e Lya Luft. Disse que já leu em torno de 4 mil livros e que sua grande felicidade é quando está na livraria de um shopping ou quando retira livros da Biblioteca Pública. E desabafou: “Só fico triste porque não posso adquirir os livros que gostaria”, mas se deu por um homem feliz: “Nunca precisei de remédio. Calmante? Nem ver. Ler me deixa muito bem”. Pois é, dois homens apaixonados pela leitura e desenvolvendo trabalhos pouco estimuladores dessa prática, mas o que os move é mais poderoso: é o desejo de ampliar os limites da compreensão do mundo, da vida. Na verdade, bem poderiam fazer palestras nas escolas. Até por serem leitores espontâneos talvez inspirem mais empatia nos estudantes do que... nós outros, que publicamos livros e temos lá nossos cacoetes de leitores “profissionais”. Aliás, os encontros literários bem poderiam, eventualmente que fosse, convidar esses e outros anônimos maravilhosos para falar sobre leitura. Afinal, pergunta óbvia: o que seria dos autores sem os leitores?... O leitor é a outra metade do escritor. Não importa se na pele de um taxista ou de um mecânico.
*Nivaldete Ferreira é professora aposentada pelo Departamento de Artes da UFRN. Autora de livros de poesia, literatura infantil, romance e teatro.
domingo, 3 de agosto de 2014
domingo, 3 de agosto de 2014
NA VIDA TUDO
É POESIA

O QUE PODIA TER SIDO... E O QUE NÃO FOI.
Ciro José Tavares.
Como Prometeu devias ter
agrilhoando-me e não fizeste.
Ter atado meu corpo ao
flamboyant que nos acobertava,
ao estender os galhos sobre
o muro frontal de tua casa.
semelhante
ao cometa vagando sem destino na
amplidão.
Eu podia ter orientado meu
rumo nos olhos de minha mãe,
que, ao saber de ti,
refulgiram como estrelas e eu não quis.
E porque não quis
atormentam-me saudades do flamboyant,
aparando o sol nas manhãs e
noturnas réstias das alvas luas.
Lembro como abrandavas o meu
desassossego. Nas palavras
mansas, na ternura do olhar,
nos doces gestos de uma santa.
Tinhas a graça da mulher
medieval que encantava trovadores,
e por que não me aprisionaste
nas ameias do teu castelo?
E porque não fizeste, o
pássaro vadio voou sem direção e pouso certos.
Nas asas os estigmas de
Byron e Shelley plantados pelos deuses.
Agora que nada resta entre
nós dois estou encarcerado nas lembranças,
sábado, 2 de agosto de 2014
A verdade é (uma virtude) um hábito...
“Em mundo que se fez deserto temos sede de encontrar companheiros”
Saint-Exupéry
A
Copa passou, deixando várias lições, sendo esta a mais importante: fora
do trabalho em equipe, não há salvação. Guimarães Rosa entendia tanto
disso que colocou no seu Grande Sertão - Veredas: “O capinar é
sozinho... a colheita é comum”. O danado é como criar o hábito de
trabalhar em equipe, se desde o início da nossa formação educacional
somos treinados a trabalhar sozinhos? E um hábito não se muda da noite
para o dia...
Vejam
o que um hábito é capaz de fazer. Inicio da Copa. Todos aqui em casa
decidimos: assistiríamos aos jogos do Brasil, mas nada de camisa, de
estresse, de torcida apaixonada, afinal, os desmantelos no pré-copa,
onde a nação foi terrivelmente subtraída em tenebrosas transações,
estava (e ainda está) doendo muito na alma, e no bolso, de todos nós. No
entanto, a cada jogo, acontecia algo interessante. Bastava a seleção
entrar, e o hino começar a soar em nossos ouvidos que tudo mudava. E de
torcedor indiferente, passávamos a torcedor apaixonado. Dizem que a alma
é uma música: a melodia do hino nacional trazia a lembrança do passado,
onde éramos acostumados a torcer, sem colocar a política entre nós e a
seleção... a música trazia o velho hábito e “quando um hábito surge, o
cérebro para de participar das decisões”. Quem assumia a função de
pensar, naquele momento, era o coração...
Então,
se Shakespeare fosse vivo, com certeza ele mudaria a frase: somos
feitos dos nossos sonhos; para: somos feitos dos nossos hábitos. E
hábitos esses que nem sempre são saudáveis, por isso que o escritor
Fernando Teixeira tem razão ao pedir: “Há um tempo em que é preciso
abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e
esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o
tempo de travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para
sempre, à margem de nós mesmos”. Os viciados em jogos, drogas, sexo,
etc., etc. deveriam utilizar esse texto como um mantra diário...
Existem
artigos científicos - acho até modestos esses números-, mostrando que
mais de 40% das nossas ações diárias não são decisões de fato, mas sim
de hábitos. Eu tenho um conhecido que vive um relacionamento bem
estranho com a sua namorada: a cada três meses, eles pegam uma grande
briga e passam 15 dias sem se falarem. Outro dia, ele me confidenciou:
“faltavam 12 horas para completarem os 90 dias. E nada de briga. Era uma
paz que chegava a incomodar. Então, peguei o telefone e, sem mais nem
menos, disse que ela não era a mulher da minha vida. E desliguei.
Amanhã, será o décimo quinto dia sem nos falarmos. E eu já ensaiei o
discurso de desculpas, para ela”...
O
fato é que mudar um hábito não é fácil! “Os hábitos nunca desaparecem.
Estão codificados nas estruturas do nosso cérebro, e essa é uma enorme
vantagem para nós, pois seria terrível se tivéssemos que reaprender a
dirigir depois de cada viagem de férias”. Entretanto, tem o outro lado
da moeda. O que pode parecer uma vantagem, pode transformar-se em um
perigo enorme. Os nazistas tanto sabiam disso que basearam toda a sua
política em: “uma mentira dita 100 vezes, torna-se verdade”. A Verdade -
que deveria ser uma virtude-, é de fato um hábito... Acreditamos no que
nos acostumamos a acreditar...
E
para um mundo cheio de mentiras é assim que se caminha a humanidade. E
engana-se quem pensa que, no mundo globalizado, temos as informações
verdadeiramente verdadeiras... Lemos não a verdade, mas sim a verdade
que alguém quer nos vender... É terrível admitir que Mark Zuckerberg
(Fundador do Facebook) tenha razão ao dizer: “A morte de um esquilo na
frente da sua casa pode ser mais relevante para os seus interesses
imediatos do que a morte de pessoas na África”...
E,
hoje, baseado nos nossos hábitos, as empresas direcionam o seu
marketing para o indivíduo e não para o coletivo. É o marketing
geneticamente induzido. Assim, se eu colocar a palavra vinho no Google,
terei como resposta uma série de sites bem diferentes da mesma busca
realizada por outra pessoa. Desde 2009, o Google faz busca
PERSONALIZADAS para todos. Cada um já tem o seu Google individual. “Um
mundo construído a partir do que é familiar é um mundo no qual não temos
nada a aprender”...
Dizem
que “a democracia exige que os cidadãos enxerguem as coisas pelo ponto
de vista dos outros; em vez disso, estamos cada vez mais fechados em
nossas próprias bolhas”. Criamos links, que são pontes invisíveis e,
mesmo assim, elas estão se desmoronando... O WhatsApp que o diga,
afinal, estamos tão perto dos distantes; tão longe dos que estão
próximos...
É
preciso, portanto, que algumas questões sejam imediatamente
respondidas: se continuaremos com cada um por si, Deus será por quem? Se
ficarmos cada um no seu mundo - sem haver necessidade do trabalho em
equipe, mas sim de “times” dependentes de um único individuo-, quantos
7x1 ainda teremos que enfrentar?!
Francisco Edilson Leite Pinto Junior – Professor, médico e escritor
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
As revelações na poesia potiguar: quando se reunem, é só poesia.
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Quando escritoras se encontram, é só poesia...
Escritoras Jania Souza, Conceição Maciel e Flauzineide Moura
Lançamento do livro de Conceição - acervo do projeto
Foto abaixo escritoras e poetisas em "Reunião da AJEB/RN"
Poetisa Gilda Avelino, Flauzineide, Zelma e Deth Hack
Confraternização da Academia Feminina de Letras do RN
Nenhum comentário:
quarta-feira, 30 de julho de 2014
SE NÃO MORRER ANTES...
O tempo passou, e passa assim a esmo.
Inventei de consultar o espelho...
Fiquei bravo, p. da vida e vermelho,
Pois aquele cara lá era eu mesmo?
Deixei de comer linguiça e torresmo
Pra ver se calava aquele "pentelho"
Mas foi ele que calou meu bedelho,
Dizendo: - Esse cara aí é você mesmo!
Se não morrer antes, o envelhecer
Faz parte da vivência de todo ser
'Té que a morte dê seu último abraço.
E em cada dia, um dia diferente...
E muito mais rugas daqui pra frente...
Mais ais, menos cabelos, mais cansaço!
27/07/2014 - D I L S O N - NATAL/RN
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.
O tempo passou, e passa assim a esmo.
Inventei de consultar o espelho...
Fiquei bravo, p. da vida e vermelho,
Pois aquele cara lá era eu mesmo?
Deixei de comer linguiça e torresmo
Pra ver se calava aquele "pentelho"
Mas foi ele que calou meu bedelho,
Dizendo: - Esse cara aí é você mesmo!
Se não morrer antes, o envelhecer
Faz parte da vivência de todo ser
'Té que a morte dê seu último abraço.
E em cada dia, um dia diferente...
E muito mais rugas daqui pra frente...
Mais ais, menos cabelos, mais cansaço!
27/07/2014 - D I L S O N - NATAL/RN
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.
Lançamento Azymuth:
Azymuth convida você para seu novo
lançamento, trata-se do livro: “O Espiritismo e os Sabios” do escritor José da Penha (1875-1914) publicado originalmente em
1903. A edição fac-similar conta com o prefácio do filósofo Farias Britto (1862- 1917) e introdução de Wandyr Villar.
Além de relatar a origem do
espiritismo, essa obra conta com uma grande referência sobre a filosofia de um
modo mais amplo. Também traz uma biografia sobre esse escritor e personagem tão
importante da história política do Rio Grande do Norte.
Venda do Livro:
R$ 40,00. Valor exclusivo para o dia do
lançamento. Parte das vendas ajudará o Hospital Infantil Varela Santiago.
Data e Local do
Lançamento:
Livraria
NOBEL
Dia
02/08/2014 (sábado) a partir das 17hs.
AV: Salgado Filho – 1782 (em frente ao Hospital
Walfredo Gurgel) Tel: 3613-2007. Estacionamento para 50 carros por trás da
livraria, entrada lateral.
Contatos:
| 2 anexos — Examinar e baixar todos os anexos Exibir todas as imagens | |||
| |||
| |||
segunda-feira, 21 de julho de 2014
sábado, 19 de julho de 2014
Exupéry em Natal.
Antoine de Saint-Exupéry em Natal
14/02/2005,
*
Luiz Gonzaga Cortez.
Deve-se à última edição do mensário literário O GALO ( junho/2000, Ano XI, n. 05), através de artigo traduzido pelo jornalista Nelson Patriota – “Saint-Exupéry, o mito levanta vôo” – as mais recentes pistas e fontes para se pesquisar sobre as andanças do famoso aviador e escritor francês pela América do Sul e África. O artigo revela que uma irmã dele, Simone (1898-1978), e a viúva, Consuelo, deixaram um livro inacabado e um manuscrito intitulado “Mémoires de la rose” ( “Memórias da rosa”), respectivamente, entre outras novas obras. São novos caminhos para se pesquisar. E mais: quem quiser se aprofundar nas pesquisas pode se dirigir a uma fundação de Paris que mantém o “Espace Saint-Exupéry”, telefone 0143225890, em Paris. Mais: a Internet tem dezenas se páginas sobre Exupéry.
Deve-se à última edição do mensário literário O GALO ( junho/2000, Ano XI, n. 05), através de artigo traduzido pelo jornalista Nelson Patriota – “Saint-Exupéry, o mito levanta vôo” – as mais recentes pistas e fontes para se pesquisar sobre as andanças do famoso aviador e escritor francês pela América do Sul e África. O artigo revela que uma irmã dele, Simone (1898-1978), e a viúva, Consuelo, deixaram um livro inacabado e um manuscrito intitulado “Mémoires de la rose” ( “Memórias da rosa”), respectivamente, entre outras novas obras. São novos caminhos para se pesquisar. E mais: quem quiser se aprofundar nas pesquisas pode se dirigir a uma fundação de Paris que mantém o “Espace Saint-Exupéry”, telefone 0143225890, em Paris. Mais: a Internet tem dezenas se páginas sobre Exupéry.
Apesar
de não ter se encontrado documentos da empresa Latécoère, da Air France e de
órgãos aeronáuticos brasileiros sobre a presença do aviador Antoine de
Saint-Exupéry no Brasil, não há dúvida que ele esteve em Natal e em outras
cidades que serviram de bases de apoios e/ou escritório da empresa Aeroposta
Argentina, uma subsidiária da Laté, antecessora da Air France. Pery Lamartine
de Faria ( Epopéia nos Ares, 1995,p.65) e Nilo Pereira (este é autor do artigo
“Conheci Saint-Exupéry em Natal”, Tribuna do Norte, p.3, Caderno de Domingo,
14.04.1985) já publicaram artigos com depoimentos de testemunhas oculares da
presença de Exupéry em Natal. Segundo Pery, o que dificulta as pesquisa é o
fato de que na década de 20,os pilotos franceses e brasileiros não relatavam
seus vôos. “O campo de Parnamirim, que pertencia à Latécoère, não deixou nenhum
documentos sobre os pousos das aeronaves naquele local”, disse o escritor Pery.
Não
temos provas documentais que Exupéry veio de avião ou de navio para Natal, mas
veio. O resto é papo furado, inclusive essa versão de que ele passou pelo
Brasil num navio, em direção à Argentina. O que pasma é que nunca um
pesquisador do Rio Grande do Norte pesquisou no Museu da Air France, em Paris,
ou em outras instituições francesas. Só andaram pesquisando em livros e jornais
da província dos Xarias e Canguleiros. Mas, nem tudo está perdido, pois, por
telefone,uma pesquisadora brasileira, residente em Paris, me disse que está
pesquisando o assunto.
Se
Jacques Maigne, autor de brilhante reportagem publicada na revista “Air France
Magazine”, número 16, de agosto de 1998, diz que Exupéry foi um dos comandantes
dos aviões das primeiros linhas aéreas da América do Sul ( o pioneiro foi Paul
Vachet e Jean Mermoz, o recordista na travessia do Oceano Atlântico, no vôo
Dacar-Natal, em 12 de maio de 1930, no Laté 28), há indícios de que o autor de
Vôo Noturno esteve por aqui, já que exerceu o cargo de chefe da Aeropostale(
subsidiária da Laté) em Buenos Aires, responsável pelas rotas da América do Sul
da Latécoère. E Natal, estava incluída na área supervisionada por Antoine de
Saint Exupéry. O jornalista Franklin Jorge conversou muito com Nati Cortez,
pessoalmente, na rua Felipe Camarão, nos anos oitenta, sobre a presença dos
pilotos franceses em Natal nos anos 20/30.
Um
colunista disse que eu agora estava metido na história do RN e que a minha mãe
não deixou nada registrado sobre Exupéry em Natal. Ando metido na história
desta província há muitos anos, mas somente publiquei um livro sobre “Pequena
História do Integralismo do RN” (Fundação José Augusto-Clima, Natal,1986). E
graças a Pery, na semana passada, encontrei o original do depoimento manuscrito
deixado por Maria Natividade Cortez Gomes, minha mãe, cuja cópia está comigo.
A transcrição literal é literal, sem correções: “Antoine St. Exupery em Natal.
A transcrição literal é literal, sem correções: “Antoine St. Exupery em Natal.
A
companhia de aviação francesa, a Latecoere, chegou aqui em Natal em 1919. Em
fins de 1927, eu e mamãe, ( minha avó e mãe de criação, Josefa Aguiar) voltamos
do Rio de Janeiro, onde passamos uma temporada. Mamãe teve então a feliz idéia
de montar um bar e restaurante. A casa era grande, (duas casas conjugadas)
prestando-se para isto. Ficava situada na rua Frei Miguelinho, bairro da
Ribeira. O restaurante começou então a ser frequentado não só pelos pilotos da
Laté que eram brancos, como pela tripulação dos “avisos”, que eram pretos
vindos de Dakar. Os aviões eram anfíbios, baixavam no rio Potengi. Os negros
eram na sua grande maioria das colônias portuguesas da África. No movimento do
bar e restaurante, que era intenso, principiei a falar com os franceses, já que
eu tinha uns rudimentos do francez que aprendi com o dr. Adauto Câmara, na
Escola Vigário Bartolomeu, situada na Cidade Alta.
Atendendo
a uns e a outros, apesar de ser muito nova ( tinha treze anos nesse tempo)
notei que, quando chegava um certo piloto por nome Antoine, os outros
aproximavam-se, fazendo uma roda em torno dele. Eu, no auge da curiosidade,
também ia apreciar a conversa daquele piloto da Laté que denotava possuir uma
vasta cultura. Do que ele falava, não me recordo, mas ficou gravada na minha
lembrança sua figura brilhante.
Conhecí
outros pilotos, inclusive Raimonde e Sidifal. Tive até de receber cartões
postais vindos de Dakar, onde falavam muito no nome de Mademoiselle Nati. Ainda
hoje conservo estes cartões como recordação da passagem da Latecoere em Natal.
Depois de casada, lendo “O Pequeno Príncipe” e “Correio do Sul”, tive a
intuição que aquele Antoine era, nada mais nada menos, do que St. Exupery. Até
que um dia, vendo uma foto de Antoine num jornal do Rio, verifiquei que era ele
mesmo. Natal, 12/6/1984. Nati Cortez”.
Eis
aí o depoimento deixado por dona Nati, sem correções. Dos cartões que ela se
refere, encontrei dois, mas oferecido pelo piloto Edmond, do “Revigny”, de um
“aviso” (embarcação de apoio aos vôos sobre o Atlântico). Também achei cartões
postais com as fotos dos ases da aviação da época, como Newton Braga, Sarmento
de Beires, Ribeiro de Barros ( o do Jahú, em 1927) e Vasco Cinquine, que eram
vendidos pelo Photo “Elite”, de Natal. Na verdade, há muita conversa fiada e
fértil imaginação entre alguns que se arvoram a falar desse assunto.
Luiz
Gonzaga Cortez é jornalista
e sócio do Instituto Histórico e Geográfico do RN desde 1983.
e sócio do Instituto Histórico e Geográfico do RN desde 1983.
terça-feira, 15 de julho de 2014
AOS PÍNCAROS...
“O interior das florestas e as largas planuras
medidas com a vista do píncaro dos montes
são também espetáculo igualmente solene”
(Ramalho Ortigão, Em Paris, p. 12).
AOS PÍNCAROS...
É como se fosse um cavalgar intenso...
Clímax de macho e fêmea a caminho do céu
Corpos desnudos, o meu, o seu, nosso troféu
Instante de prazer de um êxtase imenso.
Como fonte rara de inesgotável mel...
Libido dos dois praticada ao bom senso
É o que você pensa e o que também penso:
Desejos, onde cada um tem o seu papel.
E foi para isso que o ser vivo foi feito...
Amar o amor que é a razão da vida
A qualquer tempo, seja qual for o leito.
Sem amor, viver é tão somente lida...
Porque há um coração dentro do peito
Suplicando orgasmos a cada batida!
18/05/2013 - D I L S O N - NATAL/RN.
medidas com a vista do píncaro dos montes
são também espetáculo igualmente solene”
(Ramalho Ortigão, Em Paris, p. 12).
AOS PÍNCAROS...
É como se fosse um cavalgar intenso...
Clímax de macho e fêmea a caminho do céu
Corpos desnudos, o meu, o seu, nosso troféu
Instante de prazer de um êxtase imenso.
Como fonte rara de inesgotável mel...
Libido dos dois praticada ao bom senso
É o que você pensa e o que também penso:
Desejos, onde cada um tem o seu papel.
E foi para isso que o ser vivo foi feito...
Amar o amor que é a razão da vida
A qualquer tempo, seja qual for o leito.
Sem amor, viver é tão somente lida...
Porque há um coração dentro do peito
Suplicando orgasmos a cada batida!
18/05/2013 - D I L S O N - NATAL/RN.
| Resposta rápida | |||
| |||
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Convite
O jornalista Ubirajara Macedo convida para o lançamento do seu livro “A Saga de Joaquina – do Ateísmo ao Cristianismo”, oportunidade em que o Centro de Direitos Humanos e Memória Popular e a DHnet o homenageia no volume 10 da coleção DVD Multimídia Memórias das Lutas Populares do RN.
Local: Edifício Riomar –Av. Deodoro da Fonseca, 240 (Ladeira da Poti) – Petrópolis...
Ver mais
O jornalista Ubirajara Macedo convida para o lançamento do seu livro “A Saga de Joaquina – do Ateísmo ao Cristianismo”, oportunidade em que o Centro de Direitos Humanos e Memória Popular e a DHnet o homenageia no volume 10 da coleção DVD Multimídia Memórias das Lutas Populares do RN.
Local: Edifício Riomar –Av. Deodoro da Fonseca, 240 (Ladeira da Poti) – Petrópolis...
Ver mais
Chão dos Simples: 30 anos depois.
O escritor Manoel Onofre Júnior convidando para o lançamento do seu livro "Chão dos Simples", no dia 23, na Academia Norte-rio-grandense de Letras, na rua Mipibu, 443, às 18 horas. Vamos lá, minha gente, prestigiar o grande intelectual e magistrado de Martins/RN.
Luiz Cortez, Suely Nobre e Manoel Onofre Júnior, durante evento literário na Academia de Letras, em 2013.
Luiz Cortez, Suely Nobre e Manoel Onofre Júnior, durante evento literário na Academia de Letras, em 2013.
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Os loucos poetas.
Como são loucos os poetas,
desafiam exércitos,
convocam falanges
e disputam com os magos
no reino dos deuses
Como são sábios
estes loucos poetas"
(Zé Martins - SPVA/RN)
T R O V A D O R E S C O !
Do mar extrai-se o rio
Pro poeta exigente
Não existe sol frio
O sol tá sempre quente!
À noitinha não tem sol
No mar não tem asfalto
Domingo sem futebol
É monótono e chato!
Louco fica o poeta
Ao canto da sereia
Quando a maré se aquieta
Trova versos na areia!
Poetas são sem juízo
'Té a lua namoram
Caso seja preciso
Sonham, riem e choram!
Têm amores dúlcidos
Deuses, Neros, Profetas,
Ah, como são lúcidos
Estes loucos poetas!
31/12/2013 - DILSON - NATAL/RN.
desafiam exércitos,
convocam falanges
e disputam com os magos
no reino dos deuses
Como são sábios
estes loucos poetas"
(Zé Martins - SPVA/RN)
T R O V A D O R E S C O !
Do mar extrai-se o rio
Pro poeta exigente
Não existe sol frio
O sol tá sempre quente!
À noitinha não tem sol
No mar não tem asfalto
Domingo sem futebol
É monótono e chato!
Louco fica o poeta
Ao canto da sereia
Quando a maré se aquieta
Trova versos na areia!
Poetas são sem juízo
'Té a lua namoram
Caso seja preciso
Sonham, riem e choram!
Têm amores dúlcidos
Deuses, Neros, Profetas,
Ah, como são lúcidos
Estes loucos poetas!
31/12/2013 - DILSON - NATAL/RN.
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Aldenita, uma poeta assuense.
domingo, 6 de julho de 2014
Meu espaço para Aldenita, poetisa potiguar, nascida em Santana do Matos e criada em Assu...
HINO DO SESQUICENTENÁRIO DO ASSU
Música : Franciso Elion Caldas Nobre ( Chico Elion)
Letra: Maria Aldenita de Sá Leitão Fonseca de Souza
Obrigado Assu pelas paisagens,
pelos feitos heróicos de outrora,
pelo verde que brota nas margens,
do teu rio ao romper da aurora.
Ao terceiro milênio confiante,
levarás em teus ombros a glória,
de ser pátria das letras vibrante,
com o teu nome gravado na história.
O petróleo da terra jorrando,
o algodão lembra paz de oração,
carnaúba poesia inspirando,
terra de frutos para exportação.
As estrelas mais resplandecentes,
no teu céu brilham mais com fulgor,
são as rimas tão doces e ardentes,
dos poetas falando de amor.
Nesta data brilhante e festiva,
bem marcada no teu calendário,
com teus filhos de voz sempre altiva,
parabéns pelo SESQUICENTENÁRIO.
ASSU minha terra, meu berço,
minha ODE, minha canção,
ASSU de todo um povo,
um pedaço do meu coração.
postado por Flauzineide @ 14:03
0 Comentários:
domingo, 6 de julho de 2014
O céu está vivo!
Por Leonardo Sodré
Jornalista e escritor
Alcebíades, turista
vindo de Ingá do Bacamarte não acreditava em OVNI. Depois da farofada na Praia
de Cotovelo, onde rolou muita galinha caipira, com sua turma, ficou extasiado
olhando para as nuvens de chuva que estavam se formando depois que um banhista
gritou:
- Parece que o Céu está
vivo!
Ele não percebeu a
multidão de formigas que estavam se formando ao seu lado, num chão repleto de
farinha, restos de galinha e algumas garrafas de cachaça. Estava encantado com
o Céu vivo e aquele mar imenso que ele nunca tinha visto, a não ser em fotografias.
De repente o chão se
abriu e ele caiu dentro de uma nave que estava enterrada, pronta para voar em
direção as nuvens. Uma formiga morena gigante, com uma bunda enorme, que o
recebeu nos braços foi logo dizendo:
- Bibi, meu anjo, eu vou
lhe abduzir.
Alcebíades sentiu o
hálito quente da negona e perguntou já se achando confortável naqueles braços
enormes:
- Vai “zuir” o quê? Não
entendi...
- Fique calmo, meu bem,
e vá tirando esse calção de tergal da feira de Caruaru, que você vai gostar.
Nunca mais Bibi foi o
mesmo. Tampouco, durante o resto de sua vida, pisou numa formiga. Naquela tarde
ele conheceu o Céu. E, vivo!
sábado, 5 de julho de 2014
Vamos falar com a governadora sobre os ataques da bandidagem ao IHGRN. Mais: monitorar os viciados que fazem ponto na praça André de Albuquerque.
sábado, 5 de julho de 2014
VANDALISMO
No instante em que lutarmos para reformar a estrutura física do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte e realizamos o trabalho de revisão na catalogação do acervo, com extremo sacrifício, a bandidagem se ocupa para danificar o patrimônio que é do povo, isto pela 5ª vez na atual gestão, embora sejam feitos Boletins de Ocorrência na Delegacia da Cidade Alta e comunicações ao IPHAN e FJA.
Já roubaram todos os nossos refletores
externos, arrombaram a casa da bomba hidráulica e levaram a mangueira
contra incêndio, os cabos de ligação dos aparelhos de climatização,
placas comemorativas colocadas no largo Vicente Lemos e danificaram
janelas e portas, além dos constantes pichamentos e colocação de dejetos
em suas cercanias
Tais fatos, contudo, não diminuirão o
nosso entusiasmo e empenho para dotar o nosso IHGRN, muito brevemente,
de uma sede acessível ao público e espaço para grandes eventos
culturais, como já estamos agendando a partir do mês de agosto próximo
vindouro.
Temos recebido diariamente provas de
respeito e cooperação, ingresso de novos sócios, doações como aconteceu
recentemente com a entrega de um lustre de cristal e bronze, por
liberalidade do Dr. Paulo Sérgio Luz, o qual será colocado no salão
nobre da
Instituição, além das ajudas constantes de empresas privadas, a Arquidiocese de Natal, edilidades potiguares, Governo do Estado, Fundação José Augusto, dos Senhores e Senhoras Deputados, Vereadores, PMN, UFRN, FIERN, FECOMÉRCIO, SEBRAE e entidades agregadas, os quais serão devidamente referenciados e homenageados em breve solenidade.
Esperamos a adesão de todos os nossos
sócios e pessoas beneméritas da cidade para uma corrente de
solidariedade em prol da nossa secular CASA DA MEMÓRIA, como assim a
denominou o inesquecível LUÍS DA CÂMARA CASCUDOInstituição, além das ajudas constantes de empresas privadas, a Arquidiocese de Natal, edilidades potiguares, Governo do Estado, Fundação José Augusto, dos Senhores e Senhoras Deputados, Vereadores, PMN, UFRN, FIERN, FECOMÉRCIO, SEBRAE e entidades agregadas, os quais serão devidamente referenciados e homenageados em breve solenidade.
Fonte: blog do IHGRN.
quinta-feira, 3 de julho de 2014
ACORRENTADOS!
Eita vida besta, não é totó?
Todo santo dia vivendo só
Preso numa mini corrente...
Sem nunca sair pra passear
Nos seus latidos quer falar
Toda a agrura que então sente.
Certo que tem água e comida
Mas não é só isso essa vida
Um bom lazer nunca fez mal...
Mas o homem insano e ruim
Acha que tem que ser assim
Quando se trata de um animal.
E neste negro mundo cão
Sem lazer, arte e diversão,
Mesmo estando em liberdade,
Como você totó, há muita gente
Que vive presa na corrente
Da solidão, tédio e saudade!
06/06/14 - D I L S O N - NATAL/RN.
Eita vida besta, não é totó?
Todo santo dia vivendo só
Preso numa mini corrente...
Sem nunca sair pra passear
Nos seus latidos quer falar
Toda a agrura que então sente.
Certo que tem água e comida
Mas não é só isso essa vida
Um bom lazer nunca fez mal...
Mas o homem insano e ruim
Acha que tem que ser assim
Quando se trata de um animal.
E neste negro mundo cão
Sem lazer, arte e diversão,
Mesmo estando em liberdade,
Como você totó, há muita gente
Que vive presa na corrente
Da solidão, tédio e saudade!
06/06/14 - D I L S O N - NATAL/RN.
quarta-feira, 2 de julho de 2014
50 poetas de Mossoró.
Amigos; amanhã, quinta-feira, dia 03, 18hs, na sede da Academia
Norte-rio-grandense de Letras, rua Mipibu, 443, haverá o lançamento da
Antologia Poética* MOSSORÓ E TIBAU EM VERSOS *(Conforme convite em anexo).
A organização da Antologia é fruto de uma parceria que fizemos com o
pesquisador Edilson Segundo.
O trabalho reúne 50 poemas que tratam de Mossoró e Tibau em diversos
aspectos. A relação dos poetas participantes, consta no verso do convite.
Saudações literárias,
David Leite.
Assinar:
Postagens (Atom)









