sábado, 2 de agosto de 2014

A verdade é (uma virtude) um hábito...

“Em mundo que se fez deserto temos sede de encontrar companheiros”
Saint-Exupéry


            A Copa passou, deixando várias lições, sendo esta a mais importante: fora do trabalho em equipe, não há salvação. Guimarães Rosa entendia tanto disso que colocou no seu Grande Sertão - Veredas: “O capinar é sozinho... a colheita é comum”. O danado é como criar o hábito de trabalhar em equipe, se desde o início da nossa formação educacional somos treinados a trabalhar sozinhos? E um hábito não se muda da noite para o dia...
            Vejam o que um hábito é capaz de fazer. Inicio da Copa. Todos aqui em casa decidimos: assistiríamos aos jogos do Brasil, mas nada de camisa, de estresse, de torcida apaixonada, afinal, os desmantelos no pré-copa, onde a nação foi terrivelmente subtraída em tenebrosas transações, estava (e ainda está) doendo muito na alma, e no bolso, de todos nós. No entanto, a cada jogo, acontecia algo interessante. Bastava a seleção entrar, e o hino começar a soar em nossos ouvidos que tudo mudava. E de torcedor indiferente, passávamos a torcedor apaixonado. Dizem que a alma é uma música: a melodia do hino nacional trazia a lembrança do passado, onde éramos acostumados a torcer, sem colocar a política entre nós e a seleção... a música trazia o velho hábito e “quando um hábito surge, o cérebro para de participar das decisões”. Quem assumia a função de pensar, naquele momento, era o coração...
            Então, se Shakespeare fosse vivo, com certeza ele mudaria a frase: somos feitos dos nossos sonhos; para: somos feitos dos nossos hábitos. E hábitos esses que nem sempre são saudáveis, por isso que o escritor Fernando Teixeira tem razão ao pedir: “Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo de travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos”. Os viciados em jogos, drogas, sexo, etc., etc. deveriam utilizar esse texto como um mantra diário...
            Existem artigos científicos - acho até modestos esses números-, mostrando que mais de 40% das nossas ações diárias não são decisões de fato, mas sim de hábitos. Eu tenho um conhecido que vive um relacionamento bem estranho com a sua namorada: a cada três meses, eles pegam uma grande briga e passam 15 dias sem se falarem. Outro dia, ele me confidenciou: “faltavam 12 horas para completarem os 90 dias. E nada de briga. Era uma paz que chegava a incomodar. Então, peguei o telefone e, sem mais nem menos, disse que ela não era a mulher da minha vida. E desliguei. Amanhã, será o décimo quinto dia sem nos falarmos. E eu já ensaiei o discurso de desculpas, para ela”...
            O fato é que mudar um hábito não é fácil! “Os hábitos nunca desaparecem. Estão codificados nas estruturas do nosso cérebro, e essa é uma enorme vantagem para nós, pois seria terrível se tivéssemos que reaprender a dirigir depois de cada viagem de férias”. Entretanto, tem o outro lado da moeda. O que pode parecer uma vantagem, pode transformar-se em um perigo enorme. Os nazistas tanto sabiam disso que basearam toda a sua política em: “uma mentira dita 100 vezes, torna-se verdade”. A Verdade - que deveria ser uma virtude-, é de fato um hábito... Acreditamos no que nos acostumamos a acreditar...
E para um mundo cheio de mentiras é assim que se caminha a humanidade. E engana-se quem pensa que, no mundo globalizado, temos as informações verdadeiramente verdadeiras... Lemos não a verdade, mas sim a verdade que alguém quer nos vender... É terrível admitir que Mark Zuckerberg (Fundador do Facebook) tenha razão ao dizer: “A morte de um esquilo na frente da sua casa pode ser mais relevante para os seus interesses imediatos do que a morte de pessoas na África”...
E, hoje, baseado nos nossos hábitos, as empresas direcionam o seu marketing para o indivíduo e não para o coletivo. É o marketing geneticamente induzido. Assim, se eu colocar a palavra vinho no Google, terei como resposta uma série de sites bem diferentes da mesma busca realizada por outra pessoa. Desde 2009, o Google faz busca PERSONALIZADAS para todos. Cada um já tem o seu Google individual. “Um mundo construído a partir do que é familiar é um mundo no qual não temos nada a aprender”...
Dizem que “a democracia exige que os cidadãos enxerguem as coisas pelo ponto de vista dos outros; em vez disso, estamos cada vez mais fechados em nossas próprias bolhas”. Criamos links, que são pontes invisíveis e, mesmo assim, elas estão se desmoronando... O WhatsApp que o diga, afinal, estamos tão perto dos distantes; tão longe dos que estão próximos...
É preciso, portanto, que algumas questões sejam imediatamente respondidas: se continuaremos com cada um por si, Deus será por quem? Se ficarmos cada um no seu mundo - sem haver necessidade do trabalho em equipe, mas sim de “times” dependentes de um único individuo-, quantos 7x1 ainda teremos que enfrentar?!
Francisco Edilson Leite Pinto Junior – Professor, médico e escritor

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

As revelações na poesia potiguar: quando se reunem, é só poesia.


sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Quando escritoras se encontram, é só poesia...

Escritoras Jania Souza, Conceição Maciel e Flauzineide Moura
Lançamento do livro de Conceição - acervo do projeto
Foto abaixo escritoras e poetisas em "Reunião da AJEB/RN"
Poetisa Gilda Avelino, Flauzineide, Zelma e Deth Hack
Confraternização da Academia Feminina de Letras do RN

Nenhum comentário:

quarta-feira, 30 de julho de 2014

SE NÃO MORRER ANTES...

O tempo passou, e passa assim a esmo.
Inventei de consultar o espelho...
Fiquei bravo, p. da vida e vermelho,
Pois aquele cara lá era eu mesmo?

Deixei de comer linguiça e torresmo
Pra ver se calava aquele "pentelho"
Mas foi ele que calou meu bedelho,
Dizendo: - Esse cara aí é você mesmo!

Se não morrer antes, o envelhecer
Faz parte da vivência de todo ser
'Té que a morte dê seu último abraço.

E em cada dia, um dia diferente...
E muito mais rugas daqui pra frente...
Mais ais, menos cabelos, mais cansaço!

27/07/2014 - D I L S O N - NATAL/RN
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.
Lançamento Azymuth:
 
Azymuth convida você para seu novo lançamento, trata-se do livro: “O Espiritismo e os Sabios” do escritor José da Penha (1875-1914) publicado originalmente em 1903. A edição fac-similar conta com o prefácio do filósofo Farias Britto (1862- 1917) e introdução de Wandyr Villar.

Além de relatar a origem do espiritismo, essa obra conta com uma grande referência sobre a filosofia de um modo mais amplo. Também traz uma biografia sobre esse escritor e personagem tão importante da história política do Rio Grande do Norte. 
                                                 
Venda do Livro:
 
R$ 40,00. Valor exclusivo para o dia do lançamento. Parte das vendas ajudará o Hospital Infantil Varela Santiago.
 
 
Data e Local do Lançamento:
 
Livraria NOBEL
 
Dia 02/08/2014 (sábado) a partir das 17hs.
 
AV: Salgado Filho – 1782 (em frente ao Hospital Walfredo Gurgel) Tel: 3613-2007. Estacionamento para 50 carros por trás da livraria, entrada lateral.
 Contatos:
 



2 anexosExaminar e baixar todos os anexos Exibir todas as imagens

Convite_Espiritismo e os sábios_CURVAS.jpg
1841K Visualizar Examinar e baixar

Capa_o espiritismo e os sabios_FINAL_.jpg
1173K Visualizar Examinar e baixar

sábado, 19 de julho de 2014

Exupéry em Natal.



 Antoine de Saint-Exupéry em Natal

14/02/2005,


* Luiz Gonzaga Cortez.
Deve-se à última edição do mensário literário O GALO ( junho/2000, Ano XI, n. 05), através de artigo traduzido pelo jornalista Nelson Patriota – “Saint-Exupéry, o mito levanta vôo” – as mais recentes pistas e fontes para se pesquisar sobre as andanças do famoso aviador e escritor francês pela América do Sul e África. O artigo revela que uma irmã dele, Simone (1898-1978), e a viúva, Consuelo, deixaram um livro inacabado e um manuscrito intitulado “Mémoires de la rose” ( “Memórias da rosa”), respectivamente, entre outras novas obras. São novos caminhos para se pesquisar. E mais: quem quiser se aprofundar nas pesquisas pode se dirigir a uma fundação de Paris que mantém o “Espace Saint-Exupéry”, telefone 0143225890, em Paris. Mais: a Internet tem dezenas se páginas sobre Exupéry.
Apesar de não ter se encontrado documentos da empresa Latécoère, da Air France e de órgãos aeronáuticos brasileiros sobre a presença do aviador Antoine de Saint-Exupéry no Brasil, não há dúvida que ele esteve em Natal e em outras cidades que serviram de bases de apoios e/ou escritório da empresa Aeroposta Argentina, uma subsidiária da Laté, antecessora da Air France. Pery Lamartine de Faria ( Epopéia nos Ares, 1995,p.65) e Nilo Pereira (este é autor do artigo “Conheci Saint-Exupéry em Natal”, Tribuna do Norte, p.3, Caderno de Domingo, 14.04.1985) já publicaram artigos com depoimentos de testemunhas oculares da presença de Exupéry em Natal. Segundo Pery, o que dificulta as pesquisa é o fato de que na década de 20,os pilotos franceses e brasileiros não relatavam seus vôos. “O campo de Parnamirim, que pertencia à Latécoère, não deixou nenhum documentos sobre os pousos das aeronaves naquele local”, disse o escritor Pery.
Não temos provas documentais que Exupéry veio de avião ou de navio para Natal, mas veio. O resto é papo furado, inclusive essa versão de que ele passou pelo Brasil num navio, em direção à Argentina. O que pasma é que nunca um pesquisador do Rio Grande do Norte pesquisou no Museu da Air France, em Paris, ou em outras instituições francesas. Só andaram pesquisando em livros e jornais da província dos Xarias e Canguleiros. Mas, nem tudo está perdido, pois, por telefone,uma pesquisadora brasileira, residente em Paris, me disse que está pesquisando o assunto.
Se Jacques Maigne, autor de brilhante reportagem publicada na revista “Air France Magazine”, número 16, de agosto de 1998, diz que Exupéry foi um dos comandantes dos aviões das primeiros linhas aéreas da América do Sul ( o pioneiro foi Paul Vachet e Jean Mermoz, o recordista na travessia do Oceano Atlântico, no vôo Dacar-Natal, em 12 de maio de 1930, no Laté 28), há indícios de que o autor de Vôo Noturno esteve por aqui, já que exerceu o cargo de chefe da Aeropostale( subsidiária da Laté) em Buenos Aires, responsável pelas rotas da América do Sul da Latécoère. E Natal, estava incluída na área supervisionada por Antoine de Saint Exupéry. O jornalista Franklin Jorge conversou muito com Nati Cortez, pessoalmente, na rua Felipe Camarão, nos anos oitenta, sobre a presença dos pilotos franceses em Natal nos anos 20/30.
Um colunista disse que eu agora estava metido na história do RN e que a minha mãe não deixou nada registrado sobre Exupéry em Natal. Ando metido na história desta província há muitos anos, mas somente publiquei um livro sobre “Pequena História do Integralismo do RN” (Fundação José Augusto-Clima, Natal,1986). E graças a Pery, na semana passada, encontrei o original do depoimento manuscrito deixado por Maria Natividade Cortez Gomes, minha mãe, cuja cópia está comigo.
A transcrição literal é literal, sem correções: “Antoine St. Exupery em Natal.
A companhia de aviação francesa, a Latecoere, chegou aqui em Natal em 1919. Em fins de 1927, eu e mamãe, ( minha avó e mãe de criação, Josefa Aguiar) voltamos do Rio de Janeiro, onde passamos uma temporada. Mamãe teve então a feliz idéia de montar um bar e restaurante. A casa era grande, (duas casas conjugadas) prestando-se para isto. Ficava situada na rua Frei Miguelinho, bairro da Ribeira. O restaurante começou então a ser frequentado não só pelos pilotos da Laté que eram brancos, como pela tripulação dos “avisos”, que eram pretos vindos de Dakar. Os aviões eram anfíbios, baixavam no rio Potengi. Os negros eram na sua grande maioria das colônias portuguesas da África. No movimento do bar e restaurante, que era intenso, principiei a falar com os franceses, já que eu tinha uns rudimentos do francez que aprendi com o dr. Adauto Câmara, na Escola Vigário Bartolomeu, situada na Cidade Alta.
Atendendo a uns e a outros, apesar de ser muito nova ( tinha treze anos nesse tempo) notei que, quando chegava um certo piloto por nome Antoine, os outros aproximavam-se, fazendo uma roda em torno dele. Eu, no auge da curiosidade, também ia apreciar a conversa daquele piloto da Laté que denotava possuir uma vasta cultura. Do que ele falava, não me recordo, mas ficou gravada na minha lembrança sua figura brilhante.
Conhecí outros pilotos, inclusive Raimonde e Sidifal. Tive até de receber cartões postais vindos de Dakar, onde falavam muito no nome de Mademoiselle Nati. Ainda hoje conservo estes cartões como recordação da passagem da Latecoere em Natal. Depois de casada, lendo “O Pequeno Príncipe” e “Correio do Sul”, tive a intuição que aquele Antoine era, nada mais nada menos, do que St. Exupery. Até que um dia, vendo uma foto de Antoine num jornal do Rio, verifiquei que era ele mesmo. Natal, 12/6/1984. Nati Cortez”.
Eis aí o depoimento deixado por dona Nati, sem correções. Dos cartões que ela se refere, encontrei dois, mas oferecido pelo piloto Edmond, do “Revigny”, de um “aviso” (embarcação de apoio aos vôos sobre o Atlântico). Também achei cartões postais com as fotos dos ases da aviação da época, como Newton Braga, Sarmento de Beires, Ribeiro de Barros ( o do Jahú, em 1927) e Vasco Cinquine, que eram vendidos pelo Photo “Elite”, de Natal. Na verdade, há muita conversa fiada e fértil imaginação entre alguns que se arvoram a falar desse assunto.
Luiz Gonzaga Cortez é jornalista
e sócio do Instituto Histórico e Geográfico do RN desde 1983.

terça-feira, 15 de julho de 2014

AOS PÍNCAROS...

“O interior das florestas e as largas planuras
medidas  com a vista do píncaro dos montes
são também  espetáculo igualmente solene”
(Ramalho Ortigão, Em Paris, p. 12).


AOS PÍNCAROS...

É como se fosse um cavalgar intenso...
Clímax de macho e fêmea a caminho do céu
Corpos desnudos, o meu, o seu, nosso troféu
Instante de prazer de um êxtase imenso.

Como fonte rara de inesgotável mel...
Libido dos dois praticada ao bom senso
É o que você pensa e o que também penso:
Desejos, onde cada um tem o seu papel.

E foi para isso que o ser vivo foi feito...
Amar o amor que é a razão da vida
A qualquer tempo, seja qual for o leito.

Sem amor, viver é tão somente lida...
Porque há um coração dentro do peito
Suplicando orgasmos a cada batida!

18/05/2013 - D I L S O N - NATAL/RN.
Resposta rápida
Para: DιІšση Ferreira <dilsonfs51@hotmail.com>

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Convite
O jornalista Ubirajara Macedo convida para o lançamento do seu livro “A Saga de Joaquina – do Ateísmo ao Cristianismo”, oportunidade em que o Centro de Direitos Humanos e Memória Popular e a DHnet o homenageia no volume 10 da coleção DVD Multimídia Memórias das Lutas Populares do RN.
Local: Edifício Riomar –Av. Deodoro da Fonseca, 240 (Ladeira da Poti) – Petrópolis...
Ver mais

Chão dos Simples: 30 anos depois.

O escritor Manoel Onofre Júnior convidando para o lançamento do seu livro "Chão dos Simples", no dia 23, na Academia Norte-rio-grandense de Letras, na rua Mipibu, 443, às 18 horas. Vamos lá, minha gente, prestigiar o grande intelectual e magistrado de Martins/RN.

 Luiz Cortez, Suely Nobre e Manoel Onofre Júnior, durante evento literário na Academia de Letras, em 2013.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Os loucos poetas.

Como são loucos os poetas,
desafiam exércitos,
convocam falanges
e disputam com os magos
no reino dos deuses

Como são sábios
estes loucos poetas"
(Zé Martins - SPVA/RN)

T R O V A D O R E S C O !

Do mar extrai-se o rio
Pro poeta exigente
Não existe sol frio
O sol tá sempre quente!

À noitinha não tem sol
No mar não tem asfalto
Domingo sem futebol
É monótono e chato!

Louco fica o poeta
Ao canto da sereia
Quando a maré se aquieta
Trova versos na areia!

Poetas são sem juízo
'Té a lua namoram
Caso seja preciso
Sonham, riem e choram!

Têm amores dúlcidos
Deuses, Neros, Profetas,
Ah, como são lúcidos
Estes loucos poetas!

31/12/2013 - DILSON - NATAL/RN.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Aldenita, uma poeta assuense.

domingo, 6 de julho de 2014


Meu espaço para Aldenita, poetisa potiguar, nascida em Santana do Matos e criada em Assu...



 
HINO DO SESQUICENTENÁRIO DO ASSU

Música : Franciso Elion Caldas Nobre ( Chico Elion)

Letra: Maria Aldenita de Sá Leitão Fonseca de Souza


Obrigado Assu pelas paisagens,

pelos feitos heróicos de outrora,

pelo verde que brota nas margens,

do teu rio ao romper da  aurora.


Ao terceiro milênio confiante,

levarás em teus ombros a glória,

de ser pátria das letras vibrante,

com o teu nome gravado na história.


O petróleo da terra jorrando,

o algodão lembra paz de oração,

carnaúba poesia inspirando,

terra de frutos para exportação.


As estrelas mais resplandecentes,

no teu céu brilham mais com fulgor,

são as rimas tão doces e ardentes,

dos poetas falando de amor.


Nesta data brilhante e festiva,

bem marcada no teu calendário,

com teus filhos de voz sempre altiva,

parabéns pelo SESQUICENTENÁRIO.


ASSU minha terra, meu berço,

minha ODE, minha canção,

ASSU de todo um povo,

um pedaço do meu coração.




0 Comentários:

domingo, 6 de julho de 2014

O céu está vivo!

Por Leonardo Sodré
Jornalista e escritor
 
Alcebíades, turista vindo de Ingá do Bacamarte não acreditava em OVNI. Depois da farofada na Praia de Cotovelo, onde rolou muita galinha caipira, com sua turma, ficou extasiado olhando para as nuvens de chuva que estavam se formando depois que um banhista gritou:
 
- Parece que o Céu está vivo!
 
Ele não percebeu a multidão de formigas que estavam se formando ao seu lado, num chão repleto de farinha, restos de galinha e algumas garrafas de cachaça. Estava encantado com o Céu vivo e aquele mar imenso que ele nunca tinha visto, a não ser em fotografias.
 
De repente o chão se abriu e ele caiu dentro de uma nave que estava enterrada, pronta para voar em direção as nuvens. Uma formiga morena gigante, com uma bunda enorme, que o recebeu nos braços foi logo dizendo:
 
- Bibi, meu anjo, eu vou lhe abduzir.
 
Alcebíades sentiu o hálito quente da negona e perguntou já se achando confortável naqueles braços enormes:
 
- Vai “zuir” o quê? Não entendi...
 
- Fique calmo, meu bem, e vá tirando esse calção de tergal da feira de Caruaru, que você vai gostar.
 
Nunca mais Bibi foi o mesmo. Tampouco, durante o resto de sua vida, pisou numa formiga. Naquela tarde ele conheceu o Céu. E, vivo!
 
- Com post na página do autor

sábado, 5 de julho de 2014

Vamos falar com a governadora sobre os ataques da bandidagem ao IHGRN. Mais: monitorar os viciados que fazem ponto na praça André de Albuquerque.


sábado, 5 de julho de 2014

VANDALISMO


No instante em que lutarmos para reformar a estrutura física do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte e realizamos o trabalho de revisão na catalogação do acervo, com extremo sacrifício, a bandidagem se ocupa para danificar o patrimônio que é do povo, isto pela 5ª vez na atual gestão, embora sejam feitos Boletins de Ocorrência na Delegacia da Cidade Alta e comunicações ao IPHAN e FJA.
Já roubaram todos os nossos refletores externos, arrombaram a casa da bomba hidráulica e levaram a mangueira contra incêndio, os cabos de ligação dos aparelhos de climatização, placas comemorativas colocadas no largo Vicente Lemos e danificaram janelas e portas, além dos constantes pichamentos e colocação de dejetos em suas cercanias


 Tais fatos, contudo, não diminuirão o nosso entusiasmo e empenho para dotar o nosso IHGRN, muito brevemente, de uma sede acessível ao público e espaço para grandes eventos culturais, como já estamos agendando a partir do mês de agosto próximo vindouro.
Temos recebido diariamente provas de respeito e cooperação, ingresso de novos sócios, doações como aconteceu recentemente com a entrega de um lustre de cristal e bronze, por liberalidade do Dr. Paulo Sérgio Luz, o qual será colocado no salão nobre da

 Instituição, além das ajudas constantes de empresas privadas, a Arquidiocese de Natal,  edilidades potiguares, Governo do Estado, Fundação José Augusto, dos Senhores e Senhoras Deputados, Vereadores, PMN, UFRN, FIERN, FECOMÉRCIO, SEBRAE e entidades agregadas, os quais serão devidamente referenciados e homenageados em breve solenidade. 
Esperamos a adesão de todos os nossos sócios e pessoas beneméritas da cidade para uma corrente de solidariedade em prol da nossa secular CASA DA MEMÓRIA, como assim a denominou o inesquecível LUÍS DA CÂMARA CASCUDO
Fonte: blog do IHGRN.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

ACORRENTADOS!

Eita vida besta, não é totó?
Todo santo dia vivendo só
Preso numa mini corrente...
Sem nunca sair pra passear
Nos seus latidos quer falar
Toda a agrura que então sente.

     Certo que tem água e comida
     Mas não é só isso essa vida
     Um bom lazer nunca fez mal...
     Mas o homem insano e ruim
     Acha que tem que ser assim
     Quando se trata de um animal.

E neste negro mundo cão
Sem lazer, arte e diversão,
Mesmo estando em liberdade,
Como você totó, há muita gente
Que vive presa na corrente
Da solidão, tédio e saudade!

06/06/14 - D I L S O N - NATAL/RN.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

50 poetas de Mossoró.

Amigos; amanhã, quinta-feira, dia 03, 18hs, na sede da Academia Norte-rio-grandense de Letras, rua Mipibu, 443, haverá o lançamento da Antologia Poética* MOSSORÓ E TIBAU EM VERSOS *(Conforme convite em anexo). A organização da Antologia é fruto de uma parceria que fizemos com o pesquisador Edilson Segundo. O trabalho reúne 50 poemas que tratam de Mossoró e Tibau em diversos aspectos. A relação dos poetas participantes, consta no verso do convite. Saudações literárias, David Leite.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Amigo@s, tempo de falar.
Abraço. Cortez.

Segundo Soares Feitosa, ‘O caminho com Maiakovski', não é de Vladimir Maiakovski (contudo teria alguma relação com o trecho do sermão do pastor luterano alemão Martin Niemöller) mas seria, sim, do poeta Eduardo Alves da Costa. Eis o fragmento atribuído a Vladimir Maiakovski:

O caminho com Maiakovski
"... Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada..."

Eis o trecho do sermão feito pelo pastor luterano alemão Martin Niemöller :
Primeiro, vieram buscar os comunistas, como eu não era comunista, então eu não disse nada e não fiz qualquer coisa, e então eles vieram buscar os sindicalistas, e eu não era sindicalista, e eles vieram atrás dos socialistas, e eles vieram em busca dos católicos, e eles vieram pegar os judeus, mas eu não era nenhum deles, e então eles vieram me buscar mas não havia mais ninguém a quem eu pudesse gritar ou recorrer.”

terça-feira, 17 de junho de 2014

M O T I V O S . . .

Quando falo na morte
Lembro o funéreo lamento
A dor, o choro, o sofrimento
O luto da despedida
Desperto...
Estou vivo na vida. Ainda!

Nos jornais da TV
Nas manchetes bombásticas
Nas esquinas fantásticas
Uma bala perdida
Estremeço...
Estou vivo na vida. Graças!

Na crise que paira
No povo com fome
Lume do futuro que some
Sem túnel pra saída
Agonizo...
Estou vivo na vida. Continuo!

Os vivos que sepultem os mortos
Que saciem a sede dos sedentos
Que matem a fome dos famintos
Que resolvam a crise. Façam a lida.
Por isso...
Estou vivo na vida. Sorte!

28/03/2009 - DILSON - NATAL/RN.

sexta-feira, 13 de junho de 2014


INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE
– A MAIS ANTIGA INSTITUIÇÃO CULTURAL DO ESTADO –
Rua da Conceição, 622 / 623, Centro – CEP: 59025-270 – Natal/RN  -  Brasil
CNPJ.: 08.274.078.0001-06  -  Fone: (0xx84) 3232-9728
E-mail: ihgrn1902@gmail.com

NOTA EXPLICATIVA
        
 A Diretoria do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Rio Grande do Norte, entidade privada sem fins econômicos, profundamente indignada com a notícia da colunista Daniela Freire, veiculada no JH do dia 6 de junho pretérito, vem esclarecer a matéria leviana e anonimamente levantada contra a sua honorabilidade por parte de um “influente pesquisador local” e divulgada sem a audiência da Instituição, na qual insinua a aplicação de recursos que lhe foram destinados em 2013, em valor superior a R$ 1 milhão, consoante informações que teriam sido dadas pelo próprio Presidente Valério Mesquita.
            Para a reposição da verdade, sente-se na obrigação de prestar os esclarecimentos seguintes:
1.    O Presidente Valério Mesquita simplesmente tem informado o comprometimento de tal cifra em proposições de emendas orçamentárias públicas;
2.    Em 2013 o IHGRN recebeu unicamente uma verba de R$ 5.000,00 da Prefeitura Municipal de Natal, cuja prestação de contas já foi apresentada. Nenhum outro recurso foi recebido dos governos estadual e federal;
3.    No corrente ano foi recebida a importância de R$ 100.000,00, depositada em conta corrente do Instituto em 02/01/2014, valor este que está sendo utilizado nas reformas da sua sede;
4.    É importante não confundir verbas requisitadas em orçamentos públicos com recursos efetivamente liberados.
A notícia falaciosa compromete a reputação da Entidade e seus dirigentes, e cria dificuldades junto aos seus colaboradores públicos e privados.
Em razão do exposto, uma vez reposta a verdade, a Diretoria do IHGRN buscará, pela via adequada, a identificação da fonte leviana e irresponsável, visando a reparação necessária aos danos morais causados, para o que convidamos o Ministério Público a acompanhar a querela.
Natal, 09 de junho de 2014.
A DIRETORIA do IHGRN