sexta-feira, 13 de junho de 2014


INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE
– A MAIS ANTIGA INSTITUIÇÃO CULTURAL DO ESTADO –
Rua da Conceição, 622 / 623, Centro – CEP: 59025-270 – Natal/RN  -  Brasil
CNPJ.: 08.274.078.0001-06  -  Fone: (0xx84) 3232-9728
E-mail: ihgrn1902@gmail.com

NOTA EXPLICATIVA
        
 A Diretoria do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Rio Grande do Norte, entidade privada sem fins econômicos, profundamente indignada com a notícia da colunista Daniela Freire, veiculada no JH do dia 6 de junho pretérito, vem esclarecer a matéria leviana e anonimamente levantada contra a sua honorabilidade por parte de um “influente pesquisador local” e divulgada sem a audiência da Instituição, na qual insinua a aplicação de recursos que lhe foram destinados em 2013, em valor superior a R$ 1 milhão, consoante informações que teriam sido dadas pelo próprio Presidente Valério Mesquita.
            Para a reposição da verdade, sente-se na obrigação de prestar os esclarecimentos seguintes:
1.    O Presidente Valério Mesquita simplesmente tem informado o comprometimento de tal cifra em proposições de emendas orçamentárias públicas;
2.    Em 2013 o IHGRN recebeu unicamente uma verba de R$ 5.000,00 da Prefeitura Municipal de Natal, cuja prestação de contas já foi apresentada. Nenhum outro recurso foi recebido dos governos estadual e federal;
3.    No corrente ano foi recebida a importância de R$ 100.000,00, depositada em conta corrente do Instituto em 02/01/2014, valor este que está sendo utilizado nas reformas da sua sede;
4.    É importante não confundir verbas requisitadas em orçamentos públicos com recursos efetivamente liberados.
A notícia falaciosa compromete a reputação da Entidade e seus dirigentes, e cria dificuldades junto aos seus colaboradores públicos e privados.
Em razão do exposto, uma vez reposta a verdade, a Diretoria do IHGRN buscará, pela via adequada, a identificação da fonte leviana e irresponsável, visando a reparação necessária aos danos morais causados, para o que convidamos o Ministério Público a acompanhar a querela.
Natal, 09 de junho de 2014.
A DIRETORIA do IHGRN

domingo, 8 de junho de 2014

Prof. Carlos Gomes lamenta notícia mentirosa em coluna social do Jornal de Hoje.

INFORMANTE LEVIANO
Lamentável a chamada de primeira página do Jornal de Hoje, coluna de Daniela Freire: um influente pesquisador local questiona como estão sendo aplicados os recursos destinados ao IHGRN, que em 2013 teria obtido uma receita superior a R$ 1 milhão. A VERDADE: existem colocações no orçamento da União e do Estado de dotações em torno dessa cifra. Até agora só foi liberada a quantia de R$ 100.000,00 (cem mil reais) do Estado, precisamente no dia 02 de janeiro de 2014.
É bom que venha o Ministério Público fiscalizar, inclusive para chamar à responsabilidade os mentirosos de plantão.
Estou indignado com a notícia “plantada”. Alguém, à sorrelfa, quer se vingar de alguém e atinge uma Diretoria que trabalha dando expediente diário SEM NENHUMA REMUNERAÇÃO.

domingo, 1 de junho de 2014

"De que segredos soubeste
 Suspenso na crista agreste
 Do imenso abismo sem meta?
 Dançaste muito, poeta?
 Que te disse a poesia?"
(Vinicius de Moraes - Rio, 1953)

HAPPY END!

Quando rapaz, quando ia à casa dela, 
Eu já ia pensando nos seus beijos
Acendendo o fogo dos meus desejos
E ela já me esperava na janela!

De poeta eu já tinha mil lampejos
Que nas noites de lua cheia bela
Todos os meus sentidos eram pra ela
E nos ardíamos com tantos adejos.

Ah, namorados: o hoje sem picuinha.
Então céu, somente mel, zero amargor,
E ela por mim assim tão caidinha.

Ontem, boas intenções eu já tinha...
Tanto que entre juras de eterno amor,
Hoje a casa dela é também a minha!

16/05/2014 - D I L S O N - NATAL/RN.

Resposta rápida
Para: DιІšση Ferreira <dilsonfs51@hotmail.com>
CRÔNICA DA SAUDADE – III
Por Eduardo Gosson(1)

Hoje, 01 de junho, faz 55 anos que faço parte deste mundo. Nasci na Maternidade Januário Cicco, às 7h 20m, com 2,7 quilos e setecentas  gramas. Praticamente, um galeto. Nesta primeira infância sofri de um problema  intestinal, que o meu médico Dr. Wilson Ramalho, diagnosticou como gastroenterite, uma pequena inflamação nos intestinos.
Meus filhos FAUSTO E THIAGO (gêmeos univitelinos) nasceram com o mesmo problema,  só que mais acentuado daí que, quase tudo que comiam ,não fazia digestão, não virava bolo fecal.
Faço essas breves considerações porque “no  tempo não havia horas”, só a eternidade como testemunha. E lá se vão 22 anos presenciando as coisas boas e más da vida. Nessa data juntávamos a família e íamos todos para o Farol Bar aproveitar os prazeres da carne:  picanha e outras iguarias.
Revendo os álbuns de família revejo os enteados Pedro Neto (04 anos), Maria Lorena (06 anos) e os filhos Thiago e Fausto (08  anos). E aperta uma saudade imensa, principalmente porque falta um – FAUSTO que resolveu antecipar a volta para o Pai Celestial. Diz o Poeta português FERNANDO PESSOA: “ah! Sozinho na beira do cais nesta manhã de verão:  toda saudade é um cais de pedra”. Também participavam as tias Jamyles e Hulimase (eternas mães, avós e   bisavós) e avó Regina, sempre bem arrumada e cheirando a perfume  francês”. Pronta para fazer negócio: para ela tudo tinha valor de troca, de uso. E as atividades comerciais deixavam-na feliz.
Hoje a Terra ficou mais pobre com a sua  partida e  o Céu ganhou novas cores.
Eu não sabia que doía tanto!

(1)    É Poeta! O resto é disfarce.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

No rastro das águas, de Amaro Bezerra.

Amigos, no próximo dia 05/06/2014 será a vernissage da minha primeira exposição de fotografias. Convido-os para seguirem comigo "NO RASTRO DAS ÁGUAS". Será no Salão de Convenções do Hotel Parque da Costeira - Via Costeira/Natal/RN, às 19:30 h. Espero contar com a presença de todos vocês. Um grande abraço, Amaro.





Canções da Lagoa Dourada, de Vilmaci Viana, será lançado no dia 9.

TENHO A HONRA DE CONVIDAR VOSSA SENHORIA E FAMÍLIA PARA O LANÇAMENTO DO MEU LIVRO AS CANÇÕES DA LAGOA DOURADA DIA 9 DE JUNHO ÀS 19H NO ESPAÇO RENATA MOTA NA RUA MONSENHOR HONÓRIO, 218 TIROL NATAL-RN.
UM EVENTO  CASA DE IDEIAS -CHRYSTIAN DE SABOYA.
A VENDA DO LIVRO SERÁ DOADA INTEGRALMENTE AO CENTRO HISTÓRICO-CULTURAL TAPUIAS PAIACUS DA LAGOA DO APODI. (R$ 30,00).
ESPERO VOCÊS C0M AMOR,
VILMACI VIANA (VIVI)

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Homenagem a Moacir Cirne.

VIII Mostra do Filme Cult de 29/05/2014 à 02/06/2014
Cartaz/Divulgação
VIII Mostra do Filme Cult: evento deste ano traz filmes para todos os gostos e presta homenagem a Moacy Cirne. A edição deste ano da clássica mostra do filme cult, promovida pelo Cineclube Natal, já tem data e local marcados: de 29 de maio (quinta-feira) a 02 de junho (segunda-feira), no TCP (Teatro de Cultura Popular). Em sua oitava edição, a Mostra do Filme Cult promove exibições de cinco filmes que passaram ao largo do circuito brasileiro - quando muito, exibidos com atraso ou em sessões restritas.
A seleção deste ano está eclética, passeando por vários estilos cinematográficos, mas sem perder a qualidade exótica da mostra. Os títulos vão desde o drama intimista (Glen ou Glenda), passando por um clássico do cinema noir (A Beira do Abismo), e culminando no inusitado filme de horror (The Pig Fucking Movie), que encerra a mostra. Trata-se de mais uma oportunidade indispensável para os admiradores de um tipo de cinematografia que raras vezes pode chegar ao espectador em espaço reservado aos gêneros propostos – nesse caso, o auditório do Teatro de Cultura Popular Chico Daniel (anexo da Fundação José Augusto).
Além da comemoração do aniversário de nove anos da instituição, o Cineclube Natal também prestará homenagem ao grande Moacy Cirne, falecido no início deste ano. As exibições começam sempre às 18h30, e são seguidas por debates entre os integrantes do Cineclube e o público da mostra. A taxa de manutenção cobrada por sessão custa R$ 4.
PROGRAMAÇÃO

29 de maio:
Glen ou Glenda (Glen or Glenda), Ed Wood, 1953, EUA, drama, 68 minutos.
Sinopse: O que leva um homem a se vestir de mulher? Ed Wood tenta responder a essa questão fazendo um filme B quase autobiográfico.
30 de maio:
A Beira do Abismo (The Big Sleep), Howard Hawks, 1946, EUA, noir e mistério, 114 min.
Sinopse: Clássico filme noir com o detetive Philip Marlowe na pele de Humphrey Bogart, numa história de Raymond Chandler. Criação de personagens como só Hawks consegui fazer numa atmosfera sombria típica do gênero noir.
31 de maio:
Madre Joana dos Anjos (Matka Joanna od aniolów), Jerzy Kawalerowicz, Polônia, 1961, drama, horror e mistério, 110 min.
Sinopse: Um padre é mandado a uma pequena paróquia no interior da Polônia que se acreditava estava sob possessão demoníaca e tem que enfrentar as suas próprias tentações.
01 de junho:
A Marca do Assassino (Branded to Kill), Seijun Suzuki, 1967, Japão, drama e ação, 98 minutos.
Sinopse: É a história de Hanada, matador da Yakuza, que se torna alva da mesma Yakuza. Poética paródia dos filmes de gangsteres japoneses, inovador em seus enquadramentos, em sua fotografia e na sua montagem fragmentada. Os filmes de Suzuki influenciaram diretamente o cinema de vários diretores atuais, como Tarantino, Kar-Wai, Jarmusch e Kitano.
02 de junho:
The Pig Fucking Movie (Vase de Noces), Thierry Zéno, Bélgica, 1975, horror e romance, 80 min.
Sinopse: Fazendeiro se apaixona pela porca que criava e tem porquinhos mutantes. Quando os filhotes preferem a mãe, ele enlouquece.
SERVIÇO
VIII Mostra do Filme Cult, organizada pelo Cineclube Natal
Local: Teatro de Cultura Popular Chico Daniel (anexo da Fundação José Augusto, localizado à rua Jundiaí)
Horário: De 29/05 a 02/06, com sessões iniciando às 18h30
Valor: R$ 4 (manutenção da mostra)
Cineclube Natal
twitter | facebook | grupos 
(84) 8805-4666 | (84) 9406–8177
Av. Hermes da Fonseca, 407, Mercado de Petrópolis, Box 51, Tirol, 59020-000 - Natal/RN


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Postado por AssessoRN - Jornalista Bosco Araújo no AssessoRN.com em 5/27/2014 06:06:00 PM

domingo, 25 de maio de 2014

  CRÔNICA DA SAUDADE: DOIS ANOS SEM FAUSTO GOSSON
                                     Por  Eduardo Gosson
   “No tempo não havia horas, conquanto seja uma porta aberta para a eternidade
      (João Regis Cortês de Lima, poeta e amigo,in memoriam)

                                                Meu querido filho Fausto:
  Abstraindo o tempo, foste  em busca da eternidade  logo, uma vez que a vida aqui neste planeta é de muito sofrimento  e não estavas suportando mais toda essa canseira. Hoje, 26 de maio de 2014,  faz dois anos que pegaste a Nau da Eternidade deixando-nos sozinhos.
                                             Agora, tu és um fazendeiro do ar e não tens mais pedras no caminho para ferir-te. Só lindas  paisagens   e o Filho de Deus,  Jesus, como companhia. Por teres  sido aqui na Terra puro, justo e bom,  conseguiste passar   pelo fundo da agulha e  no topo da montanha, em silêncio e solidão, aguarda os outros que ainda não passaram pelo mistério de uma nova vida, esta verdadeira, onde não há frio nem calor, sofrimento e dor. Só festa e alegria e a resplandecente estrela da manhã a nos guiar
                                            Um grande abraço do seu pai, de Suely, da sua mãe, da sua esposa, dos seus  irmãos,  das suas filhas Hulimase  Maria e Maria  Eduarda e da prima Rebeca e de Miguel.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Amargos versos, de Dilson Ferreira.

"Às vezes a gente pensa que está dizendo
 bobagem e está fazendo poesia."
(MARIO QUINTANA)

AMARGOS VERSOS DUM SONETO!

Ah, mundo mau, caótico, tão perverso
Precisamos refletir a nossa elipse
Não falsear... Cessar o disse-me-disse
Para que não haja amargor no meu verso.

Razão à sombra da emoção num eclipse
O bem sofre do mal nefasto reverso
Onde o bíblico no livro vive imerso
Aguardando o propalado apocalipse.

Quando vier o "fim", que julgar da gente
Todos os pecados que temos de sobra,
Por favor Deus, faça a terra novamente;

Crie o leão, a maçã, o éden, a cobra...
Mas não crie o bicho homem inteligente,
Senão ela vai destruir a tua obra,

N O V A M E N T E !

14/08/2011 - D I L S O N - NATAL/RN. 

domingo, 18 de maio de 2014

Postado dia 15/05/2014 às 16h50

Depois de 48 horas de silêncio – Vicente Serejo

Na edição do dia 23 de fevereiro de 2008 transcrevi aqui o texto que Saint-Exupèry escreveu quando soube que seu…

Na edição do dia 23 de fevereiro de 2008 transcrevi aqui o texto que Saint-Exupèry escreveu quando soube que seu amigo Jean Mermoz desapareceu no mar. Devo ao poeta Virgílio Maia que remeteu de Fortaleza um exemplar da história em quadrinhos ‘Mermoz’, de Attilio Micheluzzi, edição original italiana, 1999. Pedi a Mário Ivo Cavalcanti que fizesse a tradução para o português. Saint-Exupèry descreve a decolagem de Jean Mermoz da Lagoa do Bonfim para Dakar numa das travessias do Atlântico como piloto da Latécoère. Da leitura, não se pode afirmar, rigorosamente, que Saint-Exupèry viu com seus próprios olhos. Sua descrição do espelho de água e do terreno cheio de formigueiros pode ter sido narrada pelo próprio Mermoz, seu amigo. O texto foi originalmente publicado no livro ‘Meus Vôos’, de Jean Mermoz, edição Flamarion, Paris, 1937. Hoje a transcrição é uma homenagem ao vôo dos pilotos e o pouso nas margens da Lagoa do Bonfim, nos oitenta anos daquele instante histórico.
Antoine de Saint-Exupéry
Sim, é dramático, este desaparecimento. Sim, é terrível, este silêncio que se prolonga. Em outros dramas semelhantes, sempre me pareceu que se morria, não pelo acidente, mas pelo silêncio – que sepulta melhor que uma chuva de cinzas. Não se retorna depois de oito dias de silêncio.
Mas hoje, terceiro dia de um sumiço angustiante, somos muitos os que não aceitamos renunciar a Mermoz. Não abandonaremos o nosso companheiro. Recusamos, por enquanto, o testemunho da lógica. Essa, sim, nos enganou freqüentemente a seu respeito. Não é a lógica, mas o homem, quem dirige o curso da história. E assim é, seja nas grandes, seja nas pequenas coisas.
É por isso que hoje me recuso a desenhar um retrato ou escrever recordações que evoquem o luto. Chegará o tempo de chorarmos por Mermoz, se ele renunciar a reaparecer ainda uma vez. Porque ele é dono de uma teimosia admirável, e é exatamente por essa teimosia que a sua coragem é tão especial: Mermoz sempre negou as evidências.
Em 1929, ele tinha que decolar de Natal, pela primeira vez, em direção à África. Na primeira tentativa, percebeu que a decolagem era impossível. Mas, desde o alvorecer até o crepúsculo, ele persistiu através de esforços que pareciam absurdos. Riscou, em todas as direções, o reflexo de Natal na água, polido como um espelho, e, mesmo sem vento, no momento do pôr-do-sol, quando parecia evidente a prova de sua impotência, decolou.
Repetiu aquela aventura a bordo do “Couzinet”, novamente em Natal, mas desta vez sobre um terreno duro e cheio de cupinzeiros. As suas decolagens morriam entre o lamaçal. E tudo apontava para um acidente seguido de incêndio. Mas a cada dia ele recomeçava. Até vencer, mais uma vez, contra qualquer evidência.
E nos habituamos a vê-lo retornar. Nos primeiros anos da Linha do Sul, findou, graças a um defeito, no fundo do Rio del Oro. Sobre ele caiu o silêncio. Mas por trás de uma calma aparentemente passiva, Mermoz lutava pelo seu retorno. E oito dias depois, quando não se esperava mais nenhuma notícia sua, voltou para nós, com seu sorriso imenso.
Desapareceu, outra vez, nos Andes. Aquelas montanhas não costumam devolver os homens que lhes são oferecidos em sacrifício. Não havia um só argentino, nem um único chileno, que acreditasse no retorno de Mermoz. Ninguém o esperava, com exceção de alguns companheiros que mantinham a juventude no coração. Uma tarde, pousando sobre o pasto fresco de Santiago, como voltando de um vôo aprazível, Mermoz desce, de uma altitude de 4.500 metros. Tinha, em qualquer modo, cortado o laço que o mantinha prisioneiro. E ria, mais uma vez.
E ei-lo, hoje, retomando esta ausência, por trás da qual, no silêncio e na discrição de uma luta interna, enfrenta o gelo, o fogo ou o mar. E da qual só retornará com aquele sorriso encantador forjado nas grandes vitórias.
Claro, Mermoz não pode prolongar esse atraso. É certamente muito grave que a mensagem sobre o defeito não tenha sido seguida por outra, um SOS ou o aviso de uma amerissagem. É dramático que o hidroavião, uma vez amerissado, não tenha enviado qualquer outra mensagem. Mas existe ainda a possibilidade de um defeito no rádio. Improvável? É verdade, mas as nossas desafortunadas construções lógicas já receberam tantos desmentidos! E ainda que o hidroavião tivesse afundado tão rapidamente, impedindo o envio de uma mensagem, resta ainda o bote inflável. Os tripulantes poderiam ter tido tempo de lançá-lo à água.
Se aqueles homens estão à deriva, a bordo daquela minúscula embarcação, ainda que insubmergível, é claro que não podem ser salvos. Guillaumet, que os procura a bordo do seu Farman, não tem dez anos disponíveis para perquirir aquela porção do oceano. Mas o milagre de um encontro ainda é possível. Mermoz, amanhã, talvez, ainda pode sorrir para nós.
E, no entanto… há alguns meses o mecânico Collenot desapareceu no Atlântico Sul, durante um travessia semelhante. Era um velho companheiro de Mermoz, com quem havia compartilhado alegrias e tristezas. A sua morte chocou o grande piloto, e foi a única ocasião em que o vi desanimado. Examinou as próprias mãos, impotentes para o salvamento. E me disse: “Collenot não poderia ter desaparecido senão comigo. A fatalidade não foi justa ao separar esta tripulação…”
Fonte: Jornal de Hoje,Natal/Rn.





 

quinta-feira, 15 de maio de 2014

ITATIAIA lança A ARTE DO AMOR, de Fromm.

A ARTE DE AMAR
ERICH FROMM
TÍTULO DO ORIGINAL AMERICANO: THE ART OF LOVING
TRADUÇÃO DE MILTON AMADO
— “O amor — afirma Erich Fromm — é a única resposta sadia e satisfatória para o problema da existência humana”. Todavia, a maioria entre nós, é incapaz de desenvolver as capacidades humanas do amor naquele único nível que tem importância real — um amor que é composto de madureza, auto-conhecimento e coragem.
Nesta obra, o Dr. Fromm discute todos os aspectos do amor, não apenas o amor romântico, rodeado de concepções extremamente falsas, mas também o amor dos pais pelos filhos, o amor fraternal, o amor erótico, o amor de si próprio e o amor de Deus. Aprender a amar, sugere o autor, como quaisquer outras artes, pede prática e concentração.
O livro que ora é lançado pela EDITORA ITATIAIA, como obra inicial de sua nova coleção — PERSPECTIVAS DO MUNDO —, está cheio de observações desafiantes, de verdades, às vezes violentas, sobre a sociedade contemporânea e as barreiras que são levantadas entre seus membros em sua eterna busca de amor.
O autor do livro, um dos psicanalistas mais famosos do mundo atual, autor de uma série de livros sobre problemas de comportamento humano no mundo presente, é também um estilista admirável para escrever sobre assuntos complexos de uma maneira viva, humana e extremamente interessante.
Acerca de A ARTE DE AMAR, afirmou o suplemento literário do Times, de Londres: “Como uma visão da natureza daquelas relações que são comuns a todos os seres humanos, este breve ensaio dificilmente poderá ser superado”.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

EM RESPOSTA  À CRÔNICA CENTENÁRIO DO  DIAS DAS MÃES DO POETA DIÓGENES  DA CUNHA LIMA
                                                                                                   Eduardo Gosson
                                                                                                 (eduardogosson115@gmail.com)

Meu caro Poeta:
Belíssima e comovente homenagem às mães. Literatura para mim tem  que comover para ter validade . Sem emoção,  fica  o formalismo literário.
No meu caso particular, fui abençoado porque em vez de uma eu tive quatro. Explico melhor: Minha mãe biológica Maria  Dantas de Araújo , de Jardim do Seridó/RN, de olhos  florestais e cabelos cor de mel  deu-nos o prazer de sua companhia até os dois anos e oito meses porque, ao separar-se do meu pai, foi visitar uma irmã, indo  depois  conhecer o Brasil. Esta travessia durou uma década – “entre nós grandes silêncios”. A minha comunicação com ela neste período deu-se através de cartas. Trancado, passavam  o dia lendo e relendo-as. A suas palavras  amenizavam a distância e a minha solidão.
Aí  fui morar com duas tias: Hulimase (brilhante) e jamyles (mimosa) que traziam no sangue os cedros  do Líbano, madeira utilizada na construção do templo do rei Salomão. Assim, cresci para  o mundo e para a vida. Vivi entre as  mil e umas noites e  um  ateliê de costura, onde as duas irmãs faziam verdadeiros  milagres na moda: pioneiras, introduziram belos  bordados e o uso da sai plissada. Quando chegava o fim do ano e o inicio o movimento triplicava: roupas de festas  e fardas escolares. Nos colégios religiosos as alunas usavam saias plissadas. Nesse período, eu tinha uma tarefa específica:  tirava e anotava as medidas (cintura, quadril e altura das mulheres).  Confesso, meu poeta, que tinha o maior prazer em realizar essa tarefa.
E quarta mãe era a minha babá que tinha o belo nome de Margarida. Com Margarida conheci  a  vida. Nos finais de semana ela me levava para passear na Praça Pedro  Velho que, na década de 60, era muito bonita. Afinal, tínhamos um Prefeito que amava a sua cidade – Djalma Maranhão. Neste segundo domingo de maio – Dia das Mães –evoco a memória destas quatro mulheres que me deram o compasso e a régua existenciais. Das quatro mães, três já embarcaram na Nau da Eternidade. Agora, só resta Margarida, que todas as tardes abraça a eternidade na velha Catedral.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Dilson Ferreira, um poeta enamorado!

À MINHA ETERNA NAMORADA
MÃE, MULHER E MUSA!

O TESTE DO TEMPO!

Porque será que te vejo assim tão linda?
Será por causa do meu mordaz desejo?
Que quanto e tanto mais e mais te beijo,
Ele se arde, ele não cessa, ele não finda?

Então sedento, aproveitando o ensejo,
Como se fosse a jovialidade infinda,
Neste afã, neste ímpeto, mocinha ainda,
É assim que te quero, é assim que te vejo!

Entre tantos ais, rusgas, outros motivos,
Existem sim belos momentos meus e teus,
Onde amamos porque nos sentimos vivos.

E mesmo os danos dos anos afligindo,
Um ajuda o outro... E com as bênçãos de Deus
Ao teste do tempo vamos resistindo!

05/05/2014 - D I L S O N - NATAL/RN.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Pequenas Ficções. Clauder Arcanjo.

Pequenas Ficções CXXXVII

Clauder Arcanjo

Para Nilto Maciel
(In memoriam)

Olhos de salitre

Tempo de espera. Olhos no distante além. Sem sombra de paz. Na mente, em relampejos de clarividência, uma voz esganiçada, brigona. “Não vem. Não vem, é?...”
Novo aguardo. Desta feita, olhar já cansado. Sem naco de sossego. No corpo, em tremores de dúvida, uma ordem gritada, mandona. “Não vem. Não vem, viu?”
Tempo de desespero. Olhos de salitre.

***

(Des)agradável

Nos lábios, o bom-dia mascado e com raios de sanguínea ira. Desagradável.
Meio-dia, à mesa, garfo e faca a picar e cortar a carne dura, em movimentos de quase carnificina. Desagradável.
Na rede, sesta inquieta, o ronco da discórdia, a ruminar as desventuras últimas, em pragas sucessivas. Desagradável.
À noite, na quietude do quarto escuro, a entrega ao coito, em fantasia de devassa: carnal, sanguínea, movida a palavrões e tangida por açoites. Amantissimamente... (des)agradável.


Reflexão Domingueira CCCXI

Não sei se haverá silêncio no reino das palavras com a inopinada partida de Nilto Maciel. Penso que não. No máximo, receio, os vocábulos recolherão seus barulhos de insignificância para o esgoto das páginas, para, enfim, pouco depois, (re)colherem, sob o arpejo mais divino, a mansuetude marota de quem se fez mestre, urdindo o verso mais singular, em meio ao universo carnavalesco do livro das ilusões nunca extintas.

Reflexão Domingueira CCCXII

Baturité nos presenteou com Nilto Maciel; e ele, apesar do Distrito Federal, mesmos em meio às tantas Fortalezas, nunca deixou de se (d)escrever como o mais universal dos provincianos.

Clauder Arcanjo


terça-feira, 29 de abril de 2014

Novo poema de Dilson Ferreira, um poeta desconhecido.

OI, PESSOA AMIGA...

"Criaram nela a glória dos humanos:

Eia, cantai-lhe os dotes singulares,
Louvai seus olhos, aplaudi seus anos,
Queimai-lhe aromas, erigi-lhe altares."

(MANOEL MARIA BARBOSA DU BOCAGE)
- 1765/1805 - PORTUGAL.

F E T I C H E !

Olhou bem nos olhos dela e aí gamou
Aqueles olhos verdes fascinantes
Iguais, ele nunca jamais vira antes
Que o olhar dele tão logo enfeitiçou.

Olhar sorriso em lábios "vermelhantes"
Que ele em alcova delícia imaginou
Libido e frenesi que o prazer criou
Essas loucuras que têm os amantes.

Difícil não inebriar quem a visse
De deixá-lo assim tão enfeitiçado
Às vezes ventura ou pura tolice...

Sonho lindo que se fez acordado
Quando aqueles olhos verdes lhe disse:
-Não, não posso, eu já tenho namorado!

28/04/2014 - D I L S O N - NATAL/RN.

Resposta rápida
Para: DιІšση Ferreira <dilsonfs51@hotmail.com>

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Encontrado um exemplar de livro de Nati Cortez.

Conseguimos um exemplar de A Abelhinha Sonhadora, editado em 1972, pelo Serviço Nacional de Teatro/MEC, então dirigido por Felinto Rodrigues Neto. A peça infantil em dois atos é baseada no conto de Maria Eugênia Maceira Montenegro, "A Abelhinha Zunzum". A intenção é reunir todos os livros de Nati Cortez numa exposição na seção estadual da União Brasileira de Escritores/UBE, atualmente presidida pelo poeta, compositor e professor Roberto Lima, autor da música da peça, conforme registra o livro adquirido na Estante Virtual, Rio de Janeiro, por R$ 13,00.

domingo, 13 de abril de 2014

Papiro que menciona mulher de Jesus não é falsificado.

O papiro que menciona a mulher de Jesus
O papiro que menciona a mulher de Jesus Fotografia © DR

As análises científicas de um papiro muito controverso, no qual é mencionado "a mulher de Jesus", revelaram que este documento é antigo e as suas origens remontam entre o VI e o IX séculos.
Um estudo divulgado na quinta-feira nos Estados Unidos refere que este documento, revelado em 2012 por Karen King, professora de história na Universidade de Harvard Divinity, é quase de certeza um papiro antigo e não uma falsificação feita recentemente.
Este documento, que sugere que Cristo era casado, foi recebido com grande ceticismo no Vaticano e pelos historiadores, que concluíram que provavelmente era uma farsa, citando a sua origem desconhecida, a forma dos carateres das letras e os erros gramaticais.
Trata-se de um fragmento de papiro com 3,8x7,6 cm, no qual estão escritas as frases em língua copta: "Jesus disse-lhes: 'Minha esposa'" e "Ela poderá ser minha discípula".
Estas frases suscitaram o debate em algumas igrejas sobre o celibato dos sacerdotes e o facto de as mulheres poderem exercer o sacerdócio ministerial.
Nenhum evangelho menciona que Jesus foi casado ou tinha discípulos mulheres.
Fonte: dn.pt - Ciência.

sábado, 12 de abril de 2014

A Abelhinha Sonhadora foi encenada em Minas Gerais.

Cópia de foto tirada no Google. "Santo de casa não faz milagres". A peça de Nati Cortez não foi encenada em Natal. Para mais detalhes, clique na foto.

Além do Arco-Íris.

Além do arco-íris
“Meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas...
E o que vejo a cada momento,
É aquilo que nunca antes tinha visto...
Sinto-me nascido a cada momento,
Para a eterna novidade do mundo”
(Fernando Pessoa)

Francisco Edilson Leite Pinto Júnior.
 
Os despertadores são terríveis! Eles têm a difícil missão de nos alertar de que nem todo dia frio, terá um bom lugar para se ler um livro... Cinco horas manhã, de um sábado, e o danado toca de forma estridente: “Levanta-te e anda! levanta-te e anda!”. Bem que ele até quis não dar ouvidos à intimação do despertador, mas a falta de um cartão corporativo do governo para pagar as suas contas, falava mais alto: “Vai trabalhar vagabundo; vai trabalhar criatura!”.
Chovia lá fora! E mesmo o frio adentrando ao quarto, não havia outra alternativa. Teve que se levantar, mas não antes de olhar para o lado. Viu a sua bela esposa dormindo como um anjo. Quis ficar abraçado com ela, mas não tinha mais tempo a não ser de fazer um rápido cálculo de quanto a amava... e o resultado foi: 1008! Era o número de Tensões Pré-Menstruais (TPM) de convivência! Isso sim é que é amor!
Ao chegar ao banheiro, ele constatou que não há frio de rachar que não possa piorar: a resistência do chuveiro tinha queimado na noite anterior. “Mas a vida o que quer da gente não é coragem?!” Pensou... Então, ligou o chuveiro e foi para debaixo dele: “tomara que Heráclito tenha mesmo razão quando disse que o universo é uma dança de opostos, onde cada coisa se transforma em outra: coisas frias esquentam”, pensou ele novamente.
Antes de sair, fez o ritual de sempre: beijou o filho e a esposa amada (1008 vezes de TPM solidária), como se fosse a última vez... Afinal, é tudo tão incerto não é mesmo?! E incerto seria o caminho que o levaria ao hospital, para mais um plantão. Pois, a noite toda de chuva, castigando as ruas já tão castigadas de anos de desgovernos, na sua cidade, fazia com que o seu caminho de sempre, tivesse que ser mudado... E haja alagamentos! - Praguejou ele.
Coitado! Esqueceu-se ele do que certa vez disse o filósofo imperador Marco Aurélio: “Todas as coisas são entremeadas umas às outras; um laço sagrado as une; não há uma coisa sequer que esteja isolada de outra”. Então, se por um lado à mudança de rota o fez percorrer um caminho mais longo; por outro, o permitiu “curar” a sua vista cansada, diagnosticada há tanto tempo, por Oto Lara Resende: “O que nos cerca, o que nós é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio... nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença”.
Mudança de rota; mudança de visão! Que lindo arco-íris, ele percebeu mais adiante. Olhou para o relógio. Ainda restavam alguns minutos para não chegar atrasado ao seu destino. Por isso, parou o carro, pegou o celular e fotografou o arco-íris. E neste momento, teve a “consciência cósmica” de que algum tesouro o esperava para ser descoberto naquele dia. Sim! Ele se lembrou da sabedoria de Epicuro: “Deus introduziu o homem para ser um expectador de seus trabalhos, e não apenas um expectador, mas um intérprete”...
Chegou ao hospital. Passagem do plantão. Ele ouviu atentamente todos os casos, mas um chamou-lhe mais atenção: 33 anos, era a mesma idade em que seu pai tinha quando faleceu. Trinta e três anos era a idade da jovem paciente, portadora de uma neoplasia avançada, cujo fim se aproximava. Ao chegar à beira do seu leito, ele teve uma surpresa. A acompanhante da paciente era sua irmã gêmea idêntica (univitelina). Ali ele percebeu: juntas, lado a lado, vida e morte; A que ficava e a que partia. E neste momento, de repente, não mais do que de repente, ele viu o seu tesouro que estava além do arco-íris... Ele presenciou uma das cenas mais belas vistas nestes 25 anos de profissão. Sim! Existe beleza também na tristeza. Pois, “As mais belas harmonias vêm dos opostos”... Vida e morte!
Ele, temporariamente curado da sua vista cansada, viu algo que ficará eternamente guardado em sua lembrança, pois como dizia Drumonnd: “O eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma força o resgata”... Ele viu a irmã/acompanhante, abrir a sua bolsa, pegar um frasco de creme hidratante e massagear os pés da sua metade que estava morrendo. Massageava e chorava...
Pés... Ele lembrou-se que vem da palavra “podos” em grego, que está relacionado a palavra “paidos”, que significa criança. Ou seja, a irmã/acompanhante - melhor do que muita morfina, ou do que qualquer antibiótico de última geração-, estava cuidando dos pés da sua metade que ia partir. E cuidar dos pés de alguém significa cuidar da criança que está nela... e ninguém retornará ao reino de meu Pai se não voltar a ser criança novamente, não é mesmo?
Pois bem! Ele, diante daquela grande lição de amor, aproximou-se da irmã/acompanhante e perguntou-lhe se poderia fazer alguma coisa por elas duas: a vida e a morte. A resposta foi: “Deixe-me apenas ficar aqui, doutor, junto dela, que o senhor já está fazendo muito por nós duas!”.
Ele tocou no ombro da irmã, ao mesmo tempo em que tocou na mão da paciente. Balançou a cabeça, não apenas como um consentimento, mas sim, como uma reverência àquele momento. Então, dirigiu-se ao quarto de repouso, com a desculpa de que ia pegar o seu estetoscópio, mas na verdade ele queria mesmo era ficar sozinho, para poder deixar as lágrimas escorrerem pelo seu rosto, sem ser visto (bobagem! Homem chora sim!)... e ele chorou, agradecendo a Deus por tudo: pela esposa, pelo filho, pela chuva, pela resistência queimada do chuveiro, pelas ruas alagadas, pela sua profissão e mais ainda por poder, naquele dia, conseguir enxergar além do arco-íris...
P.S. Dedico este texto a neta de Fernando Pessoa, a enfermeira Renata Lima Pessoa (ela sabe o porquê...).
Francisco Edilson Leite Pinto Junior– Professor, médico e escritor.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

"Temos dias que são noites".

BOM DIA IN TROVAS!

     D E T A L H E S . . .

Gosto de café com leite
Quero sonhos e desejos
Porém para o meu deleite
Só amo se tiver beijos!

     A canção sendo suave
     Em melodia envolvente
     Pela voz aguda ou grave
     Acalma a alma da gente!

"I love you" me declarou
Só para qu'eu fosse seu bem
Correspondi com muito ardor
"I love you" dei-lhe também!

     Imagine o céu na terra
     Somente paz, somente amor,
     Nada de ais, nada de guerra,
     Diga que sou um sonhador!

Temos dias que são noites
Tem noite que se faz dia
Mesmo com tantos açoites
Não vou deixar a poesia!

28/09/2013 - D I L S O N - NATAL/RN.